Saúde

Com mais 3 mil bolsas de residência, Governo Federal garante formação de 60% dos médicos especialistas no país

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Ministério da Saúde lança novo edital para oferta de bolsas de residência médica no país. Serão 3.000 mil novas vagas em 2026, a maior da série histórica. Com a retomada e expansão da política de incentivo à formação de médicos especialistas, o governo federal passou a apoiar mais de 60% do total de residentes brasileiros, equivalente a 35 mil profissionais. O investimento neste ano será de R$ 3 bilhões.

As bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde estão voltadas a áreas prioritárias para o SUS como forma de induzir a maior oferta e distribuição desses profissionais. Com essa política, que integra o programa Agora Tem Especialistas, a pasta foi responsável, em conjunto com o Ministério da Educação, pela criação de 806 novos programas de residência médica, impactando na ampliação da formação de médicos especialistas no país. Balanço divulgado nesta terça-feira, 3/2, mostra que, no último ano, houve um crescimento de, pelo menos, 15% no número de vagas em cirurgia oncológica e neurologia pediátrica. Em oftalmologia o crescimento foi de 14% e, em radioterapia, de 10%.

“Isso só é possível graças ao esforço do programa Agora Tem Especialistas, que integra um conjunto de iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à formação profissional na área da saúde. Em articulação com o Ministério da Educação, estamos vivendo um momento histórico no fortalecimento da formação e do provimento de profissionais para o SUS”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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Também houve expansão na oferta de bolsas para várias categorias profissionais da saúde, como enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas. O edital de 2026 do Pró-residência voltado a residência multiprofissional vai ofertar 1.000 bolsas. Com isso, serão mais de 16 mil profissionais cuja formação está sendo apoiada pelo Ministério da Saúde, equivalente a 90% do total da oferta de vagas no país. Foram criados, desde 2023, 447 novos programas a partir do investimento federal.

A oferta de bolsas de residência médica e multiprofissional foi paralisada em 2022 e enfraquecida nos anos anteriores, com um total de 300 bolsas em 2021 – muito abaixo das atuais 4.000 previstas para 2026 considerando as duas modalidades. A retomada desta política e o seu fortalecimento com o Agora Tem Especialistas demonstra o compromisso do governo federal com a expansão da assistência especializada no SUS e a saúde da população.

“O fortalecimento e a ampliação das vagas de residência médica são estratégicos para o SUS. Ao ampliar o número de médicos residentes no Brasil, estamos investindo diretamente na qualificação da força de trabalho em saúde e garantindo que mais profissionais estejam preparados para atuar onde a população mais precisa”, enfatizou o secretário Felipe Proenço.

Mais Médicos Especialistas: serão mais 900 vagas para atuação no SUS com foco nos vazios assistenciais

Outra novidade é o lançamento do edital do Mais Médicos Especialistas para reforçar o atendimento no SUS. A iniciativa prevê a seleção de 900 médicos especialistas, distribuídos em 16 especialidades prioritárias, como anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica. O foco de atuação desses profissionais é em regiões remotas, de alta demanda e maior vulnerabilidade social.

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Atualmente são 583 médicos especialistas atuando no programa em todas as regiões do país e, com o novo edital, a expectativa é chegar a 1.500 profissionais. A maior parte deles atuam no interior (48,7%) e nas regiões metropolitanas (34%).

A iniciativa inédita foi lançada em 2025 como parte do programa Agora Tem Especialistas, voltado à expansão da oferta e redução do tempo de espera por exames, cirurgias e consultas. Integrado às ações do Ministério da Saúde para enfrentar a escassez e a má distribuição de especialistas no país, o programa articula formação em serviço e provimento assistencial, ampliando a oferta de consultas, exames e procedimentos de média e alta complexidade.

O Mais Médicos Especialistas também permite o ingresso imediato de médicos egressos da residência médica no SUS, acelerando a fixação de especialistas e garantindo atendimento qualificado à população.

As iniciativas do Ministério da Saúde voltada a formação e provimento de médicos no país fortalecem a formação de novos especialistas e promovem uma distribuição mais equitativa desses profissionais em todas as regiões do país. Isso é fundamental, considerando o déficit histórico de especialistas na Atenção Especializada no Brasil.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta terça-feira (9), do anúncio de R$ 60 milhões, o maior investimento já realizado no Brasil voltado à geração de conhecimento científico, tecnologias e soluções inovadoras relacionadas à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual.

Os recursos estão previstos em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de soluções inovadoras e a criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana. O objetivo é que os projetos sejam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aperfeiçoamento dos diagnósticos e tratamentos e para o fortalecimento da atenção à saúde das mulheres.

“Esse é um tema muito importante, que afeta pelo menos 8 milhões de mulheres no nosso país, especialmente adolescentes. É fundamental que ele tenha sido contemplado em um edital específico com esse volume de recursos. Temos o compromisso de construir uma política pública robusta no SUS para enfrentar essa questão da forma como ela precisa ser enfrentada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que “quando uma menina falta à escola por causa da dor ou uma mulher leva anos para receber um diagnóstico, estamos diante de um problema de saúde pública que exige uma resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”.

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou do anúncio no MCTI e chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.

A chamada pública será aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social. As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.

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Outros R$ 10 milhões serão aplicados pelo Instituto Alana e destinados à criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nesses temas, formada a partir dos projetos selecionados, que contarão com uma infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.

Tratamento no SUS

O ministro Alexandre Padilha destacou que o primeiro protocolo clínico do SUS para o tratamento da endometriose foi instituído no ano passado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, alinhando diretrizes assistenciais e financiamento.

“Foi criada a primeira tabela específica para estimular esse cuidado integrado, remunerando um conjunto de ações que envolve consulta, diagnóstico e tratamento. Isso é muito importante porque, quando o Ministério da Saúde induz uma política para o SUS, o SUS responde. Alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas, diagnosticadas e que iniciaram tratamento para endometriose. Mas isso ainda é pouco diante da dimensão do problema”, afirmou o ministro.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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