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MMA e Fiocruz iniciam monitoramento de mercúrio na Terra Indígena Kayapó, no Pará

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram, dos dias 9 e 19 de janeiro, a primeira etapa de monitoramento ambiental e humano do mercúrio na Aldeia Gorotire, na Terra Indígena Kayapó, em Redenção (PA), área próxima ao garimpo Maria Bonita, o maior em terras indígenas no sul do ParáA ação incluiu a coleta de amostras de água e sedimentos e a análise da presença de mercúrio em peixes da comunidade. 

A atividade integra o projeto Impacto do Mercúrio em Áreas Protegidas e Povos da Floresta na Amazônia, desenvolvido em parceria com a Fiocruz e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), com financiamento do Governo da Alemanha, e tem como objetivo avaliar os efeitos da exposição ao mercúrio na saúde de populações indígenas e nos ecossistemas aquáticos. 

As ações incluíram entrevistas, avaliações clínicas e a coleta de amostras biológicas e ambientais para análise dos níveis de mercúrio. No total, 209 pessoas participaram do estudo. As análises biológicas serão realizadas pelo Laboratório de Pesquisa de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Além da Aldeia Gorotire, o estudo envolveu indígenas de outras oito comunidades: Bananal, Kriny, Ladeira, Las Casas, Marabá, Ngokongotire, Ponte e Redenção. 

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Foram coletadas, ainda, 18 amostras de sedimentos, 21 de água em rios da bacia do Rio Fresco e oito de fontes de abastecimento para consumo humano, com avaliação em campo de parâmetros físico-químicos e bacteriológicos, bem como obtidas 51 amostras de peixes consumidos pelas comunidades. As análises ambientais serão feitas no Laboratório de Biogeoquímica Ambiental W.C. Pfeiffer, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Porto Velho (RO). 

De acordo com a secretária substituta nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Thaianne Resende, o monitoramento realizado na aldeia é um “desafio humano, técnico e institucional”.  

“Essa ação reafirma a presença do Estado em territórios de alta vulnerabilidade socioambiental e só é possível graças à parceria estratégica com a Fiocruz, que integra ciência, saúde e meio ambiente para proteger as populações indígenas, os ecossistemas amazônicos e fortalecer a implementação da Convenção de Minamata no Brasil”, complementou a secretária substituta.  

Thaianne esclarece, ainda, que os resultados obtidos por meio da ação de monitoramento “permitirão identificar os níveis de contaminação, os padrões de exposição e os potenciais riscos à saúde humana e ao meio ambiente”. “Irão subsidiar ações de proteção ambiental, de salvaguarda das populações indígenas e de enfrentamento dos impactos da mineração ilegal na Amazônia”, concluiu a diretora.  

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Também foram realizadas reuniões de planejamento com representantes do MMA, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de Redenção, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Kayapó do Pará, da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Fiocruz, com o objetivo de apresentar o protocolo de pesquisa e definir as estratégias de atuação no território. 

Em 2025, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) assinou o Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Instituto Amazônico de Mercúrio para a implementação do projeto de monitoramento da exposição ao mercúrio em território Munduruku. Nesse mesmo período, o MMA realizou ações de monitoramento nas terras indígenas Yanomami 

O monitoramento integra uma das frentes de atuação do Governo do Brasil no enfrentamento ao garimpo ilegal, envolvendo pesquisadores, órgãos ambientais e a participação de lideranças indígenas. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Bioestímulo na cana, controle da broca e novos herbicidas ganham destaque na Feira Copercana 2026 em Sertãozinho

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A Feira de Agronegócios da Copercana Feira de Agronegócios, realizada entre os dias 15 e 26 de junho no Centro de Eventos da cooperativa em Sertãozinho, reúne empresas, pesquisadores e produtores do setor sucroenergético em um dos principais encontros de negócios da cadeia da cana-de-açúcar no país.

Entre os destaques da edição está a atuação da Sipcam Nichino Brasil, que apresenta soluções em bioestímulo, manejo de pragas e ampliação de portfólio de herbicidas voltados à cultura da cana.

Bioestímulo impulsiona desenvolvimento dos canaviais e ganha espaço no setor

A empresa reforça a adoção de tecnologias de bioestimulação como ferramenta estratégica para elevar produtividade e longevidade dos canaviais.

O destaque é o bioestimulante Blackjak®, que tem apresentado resultados consistentes em campo, especialmente no desenvolvimento radicular e no vigor inicial da cultura.

Segundo o gerente de mercado de especialidades da Sipcam Nichino, o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, ensaios realizados em diferentes municípios paulistas indicaram médias de 19 a 20,43 perfilhos por metro, superando tratamentos convencionais.

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O executivo também destaca efeitos indiretos no manejo da lavoura, como maior fechamento de entrelinhas, redução da incidência de plantas daninhas e melhor aproveitamento de luz pelas plantas.

Herbicida Volcane amplia portfólio e reforça manejo de resistência

Outro destaque da empresa no evento é a incorporação do herbicida Volcane®, resultado de parceria com a Luxembourg Industries.

A solução passa a integrar uma plataforma tecnológica com mais de 45 produtos, incluindo defensivos, reguladores de crescimento e bioestimulantes.

De acordo com a empresa, o objetivo é fortalecer estratégias de manejo de plantas daninhas resistentes, um dos principais desafios do setor sucroenergético.

O produto já vem sendo utilizado em áreas de cana-de-açúcar e é tratado como uma ferramenta estratégica para sistemas de produção que buscam maior eficiência no controle químico e na sustentabilidade do manejo.

Controle da broca-da-cana com alta eficiência segue como prioridade

No manejo de pragas, a Sipcam Nichino apresenta o inseticida Takumi®, voltado ao controle da broca-da-cana (Diatraea saccharalis), uma das principais pragas da cultura.

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Segundo a companhia, o produto tem se consolidado como uma das soluções mais eficientes do mercado brasileiro, com resultados expressivos na redução de colmos brocados.

Estudos realizados em parceria com pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) apontam que o uso correto da tecnologia pode reduzir a infestação de cerca de 10% para até 1% nos colmos da cana.

Tecnologia e manejo integrado ganham protagonismo no setor sucroenergético

A presença de soluções integradas na feira reforça a tendência de adoção de tecnologias combinadas no manejo da cana-de-açúcar, unindo bioestímulo, controle de pragas e herbicidas mais eficientes.

O evento da Copercana se consolida, assim, como uma vitrine estratégica para lançamento e difusão de inovações voltadas ao aumento de produtividade e à sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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