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Setor de frango encerra 2025 com estabilidade e boas projeções para 2026, aponta Itaú BBA

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Desempenho do setor se mantém firme em 2025 apesar dos desafios

O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, trouxe uma análise detalhada sobre o desempenho da cadeia produtiva de frango em 2025. O levantamento mostra que, mesmo com embargos temporários e oscilações de custo, o setor consolidou um ano de estabilidade e crescimento moderado.

As exportações de carne de frango registraram forte reação em dezembro, com 496 mil toneladas embarcadas — um aumento de 14% em relação a novembro. Esse resultado compensou o fraco desempenho entre maio e agosto, quando o setor enfrentou restrições após um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. No acumulado do ano, os embarques somaram 5,162 milhões de toneladas, praticamente repetindo o resultado de 2024 (+0,1%), com receita total de US$ 9,6 bilhões, ligeira queda de 1,9%.

Mercado interno registra acomodação sazonal nos preços

No mercado doméstico, os preços da carne de frango se mantiveram firmes no quarto trimestre, com a ave inteira congelada em São Paulo estabilizada em torno de R$ 8,10/kg. Após a virada do ano, o setor observou a queda sazonal típica de janeiro, com os valores recuando 7% e atingindo cerca de R$ 7,50/kg na primeira quinzena do mês.

Mesmo com o aumento dos preços do milho e do farelo de soja no mercado spot no final de 2025, os custos monitorados pela Embrapa ainda não refletiram pressão significativa. O spread do frango abatido permaneceu em 42%, nível considerado positivo frente à média histórica de 32%.

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Produção e consumo seguem em alta, reforçando a oferta

A produção nacional também manteve bom ritmo. O Itaú BBA estima que os abates no quarto trimestre de 2025 cresceram 6% em comparação ao mesmo período de 2024, resultando em um avanço de 3,2% no ano completo.

Com o aumento do peso médio das carcaças, a produção total de carne de frango deve ter crescido cerca de 4%, o que indica uma expansão aproximada de 6% no consumo aparente, considerando que as exportações permaneceram estáveis.

Brasil deve liderar crescimento entre exportadores em 2026

Para 2026, as perspectivas são otimistas. O Itaú BBA projeta crescimento de 2% na produção brasileira e alta de 4% nas exportações, apoiadas por custos de ração mais favoráveis e maior demanda global.

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), entre os principais produtores mundiais, a China deve liderar o crescimento da produção, com alta de 3,1%, enquanto os Estados Unidos e o Brasil devem avançar 1% e 1,6%, respectivamente. Entre os exportadores, o Brasil se destaca com aumento previsto de 5,5%, o que representa 250 mil toneladas adicionais.

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China ganha espaço no comércio internacional de frango

A indústria chinesa também vem ampliando sua presença global, com exportações projetadas em 1,2 milhão de toneladas, praticamente igualando a Tailândia na quarta posição do ranking mundial. Há apenas três anos, o país embarcava cerca de 500 mil toneladas, o que demonstra um salto significativo em competitividade e eficiência.

Os principais destinos da carne chinesa são o Japão e Hong Kong, mas o país tem expandido seus mercados na Ásia, Europa e Oriente Médio. Ainda assim, o USDA prevê que a China importará cerca de 400 mil toneladas em 2026, o maior crescimento entre os importadores.

Perspectiva positiva, mas com atenção à biossegurança

Com as importações globais de carne de frango devendo crescer 4,5% no próximo ano, o cenário segue favorável para o Brasil. O setor deve se beneficiar de safras de milho e soja positivas, o que tende a reduzir custos e fortalecer a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.

Contudo, o risco sanitário permanece como principal desafio, especialmente no controle de possíveis novos casos de gripe aviária, que podem afetar a abertura e a estabilidade dos mercados externos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

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Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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