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Portos do Paraná batem recorde histórico com 73,5 milhões de toneladas e lideram crescimento nacional em 2025

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Os portos do Paraná encerraram o ano de 2025 com um resultado histórico: 73,5 milhões de toneladas movimentadas, entre exportações e importações — o maior volume já registrado na série histórica. Segundo dados do Comex Stat, o estado apresentou o maior crescimento percentual entre todos os portos brasileiros, com alta de 10,1% em relação a 2024.

No mesmo levantamento, o Porto de Santos ficou em segundo lugar, com crescimento de 4%. O desempenho excepcional dos portos paranaenses reforça a eficiência logística e a importância estratégica do estado no comércio exterior brasileiro.

Marcos históricos e crescimento além das projeções

O recorde anual foi alcançado ainda em dezembro de 2025, quando os portos ultrapassaram a marca simbólica de 70 milhões de toneladas. No fechamento do ano, o volume total chegou a 73.506.480 toneladas, o que representa uma média mensal de 6,1 milhões de toneladas, superior às 5,5 milhões registradas em 2024.

De acordo com estudos realizados em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos, a previsão era de que esse patamar só fosse alcançado a partir de 2035. A antecipação de uma década desse resultado é atribuída a investimentos em infraestrutura, planejamento estratégico e gestão eficiente da Portos do Paraná, empresa pública responsável pela administração dos terminais.

Eficiência e reconhecimento nacional

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou o desempenho como prova da excelência do sistema portuário estadual.

“O porto que foi premiado seis vezes seguidas como o melhor do Brasil mostra, mais uma vez, que é referência nacional”, afirmou o governador.

Entre 2018 e 2025, o crescimento acumulado na movimentação da Portos do Paraná foi de 38,16%, superando com folga o aumento de 29,15% registrado entre 2011 e 2018.

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Para o diretor-presidente da companhia, Luiz Fernando Garcia, o resultado reflete diretamente na economia paranaense.

“Não é apenas um novo recorde, mas uma conquista que beneficia toda a cadeia econômica do Estado. Mostra que estamos tornando o porto cada vez mais eficiente e alinhado às demandas do mercado”, ressaltou.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, também celebrou a marca.

“Esse novo recorde coroa o trabalho técnico e qualificado que coloca o Paraná entre os portos mais eficientes do mundo”, destacou.

Milho e óleos vegetais lideram crescimento das exportações

O milho foi o destaque absoluto de 2025, com crescimento de 375% em relação ao ano anterior — passando de 1,07 milhão para 5,09 milhões de toneladas embarcadas.

Os óleos vegetais também tiveram desempenho expressivo, com alta de 32% na movimentação, mantendo o Porto de Paranaguá como líder nacional na exportação do produto. Outras commodities que se destacaram foram celulose (+16%) e açúcar ensacado (+15%).

A soja, principal produto exportado pelo Paraná, manteve o ritmo de alta, com 14,6 milhões de toneladas enviadas ao exterior — 11% a mais que em 2024. Esse volume equivale, de forma ilustrativa, a 69% da produção total de soja do estado na safra 2024/2025, estimada em 21,4 milhões de toneladas. Parte da soja embarcada também veio de outros estados, como Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O farelo de soja seguiu como um dos produtos mais relevantes, com 6,5 milhões de toneladas exportadas, representando crescimento de 5% frente ao ano anterior.

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Madeira mantém desempenho e enfrenta desafios internacionais

A madeira ficou entre os três principais produtos exportados pelo Paraná, totalizando 1,6 milhão de toneladas, leve alta de 0,24% em comparação com 2024. Os Estados Unidos continuam sendo um dos principais destinos da carga.

Mesmo diante de incertezas no mercado — após anúncios de possíveis tarifações sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano em abril e agosto —, o setor manteve sua estabilidade e preservou os volumes exportados.

Fertilizantes e cereais lideram as importações em 2025

Nas importações, os fertilizantes foram responsáveis pelo maior volume, somando 11,6 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação a 2024 e novo recorde histórico. Atualmente, os portos de Paranaguá e Antonina respondem por mais de 25% de toda a entrada do produto no Brasil.

O grupo dos cereais, que inclui trigo, malte e cevada, também registrou crescimento, com 1,1 milhão de toneladas importadas — acima das 1,07 milhão de toneladas registradas no ano anterior.

Planejamento e investimentos garantem liderança nacional

O desempenho recorde dos Portos do Paraná consolida o estado como um dos principais polos logísticos e exportadores do Brasil. Com investimentos contínuos em infraestrutura, modernização de equipamentos e eficiência operacional, o sistema portuário paranaense deve seguir crescendo acima da média nacional nos próximos anos.

“Esse resultado é fruto de planejamento, gestão e do compromisso em manter nossos portos competitivos, modernos e sustentáveis”, concluiu o governador Ratinho Junior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja enfrenta pressão de oferta global após relatórios do USDA e Conab; preços em Chicago recuam para mínimas de quatro meses

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O mercado global da soja segue pressionado por um quadro de ampla oferta, reforçado pelos mais recentes levantamentos divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os números confirmam a perspectiva de produção elevada nas principais regiões produtoras do mundo e mantêm os preços internacionais sob pressão.

Em Chicago, os contratos futuros da soja se aproximaram da faixa de US$ 11,00 por bushel, atingindo os menores patamares dos últimos quatro meses. O movimento reflete a combinação de estoques confortáveis, projeções de safra robustas e demanda global incapaz de absorver rapidamente o crescimento da oferta.

Queda em Chicago reduz ritmo dos negócios no Brasil

Mesmo com o dólar apresentando momentos de valorização ao longo da semana, aproximando-se de R$ 5,20, a desvalorização dos contratos internacionais limitou a sustentação dos preços no mercado brasileiro.

O resultado foi um enfraquecimento das negociações, com produtores retraídos diante dos preços ofertados e compradores adotando postura cautelosa, à espera de novas definições do mercado.

A combinação entre a pressão externa e a expectativa de uma grande safra nacional tem contribuído para reduzir a liquidez no mercado físico da oleaginosa.

USDA mantém projeções para safra dos Estados Unidos

No relatório de junho, o USDA manteve praticamente inalteradas suas estimativas para a safra norte-americana de soja 2026/27.

A produção dos Estados Unidos foi projetada em 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 120,7 milhões de toneladas. A produtividade permanece estimada em 53 bushels por acre.

Os estoques finais foram calculados em 310 milhões de bushels, ou cerca de 8,44 milhões de toneladas, praticamente em linha com as expectativas do mercado.

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As projeções de esmagamento e exportações também foram mantidas, indicando consumo doméstico de 2,75 bilhões de bushels e vendas externas de 1,63 bilhão de bushels.

Para a safra 2025/26, os estoques de passagem foram estimados em 340 milhões de bushels, ligeiramente acima das expectativas do mercado.

Produção mundial permanece em níveis históricos

O USDA estima que a produção global de soja alcance 441,34 milhões de toneladas na temporada 2026/27, mantendo o mercado amplamente abastecido.

Os estoques finais mundiais foram projetados em 124,88 milhões de toneladas, volume que continua elevado e reforça o cenário de conforto na oferta internacional.

Apesar de pequenas revisões em relação ao relatório anterior, os números seguem apontando para um equilíbrio favorável aos compradores e desafiador para os vendedores.

Brasil caminha para novas safras recordes

O relatório do USDA manteve a projeção de produção brasileira de soja em 180 milhões de toneladas para a temporada 2025/26.

Para o ciclo 2026/27, a expectativa é ainda mais otimista, com uma safra estimada em 186 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa.

Já para a Argentina, o órgão norte-americano elevou a estimativa da safra 2025/26 para 50 milhões de toneladas, dois milhões acima da previsão anterior.

O crescimento da produção sul-americana reforça o aumento da concorrência global e amplia a disponibilidade de soja no mercado internacional.

China mantém forte demanda, mas não altera cenário

Principal importadora mundial de soja, a China deverá adquirir 112 milhões de toneladas na temporada 2025/26 e 114 milhões de toneladas em 2026/27, segundo o USDA.

Embora os volumes permaneçam elevados, eles não são suficientes para alterar significativamente o cenário de ampla oferta global, diante do forte crescimento da produção nos países exportadores.

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Conab projeta safra histórica e exportações em alta

No Brasil, a Conab elevou sua projeção para a safra 2025/26, estimando produção de 180,25 milhões de toneladas no nono levantamento da temporada.

O volume representa crescimento de 5,1% em relação à safra anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.

Com a produção recorde, a Companhia Nacional de Abastecimento também revisou para cima as perspectivas de exportação, que deverão atingir 116,1 milhões de toneladas.

Além disso, o processamento interno da oleaginosa deve alcançar 61,58 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda das indústrias de farelo e óleo de soja.

Segundo a Conab, o estoque final brasileiro deverá ficar próximo de 9,2 milhões de toneladas, reforçando a disponibilidade interna e contribuindo para o equilíbrio do abastecimento nacional.

Mercado segue atento ao comportamento da demanda

Embora os fundamentos continuem apontando para uma oferta abundante, analistas destacam que o comportamento da demanda global será determinante para a trajetória dos preços nos próximos meses.

Fatores como o ritmo das compras chinesas, a evolução da economia mundial, as condições climáticas durante o desenvolvimento da safra norte-americana e as oscilações cambiais seguirão no radar dos agentes de mercado.

Por enquanto, os números divulgados por USDA e Conab reforçam um cenário predominantemente baixista para a soja, mantendo pressão sobre as cotações internacionais e exigindo atenção redobrada dos produtores brasileiros na gestão da comercialização da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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