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APROBIO lança agenda internacional e posiciona biodiesel brasileiro no centro da transição energética global

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Brasil amplia presença no mercado global de biocombustíveis

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO) iniciou, em 2026, uma agenda internacional estratégica com o objetivo de abrir novos mercados e fortalecer a imagem do biodiesel brasileiro no exterior. A primeira ação da iniciativa ocorre nos Estados Unidos, com a participação do presidente da entidade, Jerônimo Goergen, na Clean Fuels Conference, realizada de 19 a 22 de janeiro, no Orlando World Center Marriott.

O evento é um dos mais importantes fóruns globais sobre combustíveis renováveis, reunindo produtores, fornecedores de matérias-primas, fabricantes de motores, formuladores de políticas e representantes do setor de energia sustentável.

Estratégia mira abertura de mercados e consolidação da marca “Biodiesel Brasil”

De acordo com Jerônimo Goergen, a presença na conferência marca o início de uma ofensiva internacional que visa posicionar o Brasil como referência mundial na transição energética.

“Definimos a atuação internacional como prioridade estratégica em 2026. O Brasil possui um produto competitivo, sustentável e reconhecido globalmente. Nosso objetivo é ampliar mercados e reforçar o biodiesel brasileiro como um símbolo de energia limpa e confiável”, afirmou Goergen.

Ao longo do ano, a APROBIO pretende desenvolver ações coordenadas de promoção comercial e institucional, com foco em sustentabilidade, rastreabilidade e inovação tecnológica — pilares que sustentam o modelo brasileiro de produção.

Biodiesel brasileiro ganha destaque na transição energética global

O Brasil é hoje um dos maiores produtores de biodiesel do mundo, com ampla diversidade de matérias-primas, escala industrial consolidada e marco regulatório estável. Esses fatores tornam o combustível nacional altamente competitivo no cenário internacional.

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Segundo Goergen, o país reúne condições únicas para liderar a descarbonização global:

“O mundo busca soluções energéticas limpas e economicamente viáveis. O biodiesel brasileiro oferece exatamente isso. Queremos mostrar que o Brasil é mais do que um grande produtor — é um parceiro estratégico na transição para uma economia de baixo carbono.”

Clean Fuels Conference destaca avanços e desafios do setor de biocombustíveis

A Clean Fuels Conference é organizada pela Clean Fuels Alliance America, associação que representa os segmentos de biodiesel, diesel renovável e combustível de aviação sustentável (SAF). O evento reúne especialistas e líderes do setor para discutir tendências, políticas públicas e inovações tecnológicas.

Entre os temas debatidos estão:

  • Tendências globais para o biodiesel, diesel renovável e SAF em 2026;
  • Gestão de mercados de matéria-prima e novas regras regulatórias;
  • Oportunidades no setor marítimo e de transporte pesado;
  • Integração dos combustíveis limpos à cadeia global de suprimentos;
  • Liderança e sustentabilidade na transição energética, do campo ao tanque de combustível.

A programação inclui ainda mostras de veículos e equipamentos movidos a biodiesel e diesel renovável, além de painéis técnicos sobre qualidade, sustentabilidade e inovação.

Mercado norte-americano reforça otimismo com o biodiesel

Em artigo publicado na Biobased Diesel®, Scott Fenwick, diretor técnico da Clean Fuels, destacou o momento de expansão do biodiesel nos Estados Unidos, apesar das incertezas políticas.

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Segundo Fenwick, biodiesel, diesel renovável e SAF são soluções comprovadas, com alto desempenho e grande contribuição para redução de emissões e fortalecimento da segurança energética.

“Mesmo diante de incertezas regulatórias, a qualidade e a confiabilidade do biodiesel permanecem sólidas, sustentando a confiança de investidores e consumidores”, afirmou.

O especialista ressaltou que os avanços técnicos, como o padrão de qualidade BQ-9000®, têm garantido a adoção de misturas de biodiesel em concentrações mais altas. Fabricantes como a John Deere já aprovaram o uso de biodiesel B30 em motores Tier 4, e modelos anteriores a 2010 podem operar com misturas de até B100.

Agricultura e investimentos impulsionam o setor

De acordo com dados da GlobalData, o mercado de biodiesel e diesel renovável representa 10% do valor total da soja cultivada nos Estados Unidos, consumindo cerca de 1 bilhão de libras de óleo de soja por mês e adicionando US$ 42,4 bilhões à economia americana.

Desde 2023, o setor já investiu mais de US$ 6 bilhões em ampliação de capacidade produtiva, com uma estrutura pronta para expansão imediata assim que houver maior estabilidade regulatória.

Fenwick ressalta que a combinação de capacidade robusta, programas técnicos avançados e ampla oferta de matéria-prima posiciona a indústria para uma rápida resposta à demanda global, com benefícios para agricultores, economias rurais e políticas de descarbonização.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho avança no Paraná: primeira safra cresce 31% e segunda safra alcança maior área da história

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O cultivo de milho ganhou força no Paraná na safra 2025/26 e deve resultar em uma das maiores produções já registradas no estado. Dados do relatório mensal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostram que a área destinada ao cereal cresceu significativamente tanto na primeira quanto na segunda safra.

O principal fator para a expansão foi a maior estabilidade dos preços do milho em comparação à soja, levando produtores a ampliarem os investimentos na cultura.

Primeira safra de milho cresce 31% no Paraná

A área cultivada com milho na primeira safra alcançou 364,9 mil hectares, avanço de 31% em relação aos 278,3 mil hectares registrados no ciclo anterior.

Segundo o agrônomo Edmar Gervásio, do Deral, a mudança no cenário de mercado foi determinante para a decisão dos produtores.

“O milho apresentou uma perspectiva de comercialização mais favorável do que a soja, que vem enfrentando preços menos atrativos. Além disso, a cultura possui elevado potencial produtivo, o que estimulou a ampliação da área plantada”, destacou.

Com o aumento da área e boas condições climáticas ao longo do ciclo, a produção da primeira safra ultrapassou 4 milhões de toneladas.

Segunda safra bate recorde histórico de área

Na segunda safra, o milho avançou sobre áreas tradicionalmente ocupadas pelo trigo e atingiu um novo recorde estadual.

A cultura ocupa atualmente 2,9 milhões de hectares, crescimento de 7% em comparação à safra passada e a maior área já registrada para o cereal no Paraná.

Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, especialmente sem ocorrência de geadas severas nas próximas semanas, a expectativa é de uma colheita superior a 17,5 milhões de toneladas.

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As geadas recentes causaram impactos pontuais em algumas regiões do Sul do estado, mas sem prejuízos significativos para o potencial produtivo da safra.

Com isso, a soma das duas safras pode levar a produção estadual de milho a superar 21 milhões de toneladas em 2026.

Soja mantém uma das maiores colheitas da história

Apesar da migração de parte das áreas para o milho, a soja também registrou um desempenho expressivo no Paraná.

A produção estadual foi estimada em 21,7 milhões de toneladas, consolidando-se entre as três maiores safras já obtidas pelo estado.

O resultado reforça a importância do Paraná como um dos principais polos produtores de grãos do Brasil.

Trigo avança e clima pode favorecer lavouras

O plantio do trigo segue em ritmo acelerado. Mais de 61% da área prevista já foi semeada, e a expectativa é que a cultura ocupe cerca de 722 mil hectares nesta temporada.

A produção está estimada em 2,4 milhões de toneladas.

De acordo com técnicos do Deral, a possibilidade de um evento climático associado ao El Niño no segundo semestre pode trazer um inverno mais ameno e com maior volume de chuvas, cenário considerado positivo para o desenvolvimento do trigo e para a implantação da próxima safra de verão.

Batata e cebola enfrentam desafios no campo

Entre as hortaliças, a primeira safra de batata foi concluída com redução de área e produção em comparação ao ciclo anterior.

As chuvas também prejudicaram a colheita da segunda safra, resultando em queda estimada de 2% na produção e redução de 6% na produtividade.

No caso da cebola, a área cultivada continua em trajetória de retração tanto no Paraná quanto em outras regiões produtoras do país.

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Os primeiros levantamentos da safra 2026/27 indicam que já foram plantados 212 hectares, o equivalente a 9% da área projetada de 2,4 mil hectares. A expectativa é colher aproximadamente 93,3 mil toneladas.

Segundo o Deral, a redução da área ocorre em função dos baixos preços recebidos pelos produtores nos últimos anos, consequência da elevada oferta do produto no mercado.

Por outro lado, os avanços tecnológicos vêm impulsionando a produtividade. O uso de híbridos, semeadura direta e sistemas de irrigação elevou o rendimento médio das lavouras de 26 mil kg por hectare em 2018 para mais de 39 mil kg por hectare na safra atual.

Leite e frango sustentam bom momento do agronegócio paranaense

O boletim semanal do Deral também aponta valorização em toda a cadeia leiteira. A menor captação pelas indústrias elevou o preço do leite cru pago ao produtor, que registrou alta de 13% em relação à média de abril.

Na avicultura, o Paraná segue liderando as exportações brasileiras de carne de frango. Entre janeiro e abril, o estado embarcou 791,1 mil toneladas do produto, gerando receita de US$ 1,43 bilhão.

O volume exportado cresceu 6,2%, enquanto o faturamento avançou 4,1%, impulsionado pela demanda consistente de mercados estratégicos como China e Japão.

Paraná reforça liderança na produção de grãos e proteínas

Os números divulgados pelo Deral confirmam a força do agronegócio paranaense em 2026. O avanço recorde da área de milho, aliado ao elevado desempenho da soja, do trigo, da pecuária leiteira e da avicultura, consolida o estado como um dos principais motores da produção agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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