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Chuvas impulsionam soja no Rio Grande do Sul e Estado projeta área recorde de 6,74 milhões de hectares na safra 2025/26

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A safra 2025/26 de soja no Rio Grande do Sul avança com ritmo acelerado e perspectivas positivas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (15), 97% da área prevista já foi semeada. Das lavouras implantadas, 21% estão em floração e 5% em enchimento de grãos, beneficiadas pelas chuvas regulares que garantem boas condições de umidade e favorecem o desenvolvimento das plantas.

Segundo a entidade, os produtores têm aproveitado o clima estável para aplicações de fungicidas voltadas à manutenção da sanidade das lavouras. “As chuvas do período beneficiaram a cultura, proporcionando condições ambientais adequadas ao desenvolvimento das plantas”, destaca o boletim da Emater/RS-Ascar.

Projeção da safra indica área recorde e produtividade elevada

Para a temporada 2025/26, a área cultivada de soja no estado está estimada em 6.742.236 hectares, com produtividade média de 3.180 kg por hectare. A projeção confirma o potencial recorde da cultura no Rio Grande do Sul, sustentado por condições climáticas favoráveis e manejo técnico aprimorado nas principais regiões produtoras.

Desempenho regional: clima, pragas e desafios pontuais

Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura está praticamente concluída, restando apenas áreas pós-colheita do milho. Em São Borja, ocorreram casos de tombamento de plantas devido ao calor intenso após as chuvas. Já em Quaraí, o excesso de umidade atrasou o controle de plantas daninhas, e em Manoel Viana há registros de lagartas.

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Em São Gabriel, as áreas semeadas em dezembro enfrentaram dificuldades de estabelecimento por conta das chuvas recorrentes, levando produtores a reforçar o uso de fungicidas com maior espectro e efeito residual. Na Campanha Gaúcha, municípios como Aceguá, Candiota e Dom Pedrito já concluíram a semeadura, com lavouras apresentando boa germinação e vigor.

Regiões do Norte e Noroeste apresentam bom desenvolvimento

No Noroeste gaúcho, a região de Frederico Westphalen apresenta lavouras com bom estande de plantas e desenvolvimento considerado satisfatório. As ações de campo estão concentradas no controle de plantas invasoras e na manutenção fitossanitária com aplicações de fungicidas.

Em Ijuí, as lavouras mostram plantas robustas e com ramificações laterais bem desenvolvidas, reflexo das boas condições de umidade e luminosidade. Pequenas variações de porte são atribuídas à semeadura escalonada, adotada em períodos de menor precipitação no final de novembro e início de dezembro.

Semeadura concluída em Passo Fundo e avanços no Centro do Estado

Na região de Passo Fundo, 100% da área projetada já foi implantada, com 30% das lavouras em floração. Em Santa Maria, o plantio está em fase final, com germinação uniforme e bom estande de plantas. A Emater/RS-Ascar destaca que o monitoramento fitossanitário é constante, devido ao predomínio de dias quentes e úmidos, ambiente propício ao surgimento de pragas e doenças.

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Excesso de chuvas preocupa produtores do Noroeste

Em Santa Rosa, cerca de 92% da área prevista já foi semeada, sendo 15% das lavouras em floração. As chuvas intensas no final de dezembro podem causar pequenas perdas, mas a Emater/RS-Ascar avalia que há possibilidade de recuperação, já que a maior parte das plantações ainda está em estágios iniciais. As lavouras mais precoces apresentam bom fechamento do dossel e desenvolvimento vigoroso.

Cuidados fitossanitários e controle de pragas seguem prioridade

Em Soledade, a atenção dos produtores está voltada ao controle de plantas invasoras e à prevenção contra a ferrugem-asiática, com uso de fungicidas preventivos. Até o momento, não há registros significativos de pragas nas áreas monitoradas, o que reforça o bom desempenho sanitário das lavouras no estado.

Perspectiva positiva para a safra gaúcha de soja

Com o avanço do plantio, a boa umidade dos solos e o monitoramento constante das lavouras, a safra de soja 2025/26 no Rio Grande do Sul se desenha com perspectivas otimistas. Caso as condições climáticas se mantenham, o estado poderá alcançar produtividade próxima das projeções iniciais, consolidando sua posição entre os principais produtores de soja do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados acende alerta no agronegócio brasileiro, diz Massari Fértil

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A combinação de tensões geopolíticas, oscilações cambiais e disputas globais por insumos estratégicos tem aumentado a pressão sobre as cadeias produtivas em todo o mundo. No Brasil, esse cenário evidencia uma fragilidade estrutural do agronegócio: a alta dependência de fertilizantes importados.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, empresas especializadas em soluções para a agricultura tropical, o momento exige uma resposta estratégica voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da autonomia produtiva do setor.

Brasil depende de importações para suprir 80% dos fertilizantes

Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Essa concentração do abastecimento em poucos mercados, como Rússia, Canadá, China e Marrocos, aumenta a exposição do país a restrições comerciais, sanções econômicas e instabilidades logísticas.

O impacto dessa dependência recai diretamente sobre os custos de produção, a previsibilidade das safras e a competitividade do produtor rural brasileiro.

Fertilizantes são essenciais para culturas estratégicas do agro

Os fertilizantes são insumos fundamentais para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar, que representam parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.

Sua atuação começa nas fases iniciais do plantio e influencia diretamente a produtividade final das lavouras, tornando o setor altamente sensível a qualquer ruptura no fornecimento. Episódios recentes, como a guerra no Leste Europeu e os impactos logísticos pós-pandemia, reforçaram essa vulnerabilidade.

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Especialistas apontam necessidade de revisão estrutural do setor

De acordo com o CEO da Massari, Sérgio Saurin, o cenário atual exige uma revisão estrutural na estratégia do agronegócio brasileiro.

Segundo ele, embora o país tenha se consolidado como potência global, parte desse crescimento foi sustentada por insumos externos, o que hoje se mostra um fator de risco.

O executivo defende a ampliação da produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa e aumentar a segurança do setor.

Custos logísticos e câmbio ampliam desafios para o produtor

Além da dependência de importações, fatores como o aumento do frete marítimo, a concentração da oferta global e as variações cambiais tornam o planejamento agrícola mais complexo.

Em períodos de crise, esses elementos podem comprometer o acesso a insumos essenciais, pressionar margens de lucro e gerar instabilidade em toda a cadeia produtiva.

Brasil possui potencial para expandir produção nacional

O Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua produção de fertilizantes. O país possui reservas relevantes de minerais estratégicos, como fosfato e potássio, além de conhecimento técnico consolidado em agricultura tropical.

Estudos da Embrapa indicam que o território nacional tem potencial para expandir significativamente a produção de insumos agrícolas, desde que haja avanços em infraestrutura, segurança jurídica e estímulo a investimentos.

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Desafio é transformar potencial em capacidade produtiva

Para Sérgio Saurin, o principal desafio está em transformar esse potencial em produção efetiva. Ele destaca a necessidade de um ambiente regulatório mais previsível, maior incentivo ao investimento privado e melhor integração entre os elos da cadeia produtiva.

Produção local pode reforçar sustentabilidade e inovação no agro

O fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes também está ligado a agendas de inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de soluções adaptadas aos solos tropicais pode aumentar a eficiência agronômica, reduzir perdas e ampliar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Além disso, contribui para diminuir a dependência de produtos importados e padronizados.

Caminho é de transição gradual, aponta setor

Embora a substituição total das importações não seja viável no curto prazo, iniciativas de produção local e diversificação de fornecedores já indicam uma mudança gradual no setor.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, acelerar esse processo é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio brasileiro diante de um cenário global considerado cada vez mais instável.

Segundo o executivo, o país tem condições de estruturar uma cadeia de fertilizantes mais robusta, com maior segurança de abastecimento, estabilidade de custos e ganho de competitividade no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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