Agro News

Escassez de Eucalipto Preocupa o Setor Madeireiro em Erechim

Publicado

Indústrias ampliam produção própria e reduzem espaço para pequenos produtores

O mercado de madeira de eucalipto na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim passa por um momento desafiador. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela entidade, grandes indústrias — especialmente dos setores de biodiesel e frigoríficos — estão investindo em áreas próprias para cultivo de eucalipto, reduzindo a dependência de fornecedores externos.

Essa mudança tem impactado diretamente os produtores familiares, que historicamente forneciam lenha para o setor e agora enfrentam menor demanda.

Cultura do eucalipto segue importante, mas expansão está estagnada

Mesmo diante das dificuldades, a Emater/RS-Ascar ressalta que o cultivo de eucalipto ainda tem importância econômica regional e continua sendo fonte de renda para diversos agricultores familiares.

No entanto, o relatório destaca que a expansão das plantações está paralisada, o que acende um alerta para possível escassez de madeira no futuro. O cenário preocupa técnicos e produtores, que veem a falta de novos investimentos como um risco à sustentabilidade da atividade.

Leia mais:  Agtech Calice expande atuação no Brasil e mira crescimento estratégico em 2026
Mercado de toras mantém movimentação e atua como reserva de valor

Apesar do desaquecimento em algumas frentes, o mercado de madeira em tora continua ativo na região. Conforme o levantamento, a demanda vem sendo sustentada por serrarias locais e por produtores que mantêm áreas florestais como forma de investimento.

Esses proprietários aguardam melhores condições de preço para comercializar a madeira, o que mantém certa estabilidade no segmento, mesmo em um contexto de menor dinamismo geral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

Publicado

O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

Leia mais:  DATAGRO lança novo indicador do boi gordo no Rio Grande do Sul e amplia cobertura do mercado pecuário

O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

Leia mais:  Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde histórico em setembro/25 com crescimento de 25%

Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana