Agro News

Falha de colheitadeira pode gerar prejuízo de R$ 600 mil em um dia de safra

Publicado

Paralisação de máquinas representa grandes perdas financeiras

Uma falha mecânica em uma colheitadeira durante a safra pode gerar prejuízos significativos ao produtor. Segundo André Mario, gerente de vendas da Multibelt, em entrevista à Safras News, a interrupção afeta imediatamente o volume diário de produção.

Ele explica que uma plataforma Draper de 45 pés consegue colher cerca de 70 hectares por dia. Considerando uma produtividade média de 70 sacas por hectare, a paralisação de apenas um dia pode resultar em quase 5 mil sacas não colhidas, representando mais de R$ 600 mil em receita perdida.

Efeitos indiretos: qualidade e descontos comerciais

Além da receita não realizada, o atraso provoca impactos indiretos na qualidade do produto. Se houver chuva durante a paralisação, podem ocorrer debulha natural, aumento de impurezas e germinação do grão na vagem, resultando em descontos comerciais.

De acordo com Mario, apenas essas perdas relacionadas à qualidade podem chegar a R$ 50 mil por dia de parada, sem contar o que não foi colhido. A interrupção também compromete a “janela ideal” da operação agrícola, afetando toda a sequência do sistema produtivo.

Leia mais:  Cacau: quedas nas moagens e posições de fundos elevam cautela no mercado, aponta Hedgepoint
Custos operacionais aumentam com manutenção corretiva

Outro fator que contribui para o prejuízo é o aumento de custos operacionais. Paradas inesperadas exigem manutenção corretiva, que é mais cara por não ter sido planejada.

“A manutenção corretiva é a mais onerosa, porque ninguém previa parar naquele momento”, afirma Mario.

Manutenção preventiva e preditiva como solução

O executivo destaca a importância da manutenção preventiva, que segue um calendário regular e atua como um check-up, evitando que problemas se tornem paralisações inesperadas.

Ele também ressalta a manutenção preditiva, baseada em sensores e telemetria, presente em máquinas modernas. Esses sistemas identificam desvios de padrão e permitem ações corretivas antes que o problema ocorra, otimizando a operação e reduzindo riscos.

“O produtor não vai comprar uma máquina nova agora; ele vai cuidar melhor da que tem”, conclui Mario.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Manejo do pasto antes da seca é decisivo para garantir produtividade da pecuária até outubro

Publicado

Com a chegada da temporada de seca no Brasil, que deve se estender até meados de outubro, pecuaristas intensificam o planejamento para garantir oferta de forragem de qualidade ao rebanho durante o período de estiagem. O manejo antecipado das pastagens torna-se essencial para preservar a produtividade da pecuária de corte e leite, evitando perdas nutricionais e aumento dos custos com suplementação alimentar.

A fase de transição climática já reduz naturalmente o ritmo de crescimento do capim, exigindo ações rápidas por parte do produtor rural. Especialistas alertam que atrasar o manejo pode comprometer diretamente a capacidade produtiva das fazendas e reduzir o desempenho animal ao longo dos próximos meses.

Segundo Thaís Lopes, gerente de Marketing Regional da Linha Pastagem da Corteva Agriscience, o controle de plantas daninhas é um dos principais fatores para garantir eficiência no pasto durante a seca.

“As invasoras competem diretamente por água e nutrientes do solo, reduzindo o desenvolvimento das forrageiras justamente no momento em que elas precisam acumular massa foliar para sustentar o rebanho na estiagem”, explica.

De acordo com a especialista, o manejo adequado das áreas de pastagem permite ao produtor ampliar a produção de arrobas por hectare e preservar o potencial produtivo da propriedade mesmo em condições climáticas adversas.

Leia mais:  Açúcar oscila nas bolsas internacionais com influência do petróleo e da safra brasileira
Planejamento do pasto reduz impacto da estiagem na pecuária

Além do controle das invasoras, práticas de manejo estratégico, como divisão de áreas em piquetes e ajuste da lotação animal conforme a capacidade da forrageira, ajudam a melhorar o aproveitamento do capim.

A técnica permite que a planta tenha tempo adequado para recuperação e crescimento, favorecendo maior oferta de alimento ao rebanho durante o período seco.

“A pecuária exige planejamento contínuo. O manejo realizado agora impacta diretamente os resultados econômicos da seca. A falha no cuidado com o pasto hoje pode gerar prejuízos importantes no desempenho animal amanhã”, destaca Thaís Lopes.

Tecnologia no campo fortalece manejo das pastagens

Para ampliar a eficiência no controle de plantas daninhas, a Linha Pastagem da Corteva vem investindo em novas tecnologias voltadas ao manejo de invasoras de folhas largas.

Entre as inovações está a molécula Aminociclopiracloro (ACP), utilizada em soluções desenvolvidas para reduzir a matocompetição nas áreas de pastagem. A tecnologia atua no controle de plantas infestantes que competem por água, luz, nutrientes e espaço, fatores que comprometem diretamente o vigor das forrageiras.

Entre os produtos disponíveis estão os herbicidas Navius® e Juvix®.

O herbicida Navius® possui formulação granulada homogênea, sem odor e de fácil diluição. A solução combina os ingredientes ativos Aminociclopiracloro e Metsulfurom-metílico, com ação sistêmica absorvida rapidamente por folhas e raízes. O produto é indicado para o controle pós-emergente de plantas daninhas herbáceas, semi-arbustivas e arbustivas em pastagens já implantadas.

Leia mais:  Taxa de juros alta desafia crédito rural e ameaça plano safra 2025/26

Já o Juvix® é voltado ao controle de plantas de folhas largas de difícil manejo. O produto possui formulação líquida e aplicação localizada no toco da planta roçada, em cortes de até 10 centímetros do solo.

Segundo a Corteva, testes de campo apontaram ganho de até 40% de performance em determinadas plantas infestantes quando comparado aos tratamentos convencionais. A solução também proporciona maior rendimento operacional, reduzindo tempo e demanda de mão de obra nas aplicações.

Pastagem bem manejada garante sustentabilidade econômica da atividade

Especialistas reforçam que investir em manejo adequado, recuperação de áreas degradadas e uso de tecnologias no controle de invasoras é fundamental para aumentar a eficiência agronômica e fortalecer a sustentabilidade econômica da pecuária brasileira.

“O produtor que investe em boas práticas consegue transformar áreas de pastagem em ativos de alta produtividade, garantindo maior competitividade e estabilidade da atividade pecuária mesmo durante a seca”, finaliza Thaís Lopes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana