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Focus reduz projeções de inflação para 2025 e 2026, mas mantém estimativas para PIB e câmbio estáveis

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Inflação prevista para 2025 e 2026 tem nova queda

O mercado financeiro voltou a reduzir suas projeções para a inflação dos próximos anos. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 caiu de 4,40% para 4,36%.

A meta oficial de inflação para o período é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Já a projeção para os preços administrados, que incluem tarifas públicas e contratos regulados, avançou levemente de 5,25% para 5,34%. Por outro lado, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou de -0,61% para -0,65%, indicando expectativa de deflação nesse indicador.

Projeções para 2026 seguem tendência de leve desaceleração

Para 2026, os analistas também reduziram as projeções de inflação. A expectativa para o IPCA caiu de 4,16% para 4,10%, mantendo-se ainda acima da meta de 3%.

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Nos preços administrados, a previsão recuou ligeiramente de 3,76% para 3,75%, enquanto o IGP-M foi mantido em 4%.

PIB deve crescer 2,25% em 2025, segundo mercado

O mercado financeiro manteve inalteradas as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa de crescimento da economia brasileira é de 2,25% em 2025 e de 1,80% em 2026.

O Banco Central, em seu último Relatório de Política Monetária (RPM) publicado em setembro, projeta expansão de 2% para o PIB no próximo ano, número alinhado às estimativas do Focus.

Selic permanece em 15%, mas previsão para 2026 é menor

A taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 15% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada.

Entretanto, o mercado reduziu a projeção para o fim de 2026, passando de 12,25% para 12,13%, refletindo expectativa de flexibilização gradual da política monetária nos próximos anos.

Câmbio segue estável nas projeções

A pesquisa Focus também mostrou estabilidade nas estimativas para o dólar. As projeções seguem em R$ 5,40 por dólar em 2025 e R$ 5,50 em 2026. Há quatro semanas, as previsões eram idênticas, o que indica ausência de novas pressões sobre o câmbio no horizonte de médio prazo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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