Agro News

Crise global ameaça rentabilidade do arroz e acende alerta para o setor produtivo

Publicado

A crise de rentabilidade que atinge o arroz em escala global tem revelado fragilidades profundas em uma das cadeias mais estratégicas para a segurança alimentar. De acordo com Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o momento exige atenção redobrada de produtores e formuladores de políticas, diante do agravamento do cenário internacional.

Mesmo com apoio governamental, produtores registram prejuízos

Em países com forte presença de subsídios e políticas de proteção agrícola — como os Estados Unidos —, o arroz tem apresentado prejuízos recorrentes nos últimos anos. Essa situação demonstra a gravidade do problema, uma vez que ocorre em economias amparadas por incentivos e mecanismos estatais de sustentação.

No Brasil, o panorama é ainda mais delicado. A combinação entre reforma tributária, insegurança jurídica e o aumento estrutural dos custos de produção tem reduzido as margens de lucro e inibido novos investimentos no campo.

Brasil segue caminho oposto às principais economias

Enquanto nações desenvolvidas tratam o arroz como cultura estratégica, com medidas voltadas à proteção do produtor e à manutenção do abastecimento interno, o Brasil avança em sentido contrário.

Leia mais:  Ministro André de Paula avança diálogo com a Itália sobre o setor cafeeiro

Por ser um alimento básico, o arroz tem limitações na transferência de custos ao consumidor final, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e distorções de mercado.

O resultado é uma cadeia produtiva menos competitiva, com margens cada vez mais estreitas e maior exposição ao mercado internacional, caracterizado por políticas de subsídio e interferências externas.

Futuro da orizicultura brasileira exige políticas estruturais

A análise aponta para a urgência de medidas públicas e estratégicas que garantam competitividade e sustentabilidade econômica à orizicultura nacional.

Sem ações coordenadas, o setor tende a permanecer fragilizado, com impactos diretos sobre toda a cadeia produtiva e o abastecimento interno de um alimento essencial à população brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

Publicado

As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

Leia mais:  Ministro André de Paula avança diálogo com a Itália sobre o setor cafeeiro
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

Leia mais:  Mel do Norte de Minas conquista mercado internacional e soma 350 toneladas exportadas em cinco anos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana