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Raízen reduz moagem de cana, mas amplia vendas de açúcar e etanol de segunda geração na safra 2025/26

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Raízen registra queda na moagem de cana no 3º trimestre da safra 2025/26

A Raízen divulgou, na noite de quarta-feira (28), sua prévia operacional referente ao terceiro trimestre da safra 2025/26 (3T25/26). Os números ainda são preliminares e não auditados, e os resultados consolidados devem ser divulgados no dia 12 de fevereiro, após o fechamento do mercado.

A companhia registrou queda de 23% na moagem de cana-de-açúcar, que passou de 13,8 milhões de toneladas no mesmo período da safra anterior para 10,6 milhões de toneladas. No acumulado dos nove meses da safra, o volume processado somou 70,3 milhões de toneladas, ante 77,5 milhões de toneladas no ciclo anterior.

Produtividade agrícola melhora, mesmo com impactos climáticos

Apesar da redução na moagem, a Raízen reportou aumento de produtividade agrícola, com o ATR (Açúcar Total Recuperável) subindo de 137 kg/ton para 143 kg/ton. Segundo a empresa, o desempenho foi influenciado por condições climáticas desfavoráveis na safra anterior, além de geadas registradas no primeiro trimestre e pela venda de cerca de 2 milhões de toneladas de cana, relacionada ao processo de otimização de ativos e desinvestimentos.

Produção total recua, mas mix de açúcar e etanol se mantém

A produção de açúcar equivalente caiu de 1,855 milhão de toneladas no 3T/24-25 para 1,542 milhão de toneladas no 3T/25-26. No acumulado da safra, o indicador recuou de 10,189 milhões para 9,126 milhões de toneladas.

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O mix de produção manteve-se estável: 44% destinado ao açúcar e 56% ao etanol no trimestre. No acumulado da safra, o mix é de 53% açúcar e 47% etanol, refletindo a estratégia da companhia diante das condições de mercado.

Vendas de açúcar crescem, enquanto etanol de segunda geração ganha força

As vendas de açúcar aumentaram de 1,168 milhão de toneladas para 1,328 milhão de toneladas no trimestre, ainda que tenham recuado no acumulado do ano (de 4,037 milhões para 3,828 milhões de toneladas). O resultado está em linha com a menor moagem e o foco maior na produção açucareira nesta safra.

Já as vendas de etanol diminuíram de 895 mil m³ para 778 mil m³ no trimestre. Por outro lado, o etanol de segunda geração (E2G) apresentou forte expansão, saltando de 18,5 mil m³ para 39,2 mil m³, impulsionado pelo avanço das plantas Univalem, Barra e Bonfim.

Bioenergia recua com menor disponibilidade de bagaço

Na área de bioenergia, a cogeração de energia teve redução, influenciada pela menor oferta de bagaço de cana. A geração caiu de 443 mil MWh para 364 mil MWh no trimestre e de 1,909 milhão MWh para 1,656 milhão MWh no acumulado do ano.

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Segmento de combustíveis cresce no Brasil e na Argentina

No segmento de distribuição de combustíveis, a Raízen reportou expansão significativa nas vendas. No Brasil, o volume comercializado subiu de 6,815 milhões m³ para um intervalo entre 7,550 e 7,650 milhões m³ no trimestre. No acumulado de nove meses, as vendas chegaram a 21,740–21,840 milhões m³, ante 20,526 milhões m³ no mesmo período da safra anterior.

A empresa atribui o crescimento à melhora do ambiente de negócios e ao avanço no combate ao mercado ilegal de combustíveis, conforme previsto em seu Plano Operacional.

Na Argentina, o volume comercializado também aumentou, passando de 1,729 milhão m³ para entre 1,780 e 1,830 milhão m³ no trimestre. No acumulado do ano, as vendas devem ficar entre 5,290 e 5,340 milhões m³, beneficiadas pela retomada das operações após parada programada da refinaria.

Perspectiva: foco em eficiência e biocombustíveis

Mesmo com o recuo na moagem e na produção total, a Raízen reforça seu compromisso com eficiência operacional, inovação em biocombustíveis e crescimento sustentável. O avanço do etanol de segunda geração e a expansão na distribuição de combustíveis mostram que a companhia busca equilibrar produtividade e diversificação em um cenário desafiador para o setor sucroenergético.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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