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Rede de Controle lançará guia para fortalecer programas de integridade

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou, nesta quinta-feira (29), da reunião da Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso que deliberou o lançamento do Referencial Técnico de Implantação e Avaliação de Programas de Integridade nos Municípios do Estado de Mato Grosso. O documento será apresentado oficialmente no dia 26 de fevereiro, no auditório da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT).O promotor de justiça Gustavo Dantas Ferraz ressaltou, durante a reunião, que esse apoio da Rede à implantação de programas de integridade nos municípios é uma medida importantíssima para a prevenir danos ao patrimônio público , nos termos preconizados pela Resolução 305/2025 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O lançamento do guia técnico reunirá auditores, controladores internos, prefeitos e gestores públicos, reforçando o compromisso conjunto com o aprimoramento da integridade pública em Mato Grosso. Durante o evento, alguns municípios assinarão termos de adesão para implementar programas de integridade em suas administrações.O material foi elaborado de forma colaborativa pelos órgãos que compõem a Rede de Controle e tem como objetivo apoiar as administrações municipais na criação, estruturação e aperfeiçoamento de políticas de integridade pública. O referencial oferece diretrizes práticas e adaptáveis às diferentes realidades dos municípios, contribuindo para fortalecer a prevenção à corrupção, aprimorar sistemas de controle e ampliar a transparência na gestão pública.O documento estabelece um modelo de maturidade estruturado em quatro níveis – Fundamental, Desenvolvido, Consolidado e Referência – permitindo que cada gestão municipal avance de forma gradual conforme sua capacidade técnica e institucional. A metodologia foi inspirada em referências internacionais e nacionais, como o Manual de Integridade Pública da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Modelo de Maturidade em Integridade Pública da Controladoria-Geral da União (CGU).Além disso, o referencial aborda temas essenciais, como comprometimento da alta administração, fortalecimento da cultura organizacional, gestão de riscos, controles internos, transparência e mecanismos de correição. A proposta também busca harmonizar metodologias, reduzir custos e facilitar a atuação integrada entre os órgãos de controle e os municípios.Durante o encontro, também foi aprovada a entrada da Associação dos Auditores do Estado de Mato Grosso (Assae) no fórum, representada pela auditora Priscila Alves, ampliando o diálogo técnico e institucional entre os órgãos de controle.Integram a Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso o MPMT, CGE-MT, Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Ministério Público de Contas (MPC-MT), Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF), Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Advocacia-Geral da União (AGU), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MT), Associação dos Auditores e Controladores Internos dos Municípios (Audicom-MT) e, agora, a Assae.(Com informações da CGE-MT)
Foto: CGE-MT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT fortalece defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+

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Garantir o respeito à diversidade e combater todas as formas de discriminação estão entre as atribuições do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). No dia 28 de junho, quando é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a instituição reforça seu compromisso com a defesa dessa população, atuando para assegurar direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, promover a cidadania, fiscalizar políticas públicas de inclusão e responsabilizar autores de práticas discriminatórias.A proteção desses direitos tem fundamento na Constituição Federal, que assegura a igualdade, a liberdade e a dignidade de todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza. Nos últimos anos, importantes avanços foram consolidados no campo da proteção à população LGBTQIAPN+, entre eles o reconhecimento da união estável e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem necessidade de cirurgia, a equiparação da homofobia e da transfobia ao crime de racismo e o fortalecimento das garantias de igualdade, inclusão e respeito à identidade de gênero em diferentes espaços sociais.Além disso, práticas como recusar atendimento, humilhar, constranger, excluir ou agredir alguém em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero são passíveis de responsabilização. Nesse contexto, o Ministério Público atua tanto na repressão quanto na prevenção de violações de direitos. A instituição recebe e apura denúncias de discriminação e violência, acompanha e fiscaliza a implementação de políticas públicas voltadas à inclusão social, promove a defesa dos direitos fundamentais e desenvolve ações educativas para conscientizar a população sobre a importância do respeito à diversidade e do combate à intolerância.As violações podem ocorrer em diferentes espaços da convivência social. Casos de discriminação são registrados em escolas e universidades, unidades de saúde, repartições públicas, ambientes de trabalho, estabelecimentos comerciais, espaços religiosos e também nas plataformas digitais. Em todas essas situações, o Ministério Público pode atuar para apurar os fatos, acolher e orientar as vítimas, promover a responsabilização dos envolvidos e adotar medidas destinadas à prevenção de novas violações.O MPMT reforça que vítimas e testemunhas de discriminação ou violência não devem permanecer em silêncio. A denúncia é uma ferramenta fundamental para a proteção de direitos e para o enfrentamento de práticas discriminatórias. Em situações de urgência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Para registrar denúncias, a população pode procurar a Ouvidoria do Ministério Público pelo telefone 127, pelos números de WhatsApp (65) 99271-0792 e (65) 99255-4681, ou ainda buscar a Promotoria de Justiça mais próxima.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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