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Açúcar inicia 2026 em queda no mercado interno, enquanto etanol mantém preços firmes na entressafra

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O mercado físico de açúcar no Brasil começou 2026 em ritmo de desvalorização. Na primeira semana de janeiro, as cotações recuaram de R$ 106 para R$ 104 por saca de 50 kg, refletindo um cenário de menor demanda e maior oferta de produtos com coloração mais alta — que costumam ter preços mais baixos.

Segundo o consultor Maurício Muruci, da Safras & Mercado, as usinas estão priorizando a comercialização de açúcar com coloração mais elevada como forma de preservar os estoques durante o período de entressafra, que ainda está em seu primeiro mês. Esse movimento contribuiu para a retração dos preços no mercado interno.

Mercado internacional tem leve alta nas cotações

Enquanto os preços caíram no Brasil, o mercado internacional de açúcar registrou leve valorização no mesmo período. As cotações subiram de US$ 14,50 para US$ 15,00 centavos por libra-peso na primeira semana de janeiro.

Muruci explica que a valorização do real frente ao dólar e a expectativa de chuvas abaixo da média nas regiões produtoras de cana do Centro-Sul do Brasil aumentaram o interesse dos agentes internacionais na ponta compradora, o que deu sustentação aos preços no exterior.

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Etanol mantém preços firmes apesar de perda de competitividade

No mercado de etanol, tanto o hidratado quanto o anidro tiveram a primeira semana do ano marcada por valorização dos preços, sustentada pela postura firme das usinas, que se mantêm confortáveis durante a entressafra.

O etanol hidratado, utilizado diretamente nos veículos, iniciou a semana cotado a R$ 3,63 e encerrou a R$ 3,65 por litro. Apesar do avanço, Muruci alerta para a perda de competitividade frente à gasolina em quase todo o país — com exceção do Mato Grosso do Sul, onde o hidratado ainda se mantém competitivo.

Mesmo com essa desvantagem, as usinas não recuaram nos preços, confiando na força da entressafra para sustentar as cotações, segundo o analista da Safras & Mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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