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Preços do açúcar recuam no Brasil e em Nova York, mas exportações seguem em alta no início de 2026

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Queda nas cotações do açúcar marca o início do ano

O mercado de açúcar iniciou 2026 com leve recuo nos preços, tanto no Brasil quanto no exterior. No mercado físico nacional, a segunda semana de janeiro foi marcada por negociações moderadas e valores mais baixos, conforme análise do consultor da Safras & Mercado, Mauricio Muruci.

As usinas mantiveram o foco na oferta de açúcares de coloração mais escura (entre 200 e 300 ICUMSA), produtos de menor valor agregado. Esse movimento limitou as negociações e contribuiu para a manutenção dos preços em patamares inferiores.

Pressão internacional: safra indiana influencia Nova York

No cenário internacional, o açúcar também registrou queda na Bolsa de Nova York ao longo da segunda semana de janeiro. Segundo Muruci, os dados positivos de produção da Índia continuam exercendo forte pressão sobre as cotações globais.

A Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) informou que, entre outubro e janeiro, a safra do país está 21% acima do mesmo período do ano anterior, ampliando a oferta mundial do produto e desestimulando compras mais expressivas por parte dos agentes internacionais.

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Na semana, o contrato futuro de açúcar recuou de US$ 14,84 para US$ 14,57 centavos por libra-peso, queda de aproximadamente 1,8%.

Etanol sobe com demanda das distribuidoras e baixa oferta de cana

Enquanto o açúcar apresentou retração, o etanol registrou valorização no mercado interno. As negociações entre usinas e distribuidoras mostraram preços mais firmes, impulsionadas pela baixa nos estoques em meio ao período de entressafra da cana-de-açúcar no Centro-Sul do país.

“As usinas estão confortáveis em pedir preços mais altos, já que a oferta é limitada e a demanda segue aquecida”, explicou Muruci. As distribuidoras buscam recompor seus estoques após o aumento no consumo durante os feriados de fim de ano.

Em Ribeirão Preto (SP), o etanol hidratado iniciou a semana cotado a R$ 3,65 e encerrou a R$ 3,69 por litro, representando alta de 1,1%.

Exportações brasileiras crescem em volume, mas preço médio recua

Os embarques brasileiros de açúcar começaram 2026 em ritmo forte, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Até o momento, com seis dias úteis, a receita média diária com exportações de açúcar e melaços atinge US$ 46,43 milhões, enquanto o volume médio diário embarcado chega a 123,4 mil toneladas.

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No total, foram exportadas 740,4 mil toneladas de açúcar em janeiro, gerando US$ 278,6 milhões em receita, a um preço médio de US$ 376,3 por tonelada.

Na comparação com janeiro de 2025, as exportações apresentaram alta de 2,2% em valor diário e crescimento expressivo de 31,7% no volume exportado. No entanto, o preço médio caiu 22,4%, refletindo o cenário de maior oferta global e cotações mais baixas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Em painel da FAO em Roma, é apresentado relatório que mostra crescimento mundial da Pesca e Aquicultura

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Ao participar nesta segunda-feira (08) da 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (COFI37), em Roma, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “A participação no Comitê integra a estratégia do MPA de ampliar o diálogo internacional, promover o intercâmbio de experiências e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura”. A missão brasileira participou de um espaço dinâmico de debates rápidos e informais que funciona como uma plataforma paralela às sessões plenárias oficiais. O Ministério da Pesca e Aquicultura também formalizou dois Memorandos de Entendimento (MdE) para ampliar a cooperação em pesca e aquicultura: um entre o MPA e a FitI e outro entre Brasil e Itália.

Durante a programação, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da presença brasileira no principal fórum internacional dedicado às políticas de pesca e aquicultura e da construção de parcerias com outros países e instituições. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Brasil com reforço para a necessidade de aproximar produção, sustentabilidade, ciência e segurança alimentar. “O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional”, afirmou o ministro.

Brasil e Itália ampliam parceria

Um dos principais momentos da agenda desta terça-feira foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Itália na área de pesca e aquicultura. O acordo estabelece uma agenda de cooperação entre os dois países, com possibilidade de intercâmbio de conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável das atividades pesqueiras e aquícolas.

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Para o MPA, a parceria representa uma oportunidade de fortalecer a troca de conhecimentos e aproximar instituições brasileiras e italianas em temas estratégicos para o setor. A cooperação internacional também contribui para ampliar a participação do Brasil nas discussões sobre sustentabilidade dos recursos pesqueiros, inovação, desenvolvimento da aquicultura e segurança alimentar.

MPA também assina MdE com a FitI

Outro acordo firmado durante a missão foi o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Iniciativa de Transparência nas Pescas (Fisheries Transparency Initiative – FitI). A FitI é uma parceria global multissetorial que visa tornar a gestão da pesca marinha mais transparente, sustentável e responsável. Fundada em 2015, ela funciona por meio de um esforço conjunto entre governos, empresas pesqueiras e a sociedade civil, fornecendo um padrão único para a publicação de dados confiáveis sobre o setor pesqueiro.

A parceria amplia o diálogo institucional e abre espaço para ações conjuntas de interesse do setor, com foco no intercâmbio e na cooperação em pesca e aquicultura. A assinatura dos dois documentos reforça a atuação do MPA no cenário internacional e a busca por parcerias que possam contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Pesca e aquicultura brasileiras no debate internacional

A participação brasileira no COFI37 ocorre em um momento de fortalecimento das políticas nacionais para a pesca e a aquicultura. Entre os temas defendidos pelo Brasil estão o desenvolvimento sustentável da produção, a valorização da pesca artesanal, o fortalecimento das comunidades pesqueiras, a ampliação da aquicultura e a construção de políticas públicas baseadas em ciência e dados.

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Durante a missão em Roma, o ministro também destacou a importância de garantir que o debate internacional considere a realidade dos pescadores e produtores e contribua para transformar os compromissos assumidos em ações concretas.

“Precisamos fortalecer a cooperação e compartilhar experiências para que possamos avançar na construção de uma pesca e uma aquicultura cada vez mais sustentáveis”, afirmou Edipo.

A programação do MPA em Roma segue ao longo da semana, com participação nas discussões do COFI37 e em reuniões bilaterais voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional e à promoção da pesca e da aquicultura brasileiras.  Também será discutido, ainda hoje, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR). Nesse contexto, o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) aparece como um dos principais instrumentos para combater a pesca INDNR, especialmente por meio do controle da entrada de embarcações e do compartilhamento de informações entre os países.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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