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Conab publica calendário oficial para safras e mercado hortigranjeiro em 2026

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) oficializou o cronograma de divulgações para o ano de 2026. O documento é uma ferramenta estratégica para produtores rurais, cooperativas e agentes do mercado financeiro, detalhando as datas de publicação dos levantamentos de grãos, café, cana-de-açúcar e o monitoramento de hortigranjeiros.

Confira, a seguir, os principais destaques e datas importantes para o setor agropecuário neste ano.

Monitoramento da Safra de Grãos 2025/26 e 2026/27

O ciclo de grãos segue como um dos pilares da divulgação da estatal. O primeiro relatório do ano está agendado para o dia 15 de janeiro, correspondendo ao 4º Levantamento da Safra 2025/26.

A Conab monitora mensalmente o desempenho de 16 culturas, incluindo soja, milho, arroz e algodão. O cronograma prevê:

  • Encerramento do ciclo 2025/26: Último levantamento em 15 de setembro.
  • Início do ciclo 2026/27: Primeira divulgação agendada para 15 de outubro.
Perspectivas para o Café e Cana-de-Açúcar

Para os produtores de café, o primeiro grande anúncio de 2026 ocorre em 5 de fevereiro. Ao todo, serão quatro levantamentos ao longo do ano (fevereiro, maio, setembro e janeiro de 2027), mapeando a produtividade das principais regiões cafeeiras do Brasil.

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Já a cultura da cana-de-açúcar terá o fechamento da safra atual (2025/26) no dia 16 de abril. Para o novo ciclo (2026/27), as análises técnicas serão apresentadas em três datas específicas:

  • 28 de abril
  • 20 de agosto
  • 22 de dezembro
Hortigranjeiros e o Boletim Prohort

O setor de frutas e hortaliças também conta com monitoramento rigoroso através do Programa de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). A primeira publicação mensal de 2026 será no dia 22 de janeiro, consolidando dados sobre preços, volume de comercialização nas Ceasas e estatísticas de exportação.

Monitoramento Agrícola e Tecnologia de Satélite

Em colaboração com o Inmet e o grupo Glam, a Conab mantém o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA). Este relatório utiliza imagens de satélite e análise agrometeorológica para interpretar o comportamento das lavouras em campo. A primeira edição deste ano será disponibilizada em 29 de janeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

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O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

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Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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