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Soja e Milho Fecham Fevereiro em Queda no Brasil Mesmo com Safra Recorde e Alta em Chicago

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Os preços da soja e do milho encerraram fevereiro em queda no mercado interno, mesmo com a valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT). Segundo relatório da RaboResearch Food & Agribusiness, o fortalecimento do real frente ao dólar e o avanço da safra recorde no país mantiveram as cotações sob pressão, reduzindo a rentabilidade dos produtores e desacelerando o ritmo de vendas.

Soja recua 3% no mercado interno

De acordo com o levantamento da RaboResearch, os preços da soja caíram 3% em fevereiro em relação a janeiro. Embora as cotações internacionais tenham subido em Chicago, o impacto positivo foi anulado pela valorização da moeda brasileira e pelas incertezas geopolíticas que ainda afetam o comércio global de commodities.

Os produtores brasileiros continuam concentrados na colheita e têm adotado uma postura cautelosa em relação às vendas, aguardando melhores oportunidades de comercialização. O ritmo de negócios segue abaixo da média dos últimos anos, especialmente nos principais estados produtores.

Milho também apresenta desvalorização em fevereiro

O milho acompanhou o movimento de baixa, registrando queda de 4% nos preços pagos aos produtores. O recuo reflete o otimismo em torno da safrinha 2026, com clima favorável e avanço do plantio nas principais regiões produtoras, o que amplia a oferta e pressiona as cotações.

Além disso, a valorização do real reduziu a competitividade das exportações brasileiras, limitando o escoamento da produção. A combinação entre forte oferta e câmbio valorizado manteve o mercado doméstico mais retraído ao longo do mês.

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Exportações desaceleram, mas mantêm desempenho superior a 2025

Mesmo com o ritmo mais lento em fevereiro, as exportações de soja e milho seguem em patamar elevado na comparação anual.

Em janeiro de 2026, o Brasil exportou 1,9 milhão de toneladas de soja, volume 45% menor que em dezembro, mas 75% acima do embarcado no mesmo mês de 2025. A RaboResearch estima que o país deve exportar 112 milhões de toneladas ao longo da temporada 2025/26.

No caso do milho, os embarques somaram 4,2 milhões de toneladas, uma queda de 31% em relação ao mês anterior, porém 18% acima do volume exportado em janeiro do ano passado.

Condições das lavouras reforçam expectativa de safra recorde

As condições climáticas favoráveis têm sustentado o bom desempenho das lavouras em grande parte do país. O relatório destaca que estados como Mato Grosso, Goiás e Maranhão apresentam lavouras em situação considerada de boa a excelente, o que levou o Rabobank a revisar a estimativa de produção nacional de soja para 181 milhões de toneladas — um aumento de 2 milhões de toneladas em relação à previsão anterior.

De acordo com dados da Somar Meteorologia, os índices de chuva permaneceram dentro da média histórica nas regiões centrais e no Nordeste, garantindo o desenvolvimento adequado das plantas e boas perspectivas para a colheita da safra 2025/26.

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Comercialização segue lenta nos principais estados produtores

Levantamentos do Imea e da Seab/Deral indicam que a comercialização de soja e milho avança lentamente em comparação à média dos últimos cinco anos.

No Mato Grosso, os produtores têm evitado fechar novos contratos devido à retração de preços e à expectativa de melhora do mercado internacional no segundo trimestre.

No Paraná, o comportamento é semelhante: muitos agricultores optam por armazenar a produção, aguardando um cenário de preços mais atrativo.

Perspectivas: câmbio e clima devem definir tendência de preços

Para os próximos meses, a RaboResearch avalia que o comportamento do câmbio e o andamento do clima continuarão sendo os principais fatores de influência sobre as cotações. Um real valorizado tende a manter a pressão sobre os preços domésticos, enquanto a demanda externa — especialmente da China — será determinante para sustentar as exportações.

O cenário indica que, apesar da safra recorde e da boa produtividade no campo, o produtor brasileiro seguirá enfrentando desafios para garantir margens positivas, em meio à volatilidade cambial e ao cenário global incerto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

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O mercado brasileiro de feijão carioca começou o mês de julho mantendo os preços firmes para os grãos de melhor qualidade. A sustentação das cotações é resultado da oferta ainda restrita, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, e da demanda contínua da indústria, que segue ativa diante dos baixos estoques.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os volumes iniciais provenientes das lavouras irrigadas ainda são insuficientes para alterar o equilíbrio entre oferta e demanda. Com isso, os melhores lotes continuam sendo negociados com boa valorização.

Oferta limitada mantém preços do feijão carioca sustentados

Apesar do avanço da colheita nas áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado, a disponibilidade do feijão carioca permanece reduzida.

Os primeiros lotes colhidos apresentaram boa qualidade e encontraram forte receptividade da indústria empacotadora, que mantém o ritmo das compras para recompor estoques. Ainda assim, o setor acompanha de perto o aumento gradual da oferta esperado ao longo de julho, fator que poderá influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Enquanto isso, a colheita da segunda safra de feijão carioca no Paraná entra em sua fase final, marcando a transição entre importantes regiões produtoras do país.

Mercado apresenta comportamentos diferentes entre as variedades

O cenário não é uniforme para todas as categorias de feijão.

Segundo o Cepea, o feijão carioca de qualidade intermediária e o feijão preto seguem registrando oscilações distintas entre as regiões produtoras. As diferenças na disponibilidade, na qualidade dos lotes e no ritmo das negociações explicam os ajustes heterogêneos observados no mercado físico.

Essa dinâmica demonstra que a formação dos preços continua altamente dependente das condições regionais de oferta e demanda.

Feijão preto pode ganhar força nas próximas semanas

No segmento do feijão preto tipo 1, o encerramento da colheita no Paraná — principal produtor nacional — altera gradualmente a postura dos agentes de mercado.

A menor área cultivada nesta temporada, somada às perdas provocadas pelas adversidades climáticas, reduziu a disponibilidade dos lotes de melhor qualidade. Diante desse cenário, produtores e detentores de estoques mantêm posições firmes nas negociações, apostando em novas valorizações caso a oferta permaneça limitada.

Perspectivas para o mercado de feijão

A expectativa do setor é de aumento gradual da oferta ao longo de julho com o avanço da colheita irrigada no Cerrado. No entanto, enquanto esse crescimento ocorrer de forma moderada e os estoques da indústria permanecerem baixos, o mercado deverá continuar favorecendo os lotes de maior qualidade.

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Especialistas avaliam que a evolução da colheita, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e o comportamento da demanda serão determinantes para o rumo dos preços nas próximas semanas.

Destaques do mercado
  • Oferta de feijão carioca de melhor qualidade continua restrita.
  • Indústria mantém compras para recompor estoques.
  • Colheita irrigada do Cerrado avança, mas ainda com baixo volume.
  • Paraná conclui a segunda safra de feijão carioca.
  • Feijão preto segue com perspectiva de valorização devido à menor oferta.
  • Mercado permanece atento ao aumento da disponibilidade durante julho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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