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Exportações de açúcar do Brasil somam 1,46 milhão de toneladas; volume embarcado cresce em fevereiro

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Movimento portuário indica ritmo firme de embarques

O line-up de exportação de açúcar do Brasil — que representa a lista de navios programados para embarque — mostra 1,46 milhão de toneladas do produto a serem enviadas ao exterior, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil.

Até o dia 25 de fevereiro, 40 embarcações aguardavam para carregar açúcar nos portos brasileiros, contra 43 navios na semana anterior, o que indica uma leve desaceleração no ritmo logístico, mas ainda em patamar elevado.

Na semana anterior, o volume total previsto era de 1,576 milhão de toneladas, demonstrando estabilidade nas operações de exportação, mesmo com variações pontuais nos portos.

Porto de Santos concentra maior volume de açúcar

O Porto de Santos (SP) segue como o principal ponto de embarque, responsável por mais de 833 mil toneladas do total previsto. Em seguida, aparecem:

  • Paranaguá (PR): 241,3 mil toneladas;
  • São Sebastião (SP): 222,6 mil toneladas;
  • Maceió (AL): 156,8 mil toneladas;
  • Recife (PE): 7 mil toneladas.
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Esses números confirmam a força dos portos do Sudeste e do Sul nas exportações de açúcar, impulsionadas pela boa disponibilidade do produto e pela demanda internacional firme, mesmo diante da recente queda nas cotações globais.

Variedades exportadas refletem predominância do açúcar VHP

De acordo com o relatório, a maior parte da carga a ser exportada é composta pelo tipo VHP (Very High Polarization), totalizando 1,38 milhão de toneladas. Também estão previstas exportações menores das variedades Cristal B150 e TBC, com 5 mil toneladas cada.

O levantamento aponta ainda 17 mil toneladas de VHP ensacado e 7 mil toneladas de açúcar refinado tipo A45.

As informações da Williams Brasil consideram tanto os navios já atracados quanto aqueles fundeados ou com previsão de chegada até 13 de maio, o que indica continuidade do ritmo de exportações no início da entressafra.

Exportações brasileiras ultrapassam 1,8 milhão de toneladas em fevereiro

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil já embarcou 1,8 milhão de toneladas de açúcar e melaços até fevereiro, com receita acumulada de US$ 667,39 milhões.

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A média diária de exportações atingiu 138,5 mil toneladas, enquanto a receita média diária foi de US$ 51,33 milhões — um crescimento de 17,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do avanço em volume, o preço médio de exportação caiu 22,4%, passando de US$ 477,8 para US$ 370,6 por tonelada, refletindo o cenário de preços internacionais mais baixos, influenciado pela recuperação da produção asiática e pelos ajustes nos contratos futuros em Nova York e Londres.

Cenário reforça competitividade do açúcar brasileiro

O aumento das exportações e o forte movimento portuário reforçam a competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional, especialmente diante da desvalorização cambial e da estabilidade na produção das usinas do Centro-Sul.

Mesmo com preços internacionais mais baixos, o Brasil segue ampliando sua participação global, sustentado por sua capacidade logística e pela variedade de produtos ofertados, do VHP ao açúcar refinado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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