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Complexo de pragas ameaça produtividade da cana-de-açúcar e reforça necessidade de manejo estratégico

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Cana-de-açúcar: importância econômica e desafios fitossanitários

A cana-de-açúcar é um dos pilares da economia brasileira, que lidera a produção e exportação mundial do produto. Para a safra 2025/2026, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta 663,4 milhões de toneladas, utilizadas na produção de açúcar, etanol e geração de energia elétrica e biometano a partir de seus resíduos.

No entanto, a cultura enfrenta desafios fitossanitários significativos, que impactam diretamente a produtividade e a rentabilidade dos canaviais, entre eles a ação de insetos prejudiciais como o bicudo-da-cana (Sphenophorus levis) e a cigarrinha-dacana (Mahanarva fimbriolata).

Bicudo-da-cana: prejuízos no sistema radicular e na brotação

Segundo Leandro Valerim, gerente de inseticidas da UPL Brasil, o bicudo-da-cana é uma das pragas mais agressivas da cana:

  • Suas larvas atacam raízes e rizomas, interrompendo o fluxo de seiva e reduzindo o vigor das plantas.
  • Compromete a brotação da soqueira, diminuindo o número de cortes viáveis ao longo do ciclo.

Por se proteger sob a palha e apresentar ciclo longo, a infestação se espalha facilmente por mudas contaminadas e equipamentos agrícolas.

A Embrapa estima que o Sphenophorus pode gerar perdas de até 30 toneladas por hectare, representando cerca de 40% da produção média.

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Cigarrinha: impacto na fotossíntese e na sacarose

A cigarrinha-dacana atua em duas fases:

  • Ninfas, que vivem no solo e sugam a seiva das raízes.
  • Adultos, que atacam as folhas, injetando toxinas que causam amarelecimento, secamento e redução da fotossíntese, além de favorecer o desenvolvimento de fungos como o Capnodium.

Esses efeitos comprometem o vigor da planta e reduzem o teor de sacarose, afetando diretamente a rentabilidade da lavoura.

Manejo estratégico e soluções eficazes

O combate eficiente dessas pragas exige manejo integrado, combinando monitoramento constante, controle biológico e uso criterioso de inseticidas.

O Sperto, da UPL, se destaca como solução multi-pragas para o canavial:

  • Combina dois modos de ação complementares, com efeito imediato e residual prolongado.
  • Permite aplicação aérea, proporcionando segurança e cobertura eficiente.
  • Contém a maior concentração por hectare de bifentrina, garantindo controle confiável das pragas.

Em estudos conduzidos com a Global Cana, a área tratada com Sperto registrou 80,5 toneladas por hectare (TCH), enquanto a área sem tratamento alcançou 51,6 TCH, um aumento de 56,1% na produtividade.

UPL reforça compromisso com alta performance e sustentabilidade

De acordo com Rogério Castro, CEO da UPL Brasil, “o Sperto é uma solução única e patenteada, que oferece máxima eficiência contra pragas difíceis e contribui diretamente para o aumento da produtividade. O manejo eficiente não é um custo, mas sim um investimento estratégico que deve caminhar junto da sustentabilidade”.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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