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Vendas de Natal crescem 1,01% em 2025 e impulsionam o varejo, aponta Getnet

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Natal mantém ritmo positivo do varejo brasileiro

As vendas de Natal voltaram a movimentar o comércio em 2025. Segundo levantamento da Getnet, fintech global de pagamentos do Grupo Santander, o faturamento total das transações realizadas entre 18 e 25 de dezembro cresceu 1,01% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado confirma a força da principal data do calendário varejista e reflete um encerramento de ano favorável para o setor, impulsionado especialmente pelo avanço de 5,88% no faturamento do varejo.

Perfumes e cosméticos lideram crescimento nas vendas

Entre os segmentos com melhor desempenho, perfumes e cosméticos tiveram o maior salto, com alta de 16,93% no faturamento. O crescimento foi seguido pelo setor de brinquedos, que registrou 10,43% de aumento — resultado atribuído ao aquecimento nas compras de presentes e ao aumento das celebrações em família.

Setores de alimentos e lojas de departamento também avançam

O levantamento da Getnet também identificou crescimento expressivo no volume de transações. O destaque ficou para o Atacado de Alimentos, que apresentou expansão de 18,88%, seguido por Lojas de Departamento (alta de 8,47%) e novamente o segmento de Perfumes e Cosméticos, que cresceu 7,34%.

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Varejo encerra o ano com otimismo

De acordo com Rodrigo Carvalho, superintendente de Analytics da Getnet, o desempenho reforça a relevância do período natalino para o comércio nacional.

“O Natal reafirma seu papel como uma das datas mais importantes para o varejo brasileiro. Os resultados mostram um fim de ano bastante positivo para o setor”, destacou o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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