Saúde

Inca estima 781 mil novos casos de câncer por ano, e Ministério da Saúde amplia o cuidado oncológico

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O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Quando excluídos os tumores de pele não melanoma, a estimativa é de aproximadamente 518 mil casos anuais. Os dados são da publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) nesta quarta-feira (04), Dia Mundial do Câncer. As projeções refletem o avanço da doença como uma das principais causas de adoecimento e morte no país, associado, entre outros fatores, ao envelhecimento.

Os dados divulgados mostram a dimensão do desafio que o país tem pela frente. Diante desse cenário, o Governo Federal lançou, em 2025, o programa Agora Tem Especialistas, colocando a oncologia no centro das políticas públicas de saúde, fortalecendo a prevenção, ampliando o diagnóstico precoce e garantindo tratamento no tempo oportuno pelo SUS.

“Quando lançamos o Agora Tem Especialistas, fizemos questão de criar um eixo específico para o câncer, porque ele já é uma prioridade absoluta do SUS. O desafio que assumimos é estruturar a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do mundo. O programa não se resume à expansão de serviços, mas à qualificação do cuidado, com coordenação nacional e o papel estratégico do INCA. Cada vitória de um paciente é uma vitória coletiva nossa contra o câncer”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O levantamento do INCA aponta que, entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral, respectivamente. Entre as mulheres, em ordem de incidência, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide. O câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente em ambos os sexos, sendo apresentado separadamente em razão de sua alta incidência e baixa letalidade.

A publicação destaca ainda cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce, como o do colo do útero e o colorretal, que seguem entre os mais incidentes no País.

Avanços na prevenção, no diagnóstico e no tratamento em todo o país

O Ministério da Saúde ampliou o acesso à mamografia no SUS, permitindo que mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas, possam realizar o exame na rede pública. Antes, a oferta era recomendada para mulheres entre 50 e 69 anos. A idade limite também foi ampliada de 69 para 74 anos. A medida fortalece a detecção precoce e aumenta as chances de cura.

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Somente com mamografias bilaterais de rastreamento, o SUS realizou cerca de 3 milhões de exames em 2025. Dados da Pesquisa Vigitel/MS 2025 mostram que 92% das mulheres afirmam ter realizado mamografia na faixa etária entre 50 e 69 anos, resultado associado à ampliação do acesso ao exame no SUS.

Além disso, em 2025, 33 carretas de atenção à saúde da mulher, focadas na prevenção do câncer de mama e do colo do útero, percorreram municípios de todo o país, promovendo a equidade

no acesso. As unidades móveis do programa Agora Tem Especialistas ofertam consultas e exames como mamografia, ultrassonografia pélvica e transvaginal, além de biópsias para o diagnóstico precoce dessas doenças.

“A saúde da mulher precisa ser prioridade absoluta no SUS. Começamos pelo câncer de mama porque é o tipo de câncer que mais mata mulheres no nosso país e porque elas são a maioria das pessoas que utilizam o SUS. O enfrentamento do câncer do colo do útero passa pela ampliação da vacinação contra o HPV, pelo diagnóstico e pelo acesso ao tratamento no tempo adequado”, destacou o ministro Padilha.

Para ampliar o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero no SUS, o programa implementou o teste molecular DNA-HPV, tecnologia nacional que integra o novo rastreamento organizado da doença na rede pública. Inicialmente ofertado em 12 estados, o exame identifica a presença do vírus antes do surgimento de lesões, inclusive em mulheres assintomáticas, ampliando as chances de cura e reduzindo o tempo de espera por atendimento especializado.

A vacinação contra o HPV também é fundamental para a prevenção de diferentes tipos de câncer e está disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de PrEP e crianças com papilomatose respiratória recorrente. Dados preliminares de 2025 apontam que a cobertura vacinal no país alcançou 85% entre meninas e 73% entre meninos nessa faixa etária. Oito estados já alcançaram coberturas superiores a 90%, meta acordada junto à OMS para ser atingida até 2030, no âmbito da Iniciativa de Eliminação do Câncer do Colo do Útero.

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Mais tratamento, mais acesso

Outro avanço importante foi a incorporação de um medicamento inédito para o tratamento do câncer de mama do tipo HER2 positivo. A terapia pode reduzir em até 50% a mortalidade e contou com investimento de R$ 159,3 milhões, com custo cerca de 50% menor que o praticado no mercado, garantindo o atendimento integral da demanda pelo SUS.

Na quimioterapia, o sistema público alcançou um recorde histórico em 2025, com a realização de quase 7 milhões de procedimentos até novembro, ampliando o acesso ao tratamento oncológico em todo o território nacional. O dado representa um crescimento de aproximadamente 80% em relação a todo o ano de 2022, quando foram realizados 3,9 milhões de procedimentos.

Em 2025, entraram em funcionamento 24 novos aceleradores lineares, incluindo o primeiro equipamento no estado do Amapá. Cada aparelho tem capacidade para atender pelo menos 600 pacientes por ano. Para 2026, está prevista a aquisição de mais 131 equipamentos, com o objetivo de garantir o tratamento do câncer no tempo oportuno.

Com a criação de uma nova portaria de radioterapia em 2025, o Ministério da Saúde inovou a forma de financiamento dos serviços: quanto mais pacientes atendidos, mais recursos são repassados. Além disso, para garantir o tratamento do câncer longe de casa, o Ministério da Saúde criou um auxílio exclusivo para custear transporte, alimentação e hospedagem de pacientes que precisam realizar radioterapia.

Viva Mais Brasil

Combater o câncer também é promover saúde. No início deste ano, o Governo Federal lançou a Estratégia Viva Mais Brasil, com investimento de R$ 340 milhões, estruturada em dez compromissos voltados ao fortalecimento da promoção da saúde no país. A iniciativa reúne ações diretamente relacionadas à prevenção do câncer, como o estímulo à atividade física, à alimentação saudável, à redução do tabagismo e do consumo de álcool, à ampliação da vacinação e ao enfrentamento das doenças crônicas. A Academia da Saúde é um dos destaques da estratégia e receberá mais R$ 40 milhões ainda em 2026.

Julianna Valença
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Em Goiás, Lula e Padilha inauguram Hospital Universitário de Catalão e visitam unidade referência em cirurgias robóticas em Rio Verde

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Leonardo Barchini, estiveram em Goiás, nesta terça-feira (2), para a inauguração do Hospital Universitário de Catalão (HUUFCAT). A unidade, que antes funcionava como hospital regional, passa a integrar a rede federal de hospitais universitários, com foco em assistência, ensino, pesquisa e extensão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A agenda no estado também incluiu visitação ao Hospital Municipal Universitário de Rio Verde (HMU), unidade 100% SUS, que realizou, em janeiro deste ano, a primeira cirurgia robótica da região Centro-Oeste.

“Não tem nenhum país no mundo que tem um sistema público tão completo como o nosso. Toda mulher e todo homem, independente do berço em que nasceu, da religião, da cor, do time de futebol, quando tiver doente, vai ter o mesmo tratamento do presidente da república. O que nós queremos é tratar o povo com respeito, e a educação e a saúde são duas áreas que nós não abrimos mão neste país”, ressaltou o presidente Lula.

Para garantir o funcionamento do novo modelo, o Ministério da Saúde recompôs o teto de Média e Alta Complexidade (MAC) da gestão estadual, com investimento anual de R$ 61,2 milhões destinado à abertura, estruturação e pleno funcionamento do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão. Além disso, a pasta destinou R$ 27 milhões para a aquisição de equipamentos médico-hospitalares, contemplando a estruturação da Central de Material e Esterilização (CME), a compra de tomógrafo e aparelho de raio-X, além de camas hospitalares elétricas e aparelhos para o centro cirúrgico e as Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

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“Aquilo que era apenas um prédio se transforma, hoje, em atendimento, internações e cuidado à saúde. Esse hospital passa a funcionar porque o Governo do Brasil assume a gestão, garante a contratação de profissionais, os insumos e os recursos necessários para os atendimentos. A partir das próximas semanas, a unidade começa a receber pacientes e ampliar, de forma gradual, a assistência à população do interior de Goiás”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

Vinculado à Universidade Federal de Catalão, o HU-UFCAT aumenta a oferta de serviços de saúde na região Centro-Sudeste de Goiás, com atendimento nas áreas clínica, cirúrgica e materno-infantil. O prédio, originalmente projetado para funcionar como hospital regional, foi adaptado para se tornar um hospital universitário, com a implantação consolidada entre 2024 e 2026. O local está já está equipado, e terá os serviços implantados gradualmente em quatro fases. A estrutura contará com:

• 166 leitos de internação, incluindo 30 leitos de UTI adulto e 25 leitos de cuidados intensivos neonatais;
• 40 leitos de observação e recuperação pós-anestésica.
• 22 consultórios ambulatoriais;
• seis salas cirúrgicas;
• três salas de endoscopia;
• duas salas obstétricas;
• parque de diagnóstico por imagem com ressonância magnética, tomógrafo, raio-X, mamógrafo e ultrassom;
• serviços de cardiologia, incluindo eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, MAPA e teste ergométrico.

Alta tecnologia no Hospital Municipal Universitário de Rio Verde

O presidente Lula e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Goiás, também visitaram o Hospital Municipal Universitário (HMU) de Rio Verde, unidade 100% SUS que realizou a primeira cirurgia robótica da região Centro-Oeste, em janeiro deste ano. A tecnologia permite maior precisão dos movimentos cirúrgicos por meio de braços articulados e visão tridimensional em alta definição, contribuindo para procedimentos menos invasivos, recuperação mais rápida dos pacientes e redução do tempo de internação.

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O Hospital Municipal Universitário de Rio Verde é referência em inovação tecnológica e assistência especializada. Atualmente, atende 700 mil habitantes de 28 municípios, sendo o maior hospital da região.  Integrado à Universidade de Rio Verde (UniRV), o local reúne assistência, ensino, pesquisa clínica e inovação tecnológica em saúde, com programas de residência médica e multiprofissional. A estrutura conta com oito salas cirúrgicas modernas, sistema robótico Da Vinci X, hemodinâmica integrada, tomografia computadorizada, ressonância magnética e outros serviços de alta complexidade.

 Em 2026, o Ministério da Saúde destinou um incremento de R$ 24 milhões anual no Teto MAC direcionado ao HMU. O reforço no financiamento integra uma trajetória de ampliação dos investimentos federais na saúde de Rio Verde. Entre 2022 e 2026, os repasses do Teto MAC para o município cresceram 248%, passando de R$ 38,2 milhões para R$ 133,2 milhões por ano. O aumento fortalece a rede de saúde local, amplia a capacidade de atendimento e garante maior acesso da população a serviços especializados sem necessidade de deslocamentos para outros centros.

Foto: Walterson Rocha/MS
Foto: Walterson Rocha/MS

Regulamentação da profissão de sanitaristas

Ainda em Rio Verde, o ministro da Saúde entregou carteiras profissionais a sanitaristas. A profissão foi regulamentada no último dia 7 de abril e representa um avanço estratégico para o fortalecimento do SUS, ao ampliar e consolidar políticas públicas de saúde, como vigilância epidemiológica, planejamento em saúde e gestão de serviços.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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