Educação

Prouni 2026: SC tem 23 mil bolsas ofertadas no primeiro semestre

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O Ministério da Educação (MEC) está oferecendo, no estado de Santa Catarina, mais de 23 mil bolsas para o Programa Universidade para Todos (Prouni), referentes ao processo seletivo do primeiro semestre de 2026. Dessas, 15.171 são integrais (100%, de graça) e 7.929 são parciais (50%, pagando metade da mensalidade). Com 8.842 bolsas, Lages é o município catarinense com mais ofertas, sendo 5.872 bolsas integrais e 2.970 parciais. A oferta de bolsas por município pode ser acessada na página do Prouni, em “Consulta de bolsas”.     

Cursos – O curso de graduação com o maior quantitativo de bolsas ofertadas no estado é administração, com 2.334 bolsas, sendo 1.306 integrais e 1.028 parciais. Depois dele, os dois cursos com mais ofertas são: ciência contábeis, com 1.225 bolsas (726 integrais e 499 parciais), e direito, com 1.198 bolsas (716 integrais e 482 parciais).     

Confira a lista dos dez cursos com mais ofertas de bolsas em Santa Catarina: 

Curso 

Bolsas integrais 

Bolsas parciais 

Total 

Administração 

                      1.306  

                      1.028  

                      2.334  

Ciências Contábeis 

                          726  

                          499  

                      1.225  

Direito 

                          716  

                          482  

                      1.198  

Medicina Veterinária 

                          406  

                          419  

                          825  

Engenharia de Software 

                          366  

                          435  

                          801  

Pedagogia 

                          517  

                          148  

                          665  

Análise e Desenvolvimento de Sistemas 

                          440  

                          176  

                          616  

Psicologia 

                          448  

                          145  

                          593  

Educação Física 

                          401  

                          169  

                          570  

Processos Gerenciais 

                          370  

                          184  

                          554 

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Inscrição – As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas de 26 a 29 de janeiro, exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A divulgação do resultado acontecerá em duas chamadas, sendo a primeira no dia 3 de fevereiro e a segunda em 2 de março. O edital do Prouni para o primeiro semestre de 2026 foi divulgado pelo MEC em 8 de janeiro.  

Brasil – Com 594.519 bolsas em instituições privadas por todo o país, essa é a maior oferta da história do Prouni, sendo 274.819 bolsas integrais (de 100%) e 319.700 bolsas parciais (de 50%). Administração (63.978) e ciências contábeis (41.864) somam o maior número de bolsas.   

O candidato poderá se inscrever para concorrer às bolsas integrais (se sua renda familiar bruta mensal per capita não exceder o valor de 1,5 salário mínimo) ou parciais (se sua renda familiar bruta mensal per capita não exceder o valor de 3 salários mínimos).    

Do total de bolsas ofertadas nesta edição, 393.119 são para cursos a distância e 16.408 para a modalidade semipresencial; 328.175 são para bacharelado, 253.597 para cursos tecnológicos e 12.747 para licenciaturas.  

Confira o cronograma completo:

Cronograma prouni
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Prouni – Instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade Para Todos oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas. As seleções do programa ocorrem duas vezes ao ano, tendo como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)     

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Medicina: relatório aponta que judicialização foi o principal fator da expansão de vagas e cursos

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Os processos regulatórios instaurados por força de decisões judiciais foram o principal motor da expansão de cursos de Medicina no Brasil a partir de 2015. É o que aponta o Panorama da Formação Médica no Brasil – Relatório Temático de Monitoramento da Política de Regulação e Supervisão da Educação Superior. O documento inédito produzido pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Diretoria de Monitoramento do Ensino Superior (Dimes) da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), apresenta dados de 2010 a 2024, com base no Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Neste período, a oferta de cursos de medicina no Brasil cresceu 158%, passando de 181 para 467. Nas universidades públicas federais, o aumento foi de 74,5%. A maior parte do crescimento, no entanto, provém do aumento de 550% dos cursos em instituições privadas com fins lucrativos. 

Desempenho no Enamed – Outro recorte inédito apontado pelo relatório é o desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025 por localização, porte de município e origem do processo de autorização (protocolo administrativo, edital do Programa Mais Médicos ou decisão judicial). No caso do último quesito, os resultados mais baixos foram registrados nos cursos privados abertos por via judicial. Das 13 graduações avaliadas, apenas 30,8% alcançaram resultado satisfatório no Conceito Enade. 

Ao todo, 350 instituições de ensino superior foram avaliadas. As universidades estaduais e federais tiveram os melhores desempenhos, com 97% e 95% de desempenho satisfatório, respectivamente. Das universidades municipais, 31% alcançaram desempenho satisfatório. Já entre as instituições privadas com fins lucrativos, o índice foi de 41%. 

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Desde abril de 2025, o Enamed é o instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação. E, em junho deste ano, a Medida Provisória nº 1370 passou a condicionar o registro profissional de novos médicos à aprovação no exame. 

Programa Mais Médicos e judicialização – Até 2013, os cursos de medicina eram autorizados por protocolo administrativo aberto pela instituição em processo semelhante ao aplicado aos demais cursos de graduação. A partir do fim daquele ano, o critério passou a ser edital de chamamento público no âmbito do Programa Mais Médicos, que tem entre os objetivos a redução da carência de médicos em regiões prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), o aprimoramento da formação médica e a ampliação da integração ensino-serviço.  

A partir de 2015, surgiram os primeiros registros de autorização de cursos decorrentes de decisões judiciais, que não tiveram como critério os parâmetros normativos da Lei dos Mais Médicos. O volume de demandas judiciais se intensificou a partir de 2018, quando houve a suspensão da publicação de novos editais por cinco anos, sem a definição de outro procedimento para abertura de cursos.  

Como efeito dessa moratória, houve grande volume de demandas judiciais instauradas e medidas liminares concedidas determinando ao MEC o recebimento e processamento de pedidos de autorização de novos cursos de medicina e de aumento de vagas em cursos previamente autorizados, com afastamento dos critérios dos editais de chamamento público. 

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Em janeiro de 2023, no entanto, a partir de provocação do MEC e da AGU, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que esses pedidos deveriam ser analisados com base nos critérios da Lei dos Mais Médicos.  

A partir desses parâmetros, o MEC autorizou menos de 10% dos quase 60 mil pedidos. 

Medidas de supervisão – Em 2026, a Seres instaurou processos de supervisão contra 93 cursos de graduação em Medicina com desempenho insatisfatório em cursos ofertados por 89 instituições. 

A aplicação de medidas cautelares incluiu a suspensão imediata de ingresso de novos estudantes, redução pela metade ou de 25% das vagas autorizadas do curso e suspensão da possibilidade de celebrar contratos do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As medidas cautelares são executadas de acordo com o Conceito Enade obtido e com o percentual de concluintes proficientes. 

Interiorização – O Panorama da Formação Médica no Brasil – Relatório Temático de Monitoramento da Política de Regulação e Supervisão da Educação Superior aponta, ainda, que a expansão foi marcada pela interiorização. O número de municípios do interior que possuíam pelo menos um curso de medicina saltou de 88 para 266. Em 2024, a oferta de cursos no interior chegou a 74,9% das graduações de medicina do país. No recorte regional, o Nordeste registrou o maior índice de ampliação de cursos: 255%.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Seres 

Fonte: Ministério da Educação

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