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Programa “Cooperar para Exportar” estreia globalmente na Gulfood 2026 e ganha impulso com cenário econômico brasileiro

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Cooperativas brasileiras ganham destaque na Gulfood 2026

O Programa Cooperar para Exportar, lançado em dezembro de 2025 pela ApexBrasil durante o evento Exporta Mais Cooperativas, realizou sua primeira grande ação internacional na Gulfood 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes. A iniciativa tem como objetivo expandir o cooperativismo brasileiro no mercado global e aumentar a presença de cooperativas em feiras internacionais.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o Brasil dobrou o número de empresas presentes na feira em relação à edição anterior, trazendo cooperativas pela primeira vez. Ele projeta vendas de US$ 3,5 bilhões durante o evento, reforçando o potencial do setor no exterior.

Programa promove capacitação e inserção internacional do agronegócio

O Cooperar para Exportar, que conta com o apoio do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Regional e do Desenvolvimento Agrário, vai realizar ações de capacitação, qualificação para exportação, participação em feiras, missões e rodadas de negócios internacionais.

Para o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Laudemir Muller, a iniciativa é estratégica para pequenos produtores e cooperativas familiares, aumentando a visibilidade global da produção coletiva brasileira. Na Gulfood 2026, nove cooperativas brasileiras apresentaram seus produtos e destacaram a força da agricultura familiar no país.

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Diversidade de produtos brasileiros em evidência

As cooperativas participantes representam diferentes regiões e setores do Brasil, com produtos que vão de açaí amazônico e frutas do semiárido a mel, cafés especiais e derivados de mandioca.

Entre elas estão: Amazonbai (AP), Bio + Açaí (AP), Coopemapi (MG), Cooperativa Grande Sertão (MG), Coopercarajás (DF), Coopercuc (BA), Eldorado Foods Amidos (MS), Unicafes (DF) e Unicafes Bahia (BA).

A empreendedora Jussara Dantas, fundadora da Coppercook, apresentou o umbu, fruta típica do Nordeste pouco conhecida fora do país. A cooperativa, composta majoritariamente por mulheres, já exporta para França, Itália, Alemanha, Áustria e agora para o Reino Unido, aumentando a renda de 298 agricultores familiares de três municípios do Nordeste.

Cenário econômico favorável com Selic estável

O Banco Central do Brasil manteve, em sua reunião de 28 de janeiro de 2026, a taxa Selic em 15% ao ano, sinalizando uma possível redução a partir de março. A decisão do Copom visa garantir a convergência da inflação à meta, mantendo a estabilidade econômica do país.

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A estabilidade dos juros proporciona um ambiente favorável para o comércio exterior e fortalece as perspectivas de expansão do cooperativismo brasileiro no mercado global, especialmente em setores estratégicos como o agronegócio.

Perspectivas de expansão internacional para cooperativas

A estreia do programa na Gulfood 2026 marca o início de uma fase estratégica, com o objetivo de ampliar a competitividade das cooperativas brasileiras e levar produtos de qualidade para novos mercados. Segundo Jorge Viana, o programa seguirá promovendo ações internacionais e ajudando mais cooperativas a conquistarem espaço no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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