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MS Florestal abre oportunidades em Água Clara (MS) com programas de trainee e contratação imediata

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A MS Florestal está com inscrições abertas até o dia 4 de fevereiro para dois programas de formação profissional com contratação imediata em Água Clara (MS). As oportunidades são para Operador(a) de Máquina Florestal Trainee e Trainee em Manutenção Automotiva, ambos com registro em carteira (CLT), treinamento técnico completo e possibilidade de crescimento dentro da companhia.

De acordo com a empresa, as vagas são abertas para candidatos de todo o país — com prioridade para o interior de São Paulo —, mas é necessário residir na cidade de Água Clara após a contratação.

Mercado florestal segue aquecido mesmo com cenário de juros elevados

Segundo o Banco Central do Brasil, a taxa Selic foi mantida em 10,25% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), sinalizando estabilidade no custo de crédito corporativo. Mesmo com juros altos, o setor florestal segue em expansão, impulsionado pela demanda por madeira renovável e energia de biomassa — fatores que fortalecem o mercado de trabalho no interior do país.

A abertura de vagas da MS Florestal reflete esse movimento de retomada gradual das contratações industriais e florestais, com foco em qualificação profissional e retenção de talentos.

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Treinamento com registro imediato e formação técnica

Diferente de programas tradicionais, os trainees da MS Florestal têm registro CLT desde o início do treinamento, garantindo estabilidade e benefícios completos. O processo de formação dura seis meses, combinando capacitação teórica e prática, com acompanhamento técnico e avaliações de desempenho.

“Buscamos pessoas interessadas em se desenvolver na área florestal, com disponibilidade para atuar em campo, aprender na prática e crescer junto com a empresa. Nosso foco é valorizar talentos locais e regionais”, destaca Helen Branício, coordenadora de Recrutamento e Seleção da MS Florestal.

Vagas disponíveis e requisitos
  • Operador(a) de Máquina Florestal Trainee
    • Requisitos: Ensino Fundamental completo, CNH categoria B ou superior, disponibilidade para turnos, viagens e possíveis mudanças de cidade.
    • Diferenciais: Experiência prévia com tratores, esteiras ou máquinas agrícolas.
    • Importante: Não há auxílio moradia.
  • Trainee em Manutenção Automotiva
    • Requisitos: Ensino Fundamental completo, CNH B ou superior (categoria D é diferencial), disponibilidade para turnos e viagens.
    • Diferenciais: Conhecimentos em manutenção diesel, máquinas pesadas, oficinas automotivas ou curso técnico na área.
    • Importante: Não há auxílio moradia.

As inscrições podem ser realizadas pelo link: https://bitily.me/trainneemsflorestal2

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Formação voltada à prática e ao campo

De acordo com Durval Nascimento Bento, supervisor de Treinamento da empresa, o objetivo é colocar o trainee em contato direto com a operação desde o primeiro dia.

“Queremos que o participante entenda na prática o funcionamento das máquinas e o papel dele dentro do processo produtivo. É uma formação voltada ao campo, que prepara o profissional para os desafios reais da atividade florestal”, explica Bento.

Expansão e oportunidades no interior

A MS Florestal segue fortalecendo sua presença no Centro-Oeste, com destaque para Água Clara, um dos polos florestais de Mato Grosso do Sul. A região tem recebido novos investimentos no setor, acompanhando o movimento nacional de transição energética e valorização de matérias-primas renováveis.

De acordo com dados do Banco Central, a atividade industrial e florestal em estados como Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apresentou crescimento de 2,4% em 2025, impulsionando a geração de empregos e o interesse de empresas em programas de capacitação e trainee.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde já não basta para garantir rentabilidade ao produtor

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A perspectiva de uma nova safra recorde encontra o produtor brasileiro diante de um desafio que cresce na mesma proporção da produção: financiar uma atividade mais tecnológica, mecanizada e intensiva em capital, num ambiente de juros elevados, margens menores e bancos mais seletivos. O avanço do crédito privado amplia as alternativas disponíveis, mas também exige profissionalização da gestão e uma análise mais rigorosa sobre o retorno proporcionado pelo patrimônio investido.

Dados do Banco Central (BC), compilados por entidades do setor, mostram que 23,5% da carteira ativa de crédito rural apresentava algum nível de problema em julho de 2026. Eram R$ 207,5 bilhões em operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas. O indicador não representa apenas parcelas vencidas, mas revela o aumento do estresse financeiro acumulado depois de safras afetadas pelo clima, custos elevados e preços menos favoráveis.

Ao mesmo tempo, o financiamento bancário tradicional perdeu força. Em 12 meses, o volume de crédito rural concedido sem considerar instrumentos do mercado de capitais recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. A área atendida pelas linhas convencionais de custeio caiu quase 26%, de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares.

Esse espaço vem sendo ocupado gradualmente por cooperativas, tradings, fornecedores de insumos, fundos de investimento e emissões no mercado de capitais. O estoque dos instrumentos privados de financiamento do agronegócio alcançou R$ 1,34 trilhão em julho, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Somente as Cédulas de Produto Rural (CPRs) somavam R$ 580,8 bilhões, distribuídos em aproximadamente 372 mil títulos.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a diversificação das fontes de recursos é necessária, mas não pode ser confundida com crédito fácil ou capacidade ilimitada de endividamento.

“O crédito privado será cada vez mais importante para complementar o Plano Safra e o financiamento bancário. O produtor, porém, precisa avaliar o custo efetivo, o prazo, as garantias exigidas e a compatibilidade das parcelas com o fluxo de caixa da propriedade. Trocar uma dívida por outra mais cara, sem corrigir a origem do desequilíbrio, apenas transfere o problema para a safra seguinte”, afirma.

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A necessidade de capital aumentou com a transformação da agropecuária brasileira. Produzir em escala passou a exigir máquinas de maior capacidade, agricultura de precisão, armazenagem, irrigação, conectividade, sistemas de gestão, insumos tecnológicos e equipes especializadas. A valorização das terras também elevou o volume de patrimônio imobilizado nas operações.

Essa evolução permitiu ganhos de produtividade e consolidou o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos, fibras e energia. Mas também tornou as propriedades mais sensíveis ao custo do dinheiro. Quando os juros aumentam e as margens recuam, uma atividade pode apresentar lucro contábil e, ainda assim, não remunerar adequadamente todo o capital empregado.

É nesse ponto que ganha importância o conceito de Valor Econômico Agregado, conhecido pela sigla EVA. O indicador calcula o resultado operacional do negócio depois de descontado o custo de todo o capital utilizado, inclusive recursos próprios, terras quitadas, máquinas e demais ativos.

Uma propriedade pode encerrar o ciclo com resultado positivo no balanço, mas destruir valor se o retorno obtido ficar abaixo do que aquele patrimônio poderia render em uma alternativa de menor risco. A terra própria, por exemplo, não deixa de ter custo econômico porque está quitada. Ela representa capital que poderia ser arrendado, vendido ou aplicado em outro investimento.

“O produtor sempre acompanhou produtividade, custo por hectare e preço de venda. Esses indicadores continuam fundamentais, mas já não são suficientes para medir a saúde econômica do negócio. Também é necessário saber se o resultado remunera a terra, as máquinas, o capital de giro e o risco assumido durante a safra”, diz Rezende.

A aplicação dessa análise não significa abandonar investimentos ou reduzir a produção. O objetivo é identificar quais atividades, áreas e estruturas realmente geram retorno. A avaliação pode mostrar que determinado talhão produz bem, mas possui custo elevado; que uma máquina permanece ociosa; ou que o arrendamento oferece resultado melhor do que a compra de terras financiada.

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O mesmo raciocínio vale para a contratação de crédito. Recursos obtidos a juros superiores ao retorno esperado pela atividade diminuem o valor econômico da propriedade, mesmo quando ajudam a ampliar o faturamento. Por isso, crescimento de receita, aumento de área e recorde de produção não significam necessariamente fortalecimento financeiro.

A busca por recursos privados também coloca a governança no centro das negociações. Instituições financeiras e investidores analisam demonstrações contábeis, histórico de produção, previsibilidade de caixa, endividamento, garantias, regularidade ambiental e fundiária, contratos e capacidade de gestão. Quanto maior a qualidade dessas informações, maior tende a ser a possibilidade de acessar diferentes fontes e negociar condições melhores.

“Governança deixou de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. O produtor que conhece seus números, separa as contas da família e da propriedade, mantém documentos regulares e apresenta informações confiáveis reduz a percepção de risco. Isso melhora sua posição diante dos financiadores e permite comparar propostas sem decidir apenas pela disponibilidade imediata do dinheiro”, acrescenta Rezende.

O modelo de financiamento do agronegócio tende a permanecer híbrido. Crédito rural, recursos obrigatórios, cooperativas, tradings, fornecedores, fundos e mercado de capitais continuarão convivendo, cada um com custos, prazos e riscos diferentes. O desafio será combinar essas fontes sem comprometer parcelas excessivas da produção futura ou oferecer garantias incompatíveis com o valor da operação.

A safra recorde continua sendo uma demonstração da capacidade produtiva brasileira. Para que esse desempenho se transforme em renda, entretanto, o produtor precisará acompanhar não apenas quantas toneladas colhe, mas quanto valor permanece depois de remunerados todos os recursos utilizados. Em uma agricultura intensiva em capital, produzir mais é importante; produzir com retorno econômico tornou-se decisivo.

Fonte: Pensar Agro

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