Esportes

Santos empata com Bragantino e amarga quarto jogo sem vitória

Publicado

A crise parece se aprofundar no Santos. Na tarde deste domingo, o Peixe não conseguiu sair do zero contra o Red Bull Bragantino, na Neo Química Arena, estendendo sua sequência sem vitórias para quatro partidas nesta temporada. O resultado de 0 a 0 gerou forte insatisfação entre os torcedores, que expressaram seu descontentamento com vaias e críticas direcionadas ao presidente Marcelo Teixeira ao final do confronto.

Com o empate, o Santos soma agora seis pontos e permanece na nona colocação do Campeonato Paulista, em uma campanha que tem preocupado a torcida. O Bragantino, por sua vez, garantiu um ponto fora de casa e se mantém na segunda posição da tabela, com 11 pontos.

O jogo

O clássico regional teve um começo arrastado, com pouca inspiração de ambos os lados. O Santos demonstrou dificuldades para furar a bem postada defesa do Red Bull Bragantino e raramente conseguiu ameaçar o goleiro Cleiton. A primeira oportunidade de perigo da partida veio dos pés do visitante: aos 21 minutos, Eduardo Sasha recebeu passe de Vinicinho e testou Gabriel Brazão, que realizou sua primeira intervenção importante.

Ao longo do restante da primeira etapa, o Peixe não conseguiu se impor, sendo inclusive pressionado em alguns momentos pelo Massa Bruta. Vinicinho quase abriu o placar aos 43 minutos, com um chute cruzado que raspou a trave santista. A única chance concreta do Santos no primeiro tempo surgiu aos 46, quando Gabigol, após contra-ataque orquestrado por Zé Rafael, chutou de primeira por cima do gol.

Leia mais:  Atlético-MG vence Juventude fora de casa e deixa a zona de rebaixamento

Segundo tempo 

A tônica do jogo não mudou muito após o intervalo. O Red Bull Bragantino continuou a controlar as ações, mostrando mais volume de jogo. Aos oito minutos, a equipe do interior quase marcou: Vinicinho cruzou para Lucas Barbosa, que escorou para Eduardo Sasha acertar o travessão em um chute de primeira. Após o ímpeto inicial, o ritmo da partida diminuiu, com muitas disputas no meio-campo.

Nos minutos finais, o Santos tentou uma postura mais ofensiva com a entrada de Robinho Jr., mas sem sucesso em furar a defesa adversária. Pelo contrário, o Bragantino ainda teve as melhores oportunidades. Aos 40 minutos, Lucas Barbosa aproveitou um bate-rebate na área e cabeceou para fora. Já nos acréscimos, em uma última e crucial chance, Fernando saiu cara a cara com Brazão após lançamento de Sosa, mas o goleiro santista fez uma defesa milagrosa, garantindo o empate para o time da casa e evitando uma derrota ainda mais amarga.

Próximos desafios

Ambas as equipes agora voltam suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O Santos terá um desafio fora de casa contra a Chapecoense, na Arena Condá, na quarta-feira (28.01), às 20h (de Brasília). No mesmo dia, mas um pouco antes, às 19h (de Brasília), o Red Bull Bragantino visitará o Coritiba no Couto Pereira.

Leia mais:  Jogo do Flamengo na Colômbia é cancelado após atos de violência da torcida
FICHA TÉCNICA
                                                      Santos 0 x 0 Red Bull Bragantino
Competição Campeonato Paulista (5ª rodada)
Local Neo Química Arena, São Paulo (SP)
Data 25 de janeiro de 2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Público 30.690 torcedores
Renda R$ 2.344.295,00
Cartões Amarelos Escobar (Santos); Eduardo Sasha, Lucas Barbosa e Gabriel (Red Bull Bragantino)
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro Daiane Muniz
Assistentes Danilo Ricardo Simon Manis e Bruno Silva de Jesus
VAR Rodrigo Ferreira Guarizo do Amaral
Escalação Santos Gabriel Brazão; Mayke, Adonis Frías, Luan Peres e Escobar; Willian Arão (João Schmidt), Gabriel Menino (Robinho Jr.), Zé Rafael (Rincón) e Miguelito (Rollheiser); Lautaro Díaz (Matheus Xavier) e Gabigol.
Escalação Red Bull Bragantino Cleiton; Agustín Sant’anna (Hurtado), Alix Vinícius, Gustavo Marques e Juninho Capixaba; Gabriel, Eric Ramires (Matheus Fernandes), Gustavo Neves (Sosa) e Lucas Barbosa; Eduardo Sasha (Fernando) e Vinicinho (Mosquera).

Fonte: Esportes

Comentários Facebook
publicidade

Esportes

Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

Publicado

Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

VM 1958 i Sverige, final, Brasilien - Sverige, 5-2, match action, i mitten Pelà , fotbollsspelare Brasilien landslaget grater ut sin lycka i armarna pa Didi efter finalsegern mot Sverige. Denna bild tagen av Gunnar Tingsvall vann 3:e pris i Sportbilds kategorin i World Press Photo 1958. Fotbolls VM 1958. T.h. tröstar Gylmar dos Santos Neves, Gilmar , fotbollsspelare Brasilien malvakt 1958-06-29 c TINGSVALL GUNNAR / Aftonbladet / IBL * * * EXPRESSEN OUT * * * AFTONBLADET / 5600 Stockholm Sverige fotboll sp_sw x2512x *** World Cup 1958 in Sweden, final, Brazil Sweden, 5 2, match action, in the middle Pele, footballer Brazil national team, Nationalteam crying out his happiness in the arms of Didi after the final victory against Sweden This p PUBLICATIONxNOTxINxDENxNORxSWExFIN Copyright: xTINGSVALLxGUNNAR/Aftonbladet/TTx Fotbolls-VM 1958 xx *** World Cup 1958 in Sweden, final, Brazil Sweden, 5 2, match action, in the middle Pele, soccer player Brazil national team crying out his happiness in the arms of Didi after the final victory against Sweden This picture taken by Gunnar Tingsvall won 3rd prize in the Sportbilds category in the World Press Photo 1958 Football World Cup 1958 T h comforts Gylmar dos Santos Neves, Gilmar , soccer player Brazil goalkeeper 1958 06 29 c TINGSVALL GUNNAR Aftonbladet IBL EXPRESSEN OUT AFTONBLADET 5600 Stockholm Sweden football sp sw x2512x World Cup 1958 in Sweden, final, Brazil Sweden, 5 2, match action, in the middle Pele, footballer Brazil national team crying out his happiness in the arms of Didi after the final victory against Sweden This p PUBLICATIONxNOTxINxDENxNORxSWExFIN Copyright xTINGSVALLxGUNNAR Aftonbladet TTx Fotbolls VM 1958 xx PUBLICATIONxNOTxINxDENxNORxSWExFIN Copyright: xIMAGO/TINGSVALLxGUNNAR/Aftonbladet/TTx imago images 0769693719

Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

Leia mais:  Red Bull Bragantino e Grêmio empatam em jogo movimentado no Nabi Abi Chedid

O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

Leia mais:  Grêmio é goleado pelo Juventude e permanece na zona de rebaixamento

“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana