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Condições Climáticas e Manejo Definem o Ritmo de Maturação do Café

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A maturação do café é um processo fisiológico complexo, influenciado diretamente pelas condições ambientais, genéticas e de manejo. De acordo com o consultor agrícola Elmer Estuardo Gatica Trabanino, da Guatemala, fatores como clima, nutrição, cultivar, altitude, incidência solar, manejo dos tecidos e sanidade da lavoura atuam de forma integrada para definir o ritmo e a uniformidade da maturação dos frutos ao longo da colheita.

Entre esses fatores, o clima se destaca como o principal determinante. Temperatura, regime de chuvas, radiação solar, umidade relativa e altitude interferem diretamente na velocidade de amadurecimento. Regiões de costa e bocacosta, por exemplo, tendem a apresentar maturação mais acelerada, enquanto áreas mais altas registram ciclos mais lentos.

Altitude, temperatura e umidade influenciam o tempo de maturação

Plantas cultivadas a pleno sol costumam amadurecer mais rapidamente, enquanto sistemas sombreados prolongam o processo. Dias quentes favorecem o avanço dos frutos, mas temperaturas mais baixas retardam o desenvolvimento. Já chuvas leves e alta umidade relativa contribuem para acelerar a maturação — embora precipitações fora de época possam gerar florações desordenadas e frutos antecipados, comprometendo o equilíbrio da colheita.

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Genética define padrões de maturação e coloração

O material genético das plantas também tem papel decisivo na maturação. Cultivares como Bourbon e suas derivações se destacam pela maturação precoce, coloração intensa e uniformidade. Por outro lado, variedades como Anacafé 14 apresentam amadurecimento mais gradual, exigindo planejamento rigoroso da colheita. Já os catimores apresentam comportamento intermediário, combinando homogeneidade com ritmo moderado de maturação.

Nutrição e manejo influenciam a qualidade dos grãos

A nutrição da lavoura é um fator diretamente manejável e essencial para a qualidade final do café. Lavouras bem nutridas apresentam formação uniforme dos frutos, enquanto deficiências nutricionais resultam em maior presença de grãos verdes, deformados e de menor valor comercial. Elementos como potássio e boro são fundamentais para a translocação de açúcares e formação de compostos que determinam os atributos sensoriais da bebida.

Além disso, o manejo adequado dos tecidos e o controle de doenças como a ferrugem são determinantes para garantir produtividade e uniformidade na maturação. Plantas envelhecidas, mal nutridas ou com problemas fitossanitários tendem a apresentar distorções no processo de maturação e maior irregularidade entre safras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

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“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

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A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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