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Mercado de suínos inicia 2026 com forte recuo nos preços

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A desaceleração das demandas interna e externa foi o principal fator de pressão sobre os preços, marcando o início de 2026 com um cenário menos favorável ao produtor.

Exportações recuam, mas janeiro registra volume recorde para o mês

O setor exportador de carne suína teve um início de ano ambíguo, com queda nas exportações em relação a dezembro, mas recorde histórico para o mês de janeiro.

De acordo com o Cepea, apesar da retração mensal, o volume embarcado foi o maior já registrado para o período, sinalizando que a demanda externa ainda se mantém firme, mesmo com ajustes pontuais no comércio internacional.

Custo de produção pressiona margens e relação de troca piora

A desvalorização acentuada do suíno vivo deteriorou a relação de troca com os principais insumos da atividade, especialmente milho e farelo de soja.

Segundo o Cepea, janeiro completou o quarto mês consecutivo de queda nesse indicador, refletindo maior desequilíbrio entre o preço recebido pelo produtor e os custos de alimentação do rebanho — os mais representativos da suinocultura.

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Competitividade da carne suína aumenta frente à bovina e ao frango

O recuo nos preços da carcaça suína especial, aliado à ligeira valorização da carne bovina, ampliou a competitividade da carne suína no mercado doméstico no início de 2026.

Em relação ao frango, a maior desvalorização da carne suína também contribuiu para tornar o produto mais atrativo ao consumidor, reforçando a posição competitiva da proteína suinícola no setor de carnes.

Panorama geral do setor

O Boletim do Suíno de janeiro, divulgado pelo Cepea/Esalq–USP, apresenta uma análise completa sobre o desempenho do mercado de suínos, preços, exportações, custos de produção e concorrência entre proteínas.

Boletim do Suíno

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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