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MPA fortalece articulação com municípios mineiros durante a Caravana Federativa em Belo Horizonte

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) teve atuação de destaque na 16ª edição da Caravana Federativa, realizada nos dias 11 e 12, em Belo Horizonte (MG). A iniciativa reuniu 36 ministérios e diversos órgãos federais, com o objetivo de aproximar o governo federal dos estados e municípios, oferecendo atendimento direto, orientação técnica e encaminhamentos para demandas locais.

A participação do MPA na Caravana Federativa foi organizada pela Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos (ASPAR), responsável pela articulação das Caravanas no âmbito do governo Federal, com suporte da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Minas Gerais e apoio de servidores da Secretaria Nacional de Aquicultura (SNA). Ao longo dos dois dias de evento, cerca de 200 representantes de municípios mineiros foram atendidos, recebendo orientações qualificadas e encaminhamentos personalizados para demandas relacionadas à pesca e à aquicultura.

cerca de 200 representantes de municípios mineiros foram atendidos
cerca de 200 representantes de municípios mineiros foram atendidos no estande do MPA

A atuação institucional contou com o acompanhamento do superintendente federal da Pesca e Aquicultura em Minas Gerais, Roberto Xavier, reforçando o alinhamento técnico e político do ministério junto aos gestores municipais e estaduais presentes no evento.

Papel estratégico da ASPAR na articulação federativa

A ASPAR atua como principal elo entre o MPA e os poderes Legislativo e Executivo nos níveis estadual e municipal. “Nas Caravanas Federativas, o papel da ASPAR inclui, principalmente, a facilitação do diálogo, servindo como ponto focal para que prefeitos, vereadores e outros gestores públicos apresentem demandas e tenham acesso direto aos programas, políticas públicas e informações do ministério”, explica Adriana Papaleo, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos.

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Segundo ela, a atuação também envolve suporte técnico e institucional. “Nós fornecemos apoio técnico e orientações sobre como acessar sistemas e recursos, facilitando a resolução de desafios locais”, afirma. Adriana destaca ainda que a ASPAR exerce papel fundamental na representação política do ministério, “garantindo a presença do MPA, representando o ministro e acompanhando as necessidades e discussões dos entes federativos”, além de contribuir para o fortalecimento do pacto federativo.

Ações e investimentos para o setor em Minas Gerais

Durante a Caravana, o MPA apresentou e formalizou ações, programas e investimentos voltados ao fortalecimento do setor pesqueiro e aquícola em Minas Gerais. Entre os destaques está o edital de termo de fomento a Organizações da Sociedade Civil (OSC), lançado pela Secretaria Nacional de Aquicultura, com execução no município de Vieiras, no âmbito do projeto Eco Peixe.

A iniciativa fortalece a parceria entre o poder público e a sociedade civil organizada. “Com este termo de fomento mais de 200 famílias estão sendo impactadas ao longo da execução do projeto, através dos fóruns, eventos de mobilização com os jovens e mulheres, e com 30 famílias beneficiadas com a regularização ambiental de suas propriedades”, afirma Elziane Ribeiro, da diretoria da Acomov. Segundo ela, “esse projeto sem dúvida é um marco na atividade da piscicultura ornamental não somente em Vieiras, como em toda região”.

Além disso, o MPA avançou na execução de três ações viabilizadas por emendas parlamentares da bancada mineira, reforçando a parceria federativa e o compromisso com o desenvolvimento das cadeias produtivas do pescado no estado.

Fortalecimento do setor pesqueiro e aquícola em Minas Gerais

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A atuação do MPA na Caravana Federativa evidencia o fortalecimento do setor pesqueiro e aquícola em Minas Gerais, que hoje conta com cerca de 70 instrumentos de repasse em execução por meio do ministério. “Esse avanço se reflete em diferentes frentes, como a pesca artesanal, a pesca amadora e esportiva, a tilapicultura, a piscicultura ornamental e a truticultura”, destaca Elisa Cordeiro Andrade Prates, oceanógrafa.

Articulação federativa e emendas parlamentares

No campo da articulação federativa, a Secretaria Nacional de Aquicultura ressaltou a importância das emendas parlamentares para o desenvolvimento do setor no estado. “O Estado de Minas Gerais se diferencia dos demais estados brasileiros pois possui mais de 57 emendas direcionadas pela bancada de Minas apenas para o setor da aquicultura”, salienta Bruno Dias dos Santos, Analista Técnico em Engenharia de Aquicultura da SNA. Segundo ele, “essas ações estão espalhadas por todas as regiões mineiras, mostrando a grande importância que o setor possui na região”.

Compromisso com a descentralização das políticas públicas

Consolidada como instrumento estratégico de articulação federativa, a Caravana Federativa tem se destacado por oferecer soluções imediatas e orientações diretas a gestores públicos. A presença do MPA — por meio da ASPAR, da Superintendência Federal em Minas Gerais e da SNA — reforça a relevância da pesca e da aquicultura para o desenvolvimento econômico e social do estado.

A edição de Belo Horizonte encerra o ciclo anual da Caravana Federativa em 2025, reafirmando o compromisso do governo federal com a descentralização das políticas públicas e com o diálogo permanente entre os entes federativos.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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