A Polícia Civil cumpriu, nessa quinta-feira (22.1), um mandado de prisão definitiva contra um homem, de 60 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável, decorrente de investigação que esclareceu o aliciamento de uma adolescente pela internet.
O crime ocorreu em 2014. As investigações tiveram início em Sinop, onde a vítima residia, e, ao longo da apuração, foram transferidas para a Delegacia de Polícia de Alta Floresta, uma vez que o principal suspeito teria levado a vítima para aquele município.
As investigações apontaram que o homem utilizou a internet para aliciar a menor, à época com 13 anos, e praticar os abusos.
Concluídas as diligências, o inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário, resultando em condenação definitiva do réu a 9 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática de estupro de vulnerável em continuidade delitiva.
Após a condenação, foi expedido mandado de prisão definitiva em 20 de janeiro de 2026, o qual foi cumprido pela Polícia Civil nessa quinta-feira (22), em Alta Floresta, com o recolhimento do condenado ao sistema prisional para início do cumprimento da pena.
“Reforço aos pais e responsáveis a importância do acompanhamento do uso da internet por crianças e adolescentes, medida essencial para a prevenção de crimes dessa natureza”, frisou o delegado André Victor de Oliveira Leite.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.