Educação

MEC inaugura escola de educação infantil no Rio Grande do Sul

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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei), da comunidade do Povo Novo, em Rio Grande (RS), nesta quinta-feira, 22 de janeiro. Com R$ 1,8 milhão destinados pelo MEC, a nova creche tem infraestrutura moderna e adequada, com capacidade para atender até 376 crianças em período parcial ou 188 em tempo integral. A unidade também foi selecionada para receber um ônibus escolar, com investimento de R$ 497 mil do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal. 

Além de fortalecer diretamente a rede municipal de ensino, a Emei também cumpre um importante papel social, ao possibilitar que mães, pais e responsáveis possam ingressar ou permanecer no mercado de trabalho, com a segurança de contar com um espaço adequado, seguro e de qualidade para seus filhos. 

Navio Ciências do Mar – No início da tarde, o ministro Camilo Santana foi ao Laboratório de Ensino Flutuante – Navio Ciências do Mar, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). A iniciativa é apoiada pelo MEC para suprir uma lacuna histórica na formação embarcada de estudantes de cursos como oceanografia, engenharia de pesca, engenharia de aquicultura e ciências biológicas com enfoque marinho. A atividade embarcada é considerada o ápice da formação nesses cursos, pois permite a aplicação prática, em ambiente real, dos conhecimentos teóricos e laboratoriais adquiridos ao longo da graduação. 

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Construídos especificamente para uso como plataformas de ensino, os LEFs contam com embarcações de 32 metros de comprimento, autonomia de até 15 dias ou 3.300 milhas náuticas e capacidade para até 26 pessoas, entre tripulantes, pesquisadores e estudantes. Cada navio é equipado com três laboratórios — seco, molhado e de equipamentos eletrônicos —, possibilitando a coleta e análise de dados biológicos, físicos, químicos e geológicos do ambiente marinho. 

A Furg é responsável pelo LEF/CM I, que atende prioritariamente os estudantes da Região Sul, mas também recebe alunos de outras regiões do país. Ao todo, os quatro Laboratórios de Ensino Flutuantes existentes no Brasil atendem 65 cursos de graduação, distribuídos em 47 instituições de ensino, presentes em todas as regiões do país. Entre 2022 e 2024, os LEF registraram 1.838 pessoas embarcadas — entre estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadores e técnicos —, totalizando 438 dias de embarque. 

Os quatro LEFs são coordenados pelas universidades federais do Rio Grande (Furg), Fluminense (UFF), de Pernambuco (UFPE) e do Maranhão (UFMA), cada uma atendendo diferentes regiões do país. Neste ano, o MEC investirá R$ 1 milhão em cada navio, totalizando, portanto, o montante de R$ 4 milhões, retomando investimentos aos Laboratórios para potencializar o ensino e a pesquisa. 

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Novo PAC – Durante a visita ao Navio Ciências do Mar, Santana também anunciou uma série de investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) no município de Rio Grande (RS). Para instalações prediais complementares do campus sede da Furg, estão sendo aportados R$ 3,5 milhões e, para reforma e ampliação do Hospital Universitário da instituição (HU-Furg), outros R$ 50 milhões. Já para obras de infraestrutura e urbanização, bem como construção de um restaurante estudantil no Campus Rio Grande do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), serão destinados R$ 2,6 milhões. 

Agendas – Nesta quinta (22), o ministro Camilo Santana também visitou as obras da Clínica da Família da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e entregou unidades da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) e do vale-computador para professores do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. 

Resumo | Mais educação para o Rio Grande do Sul 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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