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Açúcar sobe em Nova York e sustenta valorização no mercado brasileiro

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Cotações internacionais do açúcar avançam e indicam recuperação

Os preços do açúcar iniciaram a semana em movimento de recuperação nas principais bolsas internacionais. Nesta terça-feira (27), a commodity registrou alta consistente na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e apresentou sinais de estabilização no mercado londrino. No Brasil, o mercado doméstico acompanhou o ritmo positivo e encerrou o dia com leve valorização, segundo dados do Cepea/Esalq (USP).

Bolsa de Nova York registra ganhos nos principais contratos

Na ICE Futures, os contratos futuros do açúcar encerraram o pregão em alta.

  • Março/26: avanço de 0,04 cent, cotado a 14,83 centavos de dólar por libra-peso;
  • Maio/26: alta de 0,07 cent, para 14,37 cents/lbp;
  • Julho/26: incremento de 0,06 cent, também a 14,37 cents/lbp;
  • Outubro/26: fechamento em 14,70 cents/lbp, ganho de 0,06 cent.

O desempenho reflete uma recuperação técnica após quedas recentes e um cenário de maior estabilidade cambial.

Mercado londrino sinaliza tentativa de estabilização

Na Bolsa de Londres, os preços oscilaram de forma moderada.

  • Março/26 caiu US$ 1,00, para US$ 413,20/t;
  • Maio/26 recuou US$ 1,40, para US$ 416,00/t;
  • Agosto/26 teve leve queda de US$ 0,30, fechando em US$ 413,70/t;
  • Outubro/26, no entanto, registrou alta de US$ 0,30, encerrando a US$ 413,30/t.
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Os movimentos indicam uma busca por equilíbrio nos preços após o recuo observado nas sessões anteriores.

Mercado interno acompanha alta com leve valorização

No mercado brasileiro, o açúcar cristal branco apresentou leve alta. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 104,95, variação positiva de 0,03% em relação ao dia anterior. A sustentação dos preços internos reflete o comportamento mais firme das cotações internacionais.

Europa amplia importações e Brasil mantém liderança

Segundo o portal Notícias Agrícolas, dados da Comissão Europeia apontam que, na safra 2024/25, as importações de açúcar bruto sob o regime IPR cresceram 19%, totalizando 587 mil toneladas — das quais 95% têm origem no Brasil. Já as compras de açúcar branco aumentaram 5%, alcançando 155 mil toneladas, também com predominância do produto brasileiro.

Oferta global ainda mantém pressão sobre os preços

Apesar dos movimentos de alta, o mercado internacional continua atento à oferta abundante. O avanço da produção em grandes países produtores, como Índia e Tailândia, segue limitando o espaço para valorizações mais expressivas, mantendo os preços sob vigilância, mesmo com o apoio do câmbio.

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Etanol hidratado recua em Paulínia (SP)

Enquanto o açúcar apresentou recuperação, o etanol hidratado encerrou o dia em queda. Segundo o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 3.170,50 por m³, representando retração de 0,49% em relação à sessão anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

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A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

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O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

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Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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