Agro News

Colheita da soja avança e impulsiona plantio da safrinha de milho no Centro-Sul

Publicado

A colheita da safra 2025/26 de soja e o plantio da safrinha de milho seguem em ritmos diferentes no Brasil, de acordo com levantamento da AgRural. Enquanto a soja ainda apresenta o menor índice de avanço para o período desde 2020/21, o milho segunda safra começa a ganhar tração, principalmente nas áreas de Mato Grosso, impulsionado pela melhora nas condições climáticas.

Colheita da soja avança, mas segue abaixo da média histórica

Até a quinta-feira (19), a colheita da soja havia alcançado 30% da área cultivada no país, frente a 21% na semana anterior e 39% no mesmo período do ano passado. Apesar do bom progresso, o desempenho ainda é o mais baixo desde a safra 2020/21.

Segundo a AgRural, o avanço foi favorecido pelo tempo mais firme no Centro-Oeste, que permitiu maior ritmo de trabalho nas lavouras. No entanto, fatores como o plantio tardio, o alongamento do ciclo da cultura e a ocorrência de chuvas em áreas de colheita continuam limitando a evolução das operações em diversas regiões.

Leia mais:  Anec: soja, milho e farelo devem atingir 15 milhões de toneladas em setembro

No Rio Grande do Sul, as chuvas registradas na última semana beneficiaram parte das lavouras, mas a distribuição irregular ainda mantém áreas com baixa umidade no solo. Com grande parte das plantações ainda na fase de enchimento de grãos, a safra gaúcha segue sob risco de quebra de produtividade, dependendo do retorno mais consistente das precipitações.

Plantio da safrinha de milho alcança metade da área no Centro-Sul

O plantio da safrinha de milho 2026 chegou a 50% da área estimada no Centro-Sul do país até o dia 19 de fevereiro, um avanço significativo em relação aos 31% registrados na semana anterior, conforme dados da AgRural. Apesar do ritmo mais forte, o índice segue abaixo dos 64% observados no mesmo período do ciclo passado.

Grande parte desse impulso veio de Mato Grosso, onde as chuvas mais espaçadas nas últimas semanas permitiram a retomada do plantio em ritmo acelerado. Com isso, os produtores buscam aproveitar a janela ideal para o cultivo, garantindo maior segurança produtiva para o milho segunda safra.

Leia mais:  Agronegócio criou 35.754 novos empregos formais em janeiro
Colheita do milho verão também avança no Centro-Sul

Enquanto o plantio da safrinha ganha força, a colheita do milho verão 2025/26 avança gradualmente no Centro-Sul. Até a última quinta-feira (19), 28% da área havia sido colhida, ante 22% na semana anterior e 37% no mesmo período do ano passado.

Além dos três estados do Sul, São Paulo e Minas Gerais também iniciaram a colheita, refletindo o avanço da safra de verão. A expectativa é de que o ritmo se intensifique nas próximas semanas, conforme as condições climáticas se mantenham favoráveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Compra de sementes de soja desacelera no Brasil diante de custos elevados, crédito restrito e incertezas para a safra 2026/27

Publicado

O mercado brasileiro de sementes de soja atravessa um momento de cautela e menor ritmo de comercialização para a safra 2026/27. Em meio ao aumento dos custos de produção, restrições no crédito rural e incertezas geopolíticas, produtores têm adiado as decisões de compra, pressionando a indústria sementeira e ampliando a preocupação do setor.

Responsável por movimentar mais de R$ 30 bilhões por ano no Brasil, o segmento de sementes de soja vive um cenário marcado por prudência nas negociações e dificuldade para projetar o próximo ciclo agrícola.

Durante o Encontro Nacional dos Produtores de Sementes de Soja (Enssoja), realizado nesta semana em Foz do Iguaçu (PR), representantes da cadeia produtiva destacaram que a combinação entre margens mais apertadas e alta dos custos de insumos tem provocado atraso na comercialização.

Guerra no Oriente Médio eleva preocupação com custos

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), André Schwening, o cenário internacional tem aumentado a insegurança do produtor rural, especialmente diante dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os fertilizantes e outros insumos agrícolas.

De acordo com o dirigente, o ambiente de incerteza geopolítica acaba reduzindo o ritmo das negociações e levando o agricultor a postergar investimentos para a próxima safra.

Apesar disso, Schwening avalia que ainda é cedo para projetar o desempenho definitivo da temporada 2026/27.

O executivo lembra que a safra passada foi marcada por condições climáticas extremamente favoráveis, tanto para a produção de grãos quanto para sementes, o que resultou em ampla oferta no mercado e pressionou o equilíbrio entre oferta e demanda.

A expectativa agora é de um cenário mais ajustado para o próximo ciclo.

Área de soja deve se manter estável no Brasil

Estimativas apresentadas pela Agroconsult durante o Enssoja indicam que a área cultivada com soja no Brasil deverá permanecer em aproximadamente 49 milhões de hectares na safra 2026/27.

Leia mais:  Pulverização agrícola eficiente: mitos, verdades e práticas que garantem melhor desempenho no campo

Embora o avanço territorial da cultura tenha desacelerado nos últimos anos, representantes do setor acreditam que ainda existe potencial de expansão, principalmente em áreas de pastagens.

No entanto, esse crescimento dependerá diretamente de fatores como rentabilidade do produtor, demanda internacional e estabilidade econômica global.

Clima reduz oferta de sementes e pressiona mercado

Além das dificuldades econômicas, o clima também tem impactado a disponibilidade de sementes para a próxima temporada.

Segundo a Abrass, o excesso de chuvas durante o período de colheita, especialmente no Cerrado brasileiro, afetou a qualidade das sementes produzidas e reduziu parte da oferta disponível no mercado.

O problema atinge tanto a indústria de sementes certificadas quanto a produção de sementes salvas, prática legal utilizada por muitos produtores rurais.

A avaliação do setor é de que a infraestrutura mais limitada para produção de sementes próprias torna esse segmento ainda mais vulnerável aos problemas climáticos registrados na última safra.

Crédito restrito desacelera comercialização

A restrição ao crédito rural aparece entre os principais fatores que explicam a lentidão nas negociações.

Na sementeira Ouro Verde, tradicional produtora de sementes em Minas Gerais, o ritmo de vendas está abaixo do observado em anos anteriores para o mesmo período.

Segundo o diretor-executivo da empresa, Guilherme Piva, o aumento expressivo nos preços dos fertilizantes e defensivos agrícolas ampliou a cautela do produtor quanto ao tamanho do investimento na próxima safra.

A empresa, que possui capacidade para processar cerca de 500 mil sacas de sementes de soja por ano, registrou redução de 30% no volume disponível para comercialização em comparação com a safra passada.

Leia mais:  Syngenta abre 25 vagas em Programa de Estágio para jovens no agronegócio
Inadimplência e recuperações judiciais mudam estratégia das empresas

O avanço da inadimplência no agronegócio e o aumento dos pedidos de recuperação judicial também têm levado as empresas do setor a reverem suas estratégias comerciais.

Na Triunfo Sementes, sediada em Formosa (GO) e responsável pela produção de cerca de 800 mil sacas anuais, a prioridade passou a ser preservação de caixa e vendas com menor risco financeiro.

Segundo o sócio-diretor da companhia, Rodrigo Felgar Aprá, a empresa decidiu reduzir sua exposição comercial após os impactos enfrentados na temporada anterior.

O empresário afirmou que os investimentos em expansão, que anteriormente representavam cerca de 5% do faturamento anual, foram totalmente suspensos em 2026.

Por outro lado, a companhia projeta crescimento entre 10% e 15% na adoção do tratamento industrial de sementes, tecnologia que vem ganhando espaço no campo por aumentar a proteção inicial das lavouras.

Apesar do ambiente mais cauteloso, a Triunfo avalia que aproximadamente 60% da produção já foi negociada para a próxima safra, percentual considerado dentro da normalidade para o período.

Mercado segue atento à rentabilidade da safra 2026/27

O setor de sementes de soja continuará monitorando fatores como preços internacionais, custos dos fertilizantes, disponibilidade de crédito e comportamento climático nos próximos meses.

A definição do tamanho dos investimentos dos produtores na safra 2026/27 deverá depender principalmente da evolução das margens de rentabilidade e da estabilidade econômica global, em um cenário ainda marcado por elevada volatilidade no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana