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Plantio da safra 2025/26 de soja avança em Goiatuba (GO), mas ritmo segue lento devido às chuvas

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O plantio da safra 2025/26 de soja em Goiatuba (GO), no sul do estado, avança de forma lenta, mesmo após a retomada das chuvas na região. Segundo informações da Emater local, os trabalhos atingiram 90% da área total prevista, após o retorno das precipitações em 8 de dezembro.

De acordo com o engenheiro-agrônomo Alceu Marques Filho, o cenário das lavouras começou a melhorar após mais de uma semana de chuvas consecutivas. “Podemos dizer agora que 20% das áreas estão em boas condições e 80% em situação média, entre as fases de floração (20%) e crescimento vegetativo (80%). A expectativa é que as chuvas se mantenham até pelo menos o dia 23”, afirmou.

Estiagem e excesso de chuva alteram planejamento da safra

Apesar da melhora nas condições climáticas, o excesso de chuva tem dificultado o trabalho das máquinas no campo, atrasando a conclusão do plantio. Além disso, parte das áreas previstas precisou ser substituída por milho, devido aos impactos da estiagem prolongada registrada entre setembro e novembro.

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Segundo a Emater, cerca de 5% da área total de 90 mil hectares deixará de receber soja nesta temporada, sendo redirecionada para o cultivo de milho como alternativa de ocupação do solo.

Caso o clima se mantenha favorável durante o ciclo da cultura, a expectativa é de produtividade média de 3.600 quilos por hectare, o que representa uma recuperação gradual após o período de estiagem.

Panorama estadual: Goiás amplia área, mas deve colher menos soja

Em nível estadual, o levantamento da Safras & Mercado aponta que o plantio da soja em Goiás deverá alcançar 4,92 milhões de hectares na safra 2025/26, um aumento de 1,4% em relação aos 4,85 milhões de hectares cultivados no ciclo anterior.

Entretanto, mesmo com a expansão da área, a produção total deve cair 4,5%, passando de 19,786 milhões de toneladas em 2024/25 para 18,896 milhões de toneladas no novo ciclo.

A produtividade média estadual está estimada em 3.860 quilos por hectare, abaixo dos 4.100 quilos por hectare colhidos na safra anterior, refletindo os impactos da irregularidade climática e da instabilidade nas fases iniciais de desenvolvimento das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: queda de 32% na ureia não destrava compras e importações recuam no Brasil em 2026

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O mercado brasileiro de fertilizantes segue operando em ritmo lento em 2026. Mesmo com a expressiva queda nos preços da ureia nos últimos meses, os produtores rurais continuam adotando uma postura conservadora nas compras, refletindo a preocupação com a rentabilidade das lavouras e as incertezas do cenário internacional.

De acordo com análise da StoneX, as importações brasileiras das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes totalizaram 14,6 milhões de toneladas no acumulado do ano, volume 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

O comportamento mais cauteloso dos compradores não é exclusivo do Brasil. Segundo a consultoria, a demanda global por fertilizantes perdeu força após a escalada dos preços provocada pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que elevaram os custos dos insumos e deterioraram as relações de troca para os agricultores.

Queda da ureia não foi suficiente para estimular demanda

Apesar da forte correção nos preços internacionais da ureia, o mercado brasileiro ainda não apresentou reação significativa nas compras.

Desde o pico alcançado em meados de abril, as cotações da ureia acumularam retração de aproximadamente 32%, o equivalente a mais de US$ 250 por tonelada. Mesmo assim, os compradores permanecem seletivos e aguardam melhores oportunidades para avançar na formação de estoques.

Segundo a StoneX, a redução dos preços ainda não foi capaz de compensar totalmente o impacto dos custos elevados enfrentados pelos produtores ao longo dos últimos meses.

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A cautela reflete a preocupação com a rentabilidade das próximas safras, especialmente diante das oscilações dos preços agrícolas e dos custos de produção ainda elevados.

Mercado global também opera com demanda enfraquecida

A desaceleração nas compras de fertilizantes é observada em diversos mercados ao redor do mundo.

O aumento das tensões geopolíticas e os impactos sobre as cadeias globais de fornecimento contribuíram para elevar os preços dos insumos agrícolas no primeiro semestre. Como consequência, agricultores e distribuidores passaram a adotar estratégias mais defensivas, priorizando aquisições pontuais e reduzindo a exposição a novos aumentos de custos.

Esse comportamento tem limitado a recuperação da demanda, mesmo diante da recente acomodação dos preços internacionais.

Sulfato de amônio e TSP ganham espaço nas importações

Enquanto os fertilizantes nitrogenados enfrentam menor procura, outros produtos vêm registrando crescimento nas importações brasileiras.

Os volumes de sulfato de amônio e de superfosfato triplo (TSP) superaram os níveis observados no ano passado, indicando uma busca por alternativas mais competitivas diante das restrições de oferta e dos custos elevados no mercado global.

Os dados apontam que:

  • As importações de sulfato de amônio avançaram mais de 15% em relação a 2025;
  • As compras de TSP registraram crescimento de 47% no mesmo período.

O movimento demonstra que distribuidores e produtores têm ajustado suas estratégias de aquisição para reduzir custos e garantir o abastecimento dos nutrientes necessários às próximas safras.

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Segundo semestre pode trazer retomada das compras

Apesar da lentidão observada no primeiro semestre, a expectativa da StoneX é de que as importações de fertilizantes nitrogenados ganhem ritmo nos próximos meses.

Historicamente, as compras desses produtos aumentam a partir de junho, acompanhando a necessidade de recomposição de estoques e o planejamento das próximas etapas da produção agrícola.

A demanda tende a crescer gradualmente durante o segundo semestre, impulsionada pela preparação das áreas para a safrinha e pelo avanço das negociações para a temporada 2026/27.

Cenário exige atenção dos produtores

O mercado de fertilizantes segue sendo um dos principais fatores de custo para a agricultura brasileira. Embora a recente queda da ureia represente um alívio parcial, os produtores continuam monitorando atentamente o comportamento dos preços internacionais, do câmbio e das tensões geopolíticas que afetam a oferta global de insumos.

Com a proximidade do período de maior demanda, o setor acompanha os movimentos do mercado em busca de oportunidades para garantir abastecimento e preservar a competitividade das próximas safras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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