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Irrigação pós-colheita é essencial para fortalecer o cafeeiro e aumentar produtividade

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Recuperação do cafeeiro exige atenção após a colheita

O período entre o fim da primavera e o início do verão é crucial para a recuperação do cafeeiro. Após a colheita e a florada, a planta precisa repor energia, fortalecer ramos e garantir o pegamento dos novos frutos.

A irrigação desempenha papel central nesse processo, mantendo o vigor e o equilíbrio do cafezal, fatores determinantes para a produtividade da safra seguinte.

Gotejamento é a técnica mais eficiente

O engenheiro agrônomo Elidio Torezani, diretor da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim no Brasil, reforça que o manejo hídrico pós-colheita impacta diretamente na próxima safra:

“Quando o cafeeiro recebe água de forma equilibrada nesse período, ele responde com mais força e uniformidade. É um investimento que se reflete na produtividade futura.”

Segundo Torezani, a irrigação por gotejamento é a mais indicada, pois permite controle preciso do volume e frequência de aplicação, entregando água e adubo diretamente na zona radicular, sem desperdícios.

Reposição de água e equilíbrio do solo

Após a colheita, o solo tende a ficar mais exposto e com menor cobertura vegetal, aumentando a perda de umidade. A irrigação ajuda a restabelecer o equilíbrio hídrico, favorecendo a brotação e o pegamento dos frutos.

“O ideal é manter o solo úmido, sem encharcar, garantindo a atividade das raízes e o aproveitamento dos nutrientes”, orienta Torezani.

O uso de sensores de umidade ou a observação direta do comportamento das plantas permite ao produtor identificar o momento ideal para irrigar, evitando desperdícios de água e energia.

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Avaliação e manutenção do sistema de irrigação

O período pós-colheita também é estratégico para verificar o funcionamento do sistema de irrigação. Durante a colheita, tubulações e gotejadores podem sofrer danos como cortes, perfurações ou dobras.

“Corrigir esses problemas rapidamente é essencial para garantir o bom início da nova safra. Um sistema limpo e ajustado evita perdas durante a fase de maior exigência da planta”, explica Torezani.

Preparação para a próxima safra

Com o manejo adequado da água, o cafeeiro recompõe energia e entra no novo ciclo com mais vigor, refletindo em uniformidade e maior produtividade na colheita seguinte.

“O produtor que mantém a irrigação nesse período está, na prática, investindo na próxima safra”, conclui o engenheiro agrônomo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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