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Preços de Frango e Ovos se Mantêm Estáveis Mesmo com Retração Mensal e Recuperação Parcial

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Os preços da carne de frango e dos ovos no Brasil apresentam comportamento distinto, mas ambos refletem as condições atuais de oferta e demanda, além do cenário econômico apontado pelo Banco Central.

Frango: Preço médio mensal atinge menor nível desde agosto de 2023

Segundo dados do Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o valor médio do frango congelado negociado no atacado da Grande São Paulo até 18 de fevereiro ficou em R$ 7,00/kg, o menor patamar em termos reais desde agosto de 2023, quando foi registrado R$ 6,91/kg (valores deflacionados pelo IPCA).

Apesar da estabilidade observada durante a terceira semana de fevereiro, a sequência de quedas nos preços nos últimos três meses mantém agentes do setor cautelosos. Especialistas apontam que a recuperação dos preços deve ocorrer apenas no início de março, impulsionada por um possível aquecimento da demanda, enquanto a liquidez moderada na segunda quinzena ainda limita avanços mais expressivos.

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Ovos: Mercado inicia recuperação após cinco meses de queda

O mercado de ovos apresenta sinais de reação, interrompendo cinco meses consecutivos de queda. Em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea, a média parcial de fevereiro até 18 do mês registra alta superior a 40% em relação a janeiro.

O equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado o aumento das cotações, mesmo na segunda quinzena, período em que as vendas normalmente desaceleram. Contudo, os preços ainda permanecem abaixo dos níveis do mesmo período de 2025, acumulando retração real superior a 30% em diversas regiões.

O setor volta atenção para a Quaresma, que começou em 18 de fevereiro e tende a elevar gradualmente a procura por ovos, considerando a tradição religiosa que prioriza o consumo de proteínas alternativas à carne ao longo dos 40 dias.

Cenário econômico e inflação de alimentos no Brasil

O comportamento dos preços de frango e ovos ocorre em um contexto de inflação moderada. Dados recentes indicam que o IPCA subiu 4,44% em janeiro de 2026 na comparação anual, com aumento em diversos grupos de consumo, incluindo alimentos e bebidas, embora o ritmo tenha sido mais contido.

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O Banco Central do Brasil (BCB) mantém atenção às variações de preços, principalmente de alimentos, dado o impacto direto sobre a inflação geral e o poder de compra das famílias. O Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo BCB, reúne expectativas de instituições financeiras sobre inflação, crescimento econômico e juros, servindo como referência para decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Especialistas destacam que a firmeza na demanda por proteínas, aliada ao monitoramento da política monetária, deve continuar influenciando a dinâmica de preços no setor agropecuário nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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