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Exportação de Açúcar do Brasil Atinge 1,57 Milhão de Toneladas com Line-Up Atualizado

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O mercado brasileiro de açúcar se mantém movimentado nos portos, com o line-up de embarques indicando 1,576 milhão de toneladas programadas, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil, referente à semana encerrada em 18 de fevereiro. O número representa ligeira redução em relação à semana anterior, quando estavam agendadas 1,830 milhão de toneladas em 46 navios.

Distribuição dos Embarques por Porto

O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte da carga, com 914.928 toneladas programadas. Outros portos com volumes significativos incluem:

  • São Sebastião (SP): 292.300 toneladas
  • Paranaguá (PR): 229.358 toneladas
  • Maceió (AL): 116.399 toneladas
  • Suape (PE): 17.000 toneladas
  • Recife (PE): 7.000 toneladas

O levantamento considera navios já ancorados, em largo aguardando atracação e com previsão de chegada até 1º de maio.

Tipos de Açúcar Programados para Embarque

Entre os produtos, o destaque fica para a variedade VHP, com 1.497.985 toneladas. Outros tipos programados incluem:

  • Cristal B150: 5.000 toneladas
  • TBC: 50.000 toneladas
  • VHP em sacas: equivalente a 17.000 toneladas
  • Refinado A45: 7.000 toneladas
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A diversidade do line-up reflete a capacidade de atender diferentes mercados e contratos internacionais.

Exportações de Açúcar em Fevereiro

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em fevereiro o Brasil exportou 1.313.847 toneladas de açúcar, gerando US$ 486,283 milhões em receita, com preço médio de US$ 370,1 por tonelada.

  • Receita diária média: US$ 48,624 milhões
  • Volume médio diário: 131,384 mil toneladas
  • Em comparação com fevereiro de 2025:
  • Receita diária média: alta de 11,5% (ante US$ 43,607 milhões)
  • Volume diário exportado: aumento de 44% (ante 91,257 mil toneladas)
  • Preço médio por tonelada: queda de 22,6% (ante US$ 477,8)

O crescimento do volume e da receita diária reflete demanda externa aquecida, mesmo diante da redução do preço médio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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