Com investimento superior a R$ 2 milhões, até o momento, do Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o Carnaval 2026 de Cuiabá foi lançado oficialmente na noite desta quarta-feira (14), no Cine Teatro Cuiabá, em um evento marcado pela presença de blocos carnavalescos e escolas de samba. Os investimentos incluem além dos recursos para cada escola e sete escolas, toda a infraestrutura, atrações e despesas necessárias.
De acordo com o Secretário Adjunto de Cultura de Mato Grosso (Secel-MT), Jan Moura o primeiro investimento há três anos, no Carnaval foi de R$ 1 milhão e, esse ano, já chega a 2,1 milhões. “Há o gasto com toda a estrutura da Arena Pantanal e pagamento de cachê de artistas. Cada escola e bloco recebeu um investimento direto do Estado, com R$ 65 mil para cada escola e R$ 45 mil para cada um dos sete blocos. Mas também arcamos com a estrutura de som, luz, atrações, segurança, banheiros químicos, tendas, entre outras despesas necessárias para fazer o Carnaval acontecer”, explica o secretário adjunto.
Durante o lançamento, que reuniu presidentes e representantes das diretorias dos blocos e escolas, carnavalescos e a comunidade do samba, além de apoiadores e patrocinadores, houve desfile das fantasias das comissões de frente de cada agremiação. “Há três anos esses investimentos estão chegando. O que a gente vai assistir em 2026 é resultado exatamente disso: de um investimento constante, considerável, um investimento dá garantia pra que os blocos e escolas tenham condições se estruturarem, de conseguirem se organizar a tempo”, frisou o Jan.
Em discurso durante a abertura, o presidente da Liga, Celso Gonçalo Nazário, destacou a importância aporte de recursos do Governo de Mato Grosso para a reestruturação dos blocos e escolas. “Graças aos apoios que recebemos do Governo de Mato Grosso, conseguimos tirar o carnaval do papel, há três anos, quando fizemos o nosso primeiro desfile como liga, realmente. Ano passado, conseguimos mais uma vitória, que foi levar o carnaval pra Arena Pantanal, onde ganhou visibilidade imensa dentro da cidade. O apoio do Governo do Estado move toda a nossa estrutura”, frisou.
A Secel esperou a regularização da Liga, criada há cinco anos após a extinção da associação responsável, para aplicar os recursos necessários a fim de revitalizar o Carnaval cuiabano. É unânime entre os presidentes de blocos e escolas de samba que o período é de ascensão para o setor.
“A partir da liga, o Carnaval vem numa crescente, e cada ano que passa tá crescendo mais ainda. Vem num processo de profissionalização, de instrumentista. Sem dúvida, acho que parou com o amadorismo e já veio com processo da realidade de ser profissional. Estamos profissionalizando também os jurados de Cuiabá”, frisa Gabriel Augusto de Moraes, presidente do Bloco Boca Suja, criado pelos integrantes da torcida do Mixto.
Durante o lançamento, o público pôde conferir o brilho da Corte Momesca, e das escolas de samba Império de Angola e Paiaguás, bem como dos tradicionais blocos da Liga Cuiabá: Agora QQ Esse, Boca Suja, Banana da Terra, Império de Casa Nova, Luxo Folia, Melados e Tradição de Araés.
Programação
Os desfiles serão realizados entre os dias 6 e 7 de fevereiro, a partir das 18h, na Arena Pantanal. Depois, serão realizados shows, como “O Tiee”, “Rubynho” e “Matheuzinho”, além de atrações musicais.
Conforme a programação divulgada no lançamento, na sexta (6.2) desfilam Bloco Banana da Terra, Bloco Tradição do Araés, Bloco Luxo Folia, Bloco Agora QQ Esse, Escola de Samba Império de Angola, além de atrações como O Tiee, Banda Novo Som, DJ Detona.
No sábado (7), é a vez do Bloco Boca Suja, Bloco Os Melados, Bloco Império da Casa Nova, Escola de Samba Payaguás, Grupo Vou Pro Sereno. A noite termina com shows de Rubynho e DJ Gui Antony.
No domingo (8), a partir de 14h, tem a apuração dos votos dos nove jurados escolhidos mediante edital aberto. Dos nove, três são de Cuiabá e sete do Rio de Janeiro. Às 16h, começa a Matinê Infantil, seguida de apresentações do Grupo Puro Prazer, Matheuzinho, Jero Neto e Tomé Aí.
Comissão de frente do Bloco Banana da Terra Fotos: Tonico Pinheiro – Secom-MT
Carnaval descentralizado
Bloquinho dos estudantes
Datas: 13 a 16/2/2026
Horário 18h às 2h
Local: Avenida Mato Grosso, Cuiabá.
Realização: Bloquinho dos Estudantes
Público estimado: 5 mil/dia
Cordão Vem Quem Quer: Cortejo pelas ruas do Centro Histórico de Cuiabá.
Datas: 14 e 16/2/2026
Horário: a partir das 16h
Concentração: Na praça Santos Dumont, Cuiabá.
Realização: Grupo Buriti Nago, Bateria Vem quem Quer, Devotas da Mandioca, Siriemas Perna de Pau
Público estimado: 150/dia
Baile da Calorosa e Rebu na Rua
Datas: 15/2/2026
Horário: 16h às 23h
Local: Av Edgar Vieira, n 420, Boa Esperança, Cuiabá.
Realização: Baile da Calorosa, Rebu na Rua, Lambuza Musical, Liga de Carnaval
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) promoveu nesta terça-feira (30.6), em Cuiabá, o Encontro PNEERQ de Mato Grosso) , voltado ao fortalecimento das ações da Política Nacional de Equidade, da Educação para as Relações Étnico-Raciais e da Educação Escolar Quilombola.
O evento ocorreu no auditório da Seduc, com a participação de secretários municipais de Educação, agentes de governança regional e local, pontos focais da política antirracista das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e representantes da Diretoria Metropolitana de Educação (DME).
A programação incluiu mesa-redonda, diálogo sobre a função dos integrantes da PNEERQ, orientações sobre a aplicação dos recursos e discussões voltadas à redução das desigualdades na aprendizagem de estudantes negros, indígenas e quilombolas. Também foram apresentados ações já executadas e planos em andamento nos municípios prioritários.
Neste ano, a iniciativa teve foco especial nos municípios de Campinápolis, Campo Verde, Guarantã do Norte, Ipiranga do Norte, Nobres, Poxoréu, Santo Antônio do Leste, Sinop, Tapurah e Várzea Grande, que não atingiram a Condicionalidade III do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR). Outros municípios também foram convidados a participar.
Durante o encontro, as agentes de formação local apresentaram os planos e as ações desenvolvidos junto aos municípios prioritários. As atividades práticas tiveram como objetivo apoiar as redes municipais na elaboração de estratégias pedagógicas contextualizadas, capazes de considerar as realidades dos territórios e das comunidades tradicionais.
Para a Seduc, esse trabalho fortalece o sentimento de pertencimento, amplia o engajamento dos estudantes e ajuda a enfrentar barreiras históricas que afetam o desempenho escolar. A proposta é que a escola avance como espaço de aprendizagem, convivência, respeito às diferenças e formação integral.
A secretária adjunta executiva da Seduc, Christina Barbosa Guimarães, destacou que Mato Grosso avançou, mas ainda enfrenta desafios importantes para garantir a aprendizagem com equidade.
“Sabemos que melhoramos, mas também sabemos que há um longo caminho pela frente. Esse caminho só será percorrido com a participação de cada município, de cada gestor e de cada professor que está na sala de aula”, afirmou.
Segundo Christina, a mudança dos resultados depende diretamente do compromisso dos profissionais da educação com os estudantes que ainda não aprenderam.
“Enquanto houver um professor que não aceita ver um aluno sem aprender, independentemente da cor, da raça ou do credo, e que busca todas as alternativas para garantir essa aprendizagem, nós teremos condições de mudar os resultados”, disse Christina Barbosa.
A coordenadora-geral para as Relações Étnico-Raciais do MEC, Lara Vilela, ressaltou a importância da mobilização dos profissionais e gestores presentes no encontro. “É muito importante ver tantas pessoas focadas e comprometidas com a implementação de uma política de equidade racial na educação. Fico muito contente em contar com a presença e o trabalho de todos vocês”, disse.
Para a superintendente de Equidade e Inclusão da Seduc, Paula Souza Cunha, a discussão sobre desigualdade de aprendizagem precisa partir da compreensão de que os estudantes têm necessidades diferentes.
“Quando olhamos os dados e identificamos quais estudantes ainda não tiveram assegurado o direito à aprendizagem, precisamos agir. Se um aluno precisa de algo a mais, nós temos a obrigação de oferecer esse algo a mais. Isso é equidade. Não podemos entregar a mesma coisa para todos, porque nem todos têm a mesma necessidade”, pontuou.
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