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Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 2026, aponta pesquisa Focus

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Inflação deve encerrar 2026 abaixo da projeção anterior

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central do Brasil, por meio da pesquisa Boletim Focus, reduziram a projeção para a inflação de 2026.

A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,97% para 3,95%, ligeiramente abaixo da semana anterior. A meta de inflação para o período, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Preços administrados apresentam leve alta

Enquanto a projeção para o IPCA recuou, a estimativa de aumento nos preços administrados — que incluem tarifas de energia, combustíveis e transportes públicos — subiu de 3,69% para 3,76%.

Já a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), referência para reajustes de aluguéis e contratos, foi ajustada para baixo, passando de 3,90% para 3,86%.

Expectativas para 2027 seguem estáveis

Para 2027, as projeções de inflação permanecem praticamente inalteradas. O mercado mantém o IPCA em 3,80%, também acima da meta de 3,00% definida para o período.

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A inflação dos preços administrados ficou estável em 3,71%, enquanto o IGP-M apresentou leve alta, passando de 3,99% para 4,00%.

Crescimento do PIB deve ser moderado

A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 foi mantida em 1,80%, mesmo percentual projetado para 2027.

O próprio Banco Central prevê um crescimento um pouco mais robusto: segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) de dezembro, a economia nacional deve expandir 2,3% em 2026.

Mercado prevê queda nos juros até o fim do ano

A taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15,00% ao ano, deve encerrar 2026 em 12,25%, conforme estimativas da pesquisa Focus. Isso representa uma redução de 2,75 pontos percentuais ao longo do período.

Para 2027, o mercado mantém a projeção de nova queda, com a Selic chegando a 10,50%.

Câmbio deve se manter estável em 2026

As expectativas para a taxa de câmbio continuam sem alterações. O mercado prevê o dólar cotado a R$ 5,50 tanto no final de 2026 quanto de 2027, sem variações nas últimas quatro semanas.

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Cenário reflete cautela e estabilidade

Os resultados da pesquisa indicam um cenário de relativa estabilidade nas expectativas econômicas, com inflação controlada, juros em trajetória de queda e câmbio estável.

Apesar disso, o mercado ainda projeta crescimento econômico moderado, refletindo o impacto do aperto monetário prolongado e das incertezas no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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No BRICS, o Governo do Brasil apresenta pesca e aquicultura como fundamental para a segurança alimentar e nutricional

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O Ministério da Pesca e Aquicultura participou da 16ª Reunião de Ministros da Agricultura do BRICS, realizada nos dias 12 e 13 de junho de 2026, em Indore, Madhya Pradesh, Índia.  O evento teve como tema “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”. Nele foi adotado, por consenso, a Declaração Conjunta da 16ª Reunião dos Ministros da Agricultura do BRICS.  

A presidência indiana, que lidera os BRICS neste ano, apresentou uma agenda centrada no fortalecimento da segurança alimentar e nutricional global. O objetivo é focar na construção de parcerias voltadas à inovação para o desenvolvimento agrícola sustentável, inclusivo e resiliente à mudança do clima, com especial atenção à agricultura familiar.   

Pesca e Aquicultura  

Na Declaração Conjunta, os ministros da Agricultura do BRICS reconheceram o papel fundamental da pesca e da aquicultura para a segurança alimentar, nutricional, para a manutenção da renda e dos empregos de milhões de pessoas. Além do MPA, o documento foi assinado pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil (MDA).  

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Com isso, o Governo Federal se compromete com o avanço das ações coordenadas para promover a inclusão social e os meios de subsistência dos pescadores e aquicultores, aumentar a produtividade e expandir o comércio justo de alimentos e bioinsumos aquáticos e conservar os ecossistemas, para assegurar a sustentabilidade a longo prazo da pesca e da aquicultura. Também incentivam investimentos em pesca bem gerida, à expansão e intensificação da aquicultura. 

De maneira particular, o Governo Federal reitera o compromisso em apoiar a pesca artesanal e a aquicultura de pequena escala. Desta forma, amplia oportunidades de emprego, de renda e de segurança alimentar. Além disso, incentivaram ações que conservem a pesca artesanal como patrimônio cultural dos BRICS.   

Os Ministros da Agricultura dos BRICS ainda concordaram em aprofundar a cooperação no Diálogo do BRICS sobre Pesca e da Aquicultura, estabelecida em 2025, sob a presidência brasileira do BRICS.  

Os onze países membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã) respondem conjuntamente por mais de 60% da produção global de pescado. Isso representa cerca de 25% da pesca de captura e 75% da aquicultura mundiais. Também respondem por mais de 85% da produção global de algas. 

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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