Educação

70% das escolas públicas têm conectividade adequada

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O Ministério da Educação (MEC) registrou novo avanço significativo para a inclusão digital das escolas públicas brasileiras. Dados atualizados da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) indicam que 70% das unidades escolares do país já contam com conectividade adequada para fins pedagógicos, segundo parâmetros nacionais de qualidade definidos pelo Governo do Brasil. Ao todo, são cerca de 96 mil escolas com acesso à internet em padrão compatível com as demandas educacionais atuais (níveis 4 e 5), de um total de 137.847 unidades, beneficiando aproximadamente 24 milhões de estudantes em todo o território nacional.  

Esse avanço reflete o trabalho de coordenação das políticas de conectividade educacional conduzido pelo MEC, no contexto da Enec, que integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Em articulação com o Ministério das Comunicações, estados, municípios e demais entidades, as ações implementadas contribuem diretamente para o objetivo do Governo do Brasil de promover a inclusão digital e assegurar melhores condições de ensino e aprendizagem nas escolas públicas brasileiras. 

Números — Mais do que ampliar o acesso, os dados evidenciam que a Enec elevou o padrão da infraestrutura escolar no país. Atualmente, 98,7% das unidades escolares possuem energia elétrica adequada, frente a 96,6% em 2023. No mesmo período, o percentual de escolas com velocidade de internet adequada saltou de 49,2% para 72,4%, enquanto a cobertura de rede Wi-Fi adequada em todos os ambientes pedagógicos avançou de 47,6% para 72,5%. Atualmente, apenas 2,8% das unidades ainda não possuem acesso à internet, o que evidencia a redução progressiva das escolas completamente desconectadas e a migração contínua para padrões mais elevados de qualidade. Esses indicadores reforçam o esforço contínuo do MEC para garantir conectividade significativa, com condições reais de uso por estudantes, professores e equipes gestoras.

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A trajetória de crescimento do Indicador Escolas Conectadas (Inec), que considera em seu cálculo as condições mencionadas acima, confirma a consolidação da Enec como política pública estruturante, responsável por coordenar diversos atores e fontes de recursos diferentes. Em 2023, apenas 45,4% das escolas estavam conectadas em níveis adequados. Em 2024, o índice subiu para 57,3%. Em 2025, o país atingiu 70%, resultado de uma estratégia baseada em governança integrada, monitoramento contínuo e priorização territorial. 

Os avanços alcançam todas as regiões do país, com destaque para a redução das desigualdades históricas no acesso à conectividade escolar. A Região Sul alcançou 80,9% das escolas conectadas, seguida pelo Centro-Oeste, com 77,3%, e pelo Nordeste, com 72,0%. O Sudeste registrou 64,5%, e o Norte atingiu 60,5%, mantendo ritmo acelerado de crescimento, inclusive em áreas mais desafiadoras, de maior complexidade logística. 

A Enec integra o conjunto de políticas voltadas à transformação digital da educação básica, ao promover não apenas o acesso à internet, mas sua integração qualificada aos processos pedagógicos e à gestão escolar. Com 70% das escolas públicas conectadas em níveis considerados adequados, o Brasil avança na construção de uma educação pública mais inclusiva, equitativa e alinhada às demandas do século 21. 

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Confira o Painel de Monitoramento  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Como escolas e famílias formam novos leitores

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A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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