Educação

MEC empossa reitora do Instituto Federal de Goiás

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O Ministério da Educação (MEC) empossou, para o segundo mandato, a reitora do Instituto Federal de Goiás (IFG), Oneida Irigon, nesta quinta-feira, 15 de janeiro, em Brasília (DF). A cerimônia de posse teve a participação do ministro da Educação, Camilo Santana, que reforçou o compromisso do Governo do Brasil com a autonomia das instituições federais de ensino e com o respeito à democracia. 

“Os institutos federais são um orgulho e um patrimônio do Brasil, são instituições que transformam vidas, dando oportunidade para milhões de jovens. Por isso, tenho a honra de estar aqui, reconhecendo a liderança e o trabalho de uma reitora que, não tenho dúvidas, vai se destacar ainda mais nesse segundo mandato à frente do IFG”, disse Santana. 

O ministro também destacou os esforços empreendidos pelo governo federal para melhoria da oferta da educação profissional e tecnológica (EPT). “Nós já temos boas notícias nesse início de 2026: o projeto de lei que enviamos para o Congresso prevê mais de 16 mil vagas para contratação de servidores, só para os institutos federais”, comemorou.

“Educação pública não se sustenta apenas com discurso, ela se sustenta com decisão política, com orçamento, com legislação e com compromisso institucional. É no diálogo entre os poderes que conseguimos transformar projetos em políticas públicas e políticas públicas em direitos concretos na vida dos nossos estudantes. Graças a esse trabalho conjunto, hoje o IFG conta com seis novos restaurantes estudantis, dois novos blocos acadêmicos, dois novos ginásios esportivos, retomando obras que estavam há muito paradas”, endossou a reitora.  

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Primeira mulher eleita para ocupar o cargo de reitora do IFG, Oneida Irigon é doutora em educação pela Universidade Santiago de Compostela (Espanha); mestre em educação brasileira pela Universidade Federal de Goiás (UFG); graduada em pedagogia; especialista em educação, gestão e ensino pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Gurupi (TO); e em ciências políticas pela Faculdade Focus. No IFG, Oneida também foi pró-reitora de Ensino; diretora-geral do campus Goiânia Oeste; gerente de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão no campus Goiânia Oeste; e chefe de Departamento de Áreas Acadêmicas no campus Luziânia. É professora do IFG desde 2010. A instituição possui 14 campi e um polo de inovação, com oferta de 221 cursos para 24.278 estudantes. São 1.102 professores e 847 técnicos. 

Novo PAC – Investimentos de R$ 50 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) estão sendo destinados à construção de dois novos campi do IFG: Cavalcante (GO) e Quirinópolis (GO). As unidades fazem parte da política de criação de mais de 100 novos institutos federais pelo Brasil, que atenderão regiões que ainda não possuem unidades ou que registrem número baixo de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população da localidade. Também pelo Novo PAC, o MEC já investiu R$ 42,2 milhões, sendo R$ 4,4 milhões de aditivo, para a melhoria e a ampliação da infraestrutura dos campi existentes do IFG. São novos restaurantes estudantis, salas de aula e quadras poliesportivas. Ainda estão previstos mais R$ 836 mil na ação de consolidação.  

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura. 

A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. 

A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes. 

“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes. 

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Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade. 

Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades. 

As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde. 

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Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior. 

Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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