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Safra 25/26 entra em fevereiro com País dividido entre plantio e colheita

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O mercado brasileiro de soja caminha para a fase de colheita da safra 2025/26, com ritmos distintos entre as regiões e desafios climáticos ainda no radar dos produtores. Enquanto o Rio Grande do Sul concluiu quase totalmente o plantio e transita para a fase de desenvolvimento das lavouras, estados do Centro-Oeste e partes do Matopiba seguem em transição entre plantio tardio e início das operações de colheita, conforme indicadores setoriais recentes.

No Sul, a semeadura da soja já foi praticamente concluída, com cerca de 98% da área prevista plantada no Rio Grande do Sul, estimada em 6,7 milhões de hectares. As lavouras apresentam bom desenvolvimento geral, com potencial produtivo elevado, mas dependem da regularidade das chuvas em fevereiro para consolidar a formação e o enchimento dos grãos, segundo avaliação técnica regional.

No panorama nacional, a colheita ainda está em estágio inicial. Levantamento setorial indica que a colheita brasileira da oleaginosa alcançou aproximadamente 2% da área plantada, puxada principalmente pelo avanço em Mato Grosso, maior produtor do País, enquanto outras praças ainda vão iniciar ou avançar lentamente os trabalhos de campo nos próximos dias.

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O ritmo variado entre as regiões reflete tanto a diferença na janela de semeadura quanto nas condições climáticas enfrentadas ao longo de janeiro. Nos estados do Centro-Oeste, a colheita tende a ganhar tração ao longo de fevereiro, incentivada por intervalos de sol que permitem às máquinas avançar nas operações.

Já no Matopiba — região que integra Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e figura entre as áreas com maior expansão recente de soja no Brasil — o plantio está em fase de conclusão ou apenas recentemente encerrado, dependendo da sub-região, com a expectativa de que a colheita se intensifique em semanas após o fim efetivo da semeadura nacional.

No conjunto da safra, o primeiro levantamento oficial da temporada aponta uma expectativa de produção brasileira superior a 177 milhões de toneladas, um crescimento de cerca de 3,6% em comparação ao ciclo anterior, com área semeada também em expansão. A soja segue como a principal cultura do País, mas seu desempenho final ainda estará condicionado ao comportamento das chuvas e à evolução climática nas próximas semanas.

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Fonte: Pensar Agro

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dsm-firmenich recebe certificação FairFood RPC para tecnologias que reduzem pegada de carbono na pecuária

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A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell® de softwares de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, conquistou a certificação FairFood Redutor de Pegada de Carbono (RPC) para as tecnologias Bovaer® e CRINA® Ruminants.

O reconhecimento reforça a estratégia da companhia em desenvolver soluções voltadas à eficiência produtiva e à redução do impacto ambiental na cadeia de proteína animal, em um cenário de crescente demanda global por sistemas agropecuários mais sustentáveis.

Certificação reconhece insumos com menor impacto ambiental na pecuária

A certificação RPC é concedida a insumos classificados dentro do escopo de “produtos redutores de pegada de carbono”, com base em critérios técnicos e científicos relacionados à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária.

O processo de avaliação inclui auditorias independentes e periódicas realizadas por organismos internacionalmente acreditados, garantindo rastreabilidade, transparência e confiabilidade aos resultados.

A iniciativa busca incentivar soluções tecnológicas capazes de contribuir para a descarbonização da produção animal sem comprometer eficiência ou produtividade.

Bovaer® pode reduzir emissões de metano na pecuária de corte e leite

Entre as tecnologias certificadas, o Bovaer® se destaca por atuar diretamente na redução das emissões entéricas de metano geradas durante o processo digestivo dos ruminantes.

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A solução age sobre uma enzima específica presente no rúmen, responsável pela formação do metano, contribuindo para a redução das emissões sem impacto negativo sobre desempenho produtivo, qualidade do leite ou da carne.

De acordo com a empresa, a suplementação com doses entre 8 e 15 gramas por animal ao dia pode reduzir, em média, até 30% das emissões em bovinos de leite e até 45% em bovinos de corte, dependendo da estratégia nutricional adotada.

CRINA® Ruminants melhora eficiência digestiva e aproveitamento de nutrientes

Outra tecnologia certificada é o CRINA® Ruminants, formulado com compostos funcionais que atuam no equilíbrio da microbiota ruminal e na otimização dos processos digestivos dos animais.

A solução contribui para melhorar a eficiência alimentar e o aproveitamento de nutrientes, favorecendo sistemas produtivos mais eficientes e com melhor desempenho zootécnico.

Segundo a dsm-firmenich, o avanço de soluções com esse perfil reforça o papel da nutrição de precisão como ferramenta estratégica para elevar produtividade e reduzir impactos ambientais na pecuária moderna.

Sustentabilidade e produtividade caminham juntas na pecuária moderna

Para a companhia, o conceito de sustentabilidade no setor não se limita à redução de emissões, mas envolve também o aumento da eficiência no uso de recursos e a melhoria da produtividade dos sistemas de produção.

“A sustentabilidade precisa caminhar junto à produtividade e à viabilidade econômica para o produtor. O reconhecimento da FairFood reforça nossa visão de que inovação e ciência são fundamentais para a evolução dos sistemas produtivos”, afirma Luiz Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal da dsm-firmenich para a América Latina.

Certificação fortalece agenda ESG e acesso a mercados

A certificação RPC abrange insumos e fábricas de ração que utilizam soluções capazes de contribuir para a redução da pegada de carbono de alimentos de origem animal.

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Além de apoiar a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis, o programa também contribui para ampliar o acesso a mercados, aumentar a transparência e fortalecer compromissos ESG ao longo da cadeia de proteína animal.

Com a certificação, a dsm-firmenich passa a integrar um grupo de empresas que investem em inovação e tecnologia como pilares para transformar a pecuária, alinhando produtividade, eficiência e responsabilidade ambiental no agronegócio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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