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Brasil deve ampliar produção de etanol em 2026 com alta da cana e avanço das usinas de milho

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Produção de etanol deve crescer com nova safra e maior participação do milho

O Brasil, segundo maior produtor mundial de etanol, deve registrar um aumento significativo na produção do biocombustível em 2026, impulsionado pela expansão das usinas de etanol de milho e pela recuperação da safra de cana-de-açúcar.

A projeção foi apresentada por analistas e traders de commodities durante um painel da Conferência do Açúcar de Dubai, que destacou o otimismo do setor diante de um cenário de preços firmes e novas capacidades produtivas.

Usinas priorizam etanol diante da queda no preço do açúcar

Com o açúcar bruto sendo negociado nas menores cotações dos últimos cinco anos, as usinas flex – que podem direcionar a cana para a produção de açúcar ou etanol – tendem a priorizar o combustível renovável nesta safra.

“Há um incentivo claro para as usinas iniciarem a nova safra focadas no etanol”, afirmou Guilherme Nastari, diretor da consultoria Datagro.

Segundo ele, os preços atuais favorecem o biocombustível: o etanol anidro está equivalente a 19,73 centavos por libra-peso, e o etanol hidratado, a 17,96 centavos/libra-peso, enquanto o açúcar bruto encerrou a terça-feira a 14,63 centavos/libra-peso na bolsa de Nova York.

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Mix produtivo mais favorável ao etanol

A nova safra de cana-de-açúcar brasileira deve começar em março, e a paridade de preços entre o açúcar e o etanol neste início de ciclo é amplamente favorável ao biocombustível, segundo Jeremy Austin, diretor-geral da Sucden no Brasil.

A consultoria CovrigAnalytics projeta que as usinas manterão maior foco no etanol até pelo menos meados de junho, antes de reavaliar o mix de produção conforme o mercado evoluir.

Expansão das usinas de milho deve impulsionar recorde histórico

A produção de etanol de milho deve ganhar protagonismo nos próximos meses. O Rabobank estima que 3 bilhões de litros adicionais de capacidade produtiva entrem em operação até 2026, reforçando a oferta nacional.

De acordo com projeções da StoneX, o Brasil deve alcançar uma produção recorde de 36,5 bilhões de litros no ciclo 2026/2027 (abril a março), representando um crescimento de 7,9% sobre o período anterior.

Desse total, o etanol de cana deve subir 4,4%, enquanto o de milho tende a crescer 17%.

Aumento da produção pode ampliar exportações brasileiras

Com o forte crescimento previsto, especialistas alertam que a oferta interna pode ultrapassar a demanda nacional, abrindo espaço para novos fluxos de exportação.

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Segundo Ricardo Carvalho, diretor comercial da BP Bioenergy, a empresa, que opera 11 usinas no Brasil, deve ajustar o mix de produção ao longo do ano conforme as condições de mercado.

A CovrigAnalytics também prevê que a produção extra de etanol poderá gerar excedentes destinados ao mercado externo, fortalecendo o papel do Brasil como exportador global de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão: negócios com pluma enfraquecem no Brasil e preços domésticos recuam, aponta Safras

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O mercado brasileiro de algodão apresentou enfraquecimento na comercialização da pluma ao longo da semana, com redução da liquidez no mercado físico e queda nos preços domésticos, segundo análise da Safras & Mercado. O movimento ocorreu mesmo com o bom desempenho das exportações e avanço da colheita da safra 2025/26.

Preços da pluma recuam no mercado físico

Em Rondonópolis (MT), referência importante para o algodão brasileiro, a pluma foi negociada na quinta-feira (25) a R$ 129,06 por arroba, equivalente a cerca de R$ 3,90 por libra-peso. O valor representa queda em relação à semana anterior, quando o produto era cotado a R$ 131,14 por arroba (ou R$ 3,97 por libra-peso).

No mercado CIF São Paulo, o algodão girou em torno de R$ 4,09 por libra-peso. Há uma semana, o patamar era de aproximadamente R$ 4,14 por libra-peso, sem ICMS, o que indica recuo de 1,21% no período.

O cenário reforça o descolamento entre os preços domésticos e os referenciais internacionais, em um ambiente de menor ritmo de negócios no físico.

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Exportações de algodão crescem 57% em junho

Apesar da pressão no mercado interno, as exportações brasileiras seguem em forte ritmo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que o país exportou 146,845 mil toneladas de algodão em junho (14 dias úteis), com média diária de 10,488 mil toneladas.

A receita com vendas externas somou US$ 235,706 milhões, com média diária de US$ 16,839 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento expressivo de 57,9% no volume diário exportado e alta de 57,6% na receita diária, indicando fortalecimento da demanda internacional pela pluma brasileira.

Colheita da safra 2025/26 avança no Brasil

No campo, a colheita da safra 2025/26 de algodão atingiu 2,8% da área dos sete principais estados produtores, que concentram cerca de 98% da produção nacional, segundo dados da Conab.

O percentual representa avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 1,7%. No mesmo período do ano passado, a colheita estava mais adiantada, em 4%, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 2,5%.

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O ritmo atual indica um início de safra próximo do comportamento histórico, ainda sob influência das condições climáticas regionais e da janela de colheita nas principais áreas produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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