Política Nacional

Conselho de Comunicação Social discutirá combate à desinformação nas eleições

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O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional vai debater, em audiência pública, o combate à desinformação durante o período eleitoral: os membros do conselho e especialistas vão analisar, por exemplo, as fake news e o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026, considerando as regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A audiência deve ser realizada em junho — o dia ainda será definido.

— A eleição já começou, e a desinformação já está rolando solta — disse a presidente do CCS, conselheira Patrícia Blanco, na reunião desta segunda-feira (2).

A conselheira Rita Freire lembrou que o TSE ainda está definindo as regras para as eleições deste ano. Ela pediu à presidente do CCS que apresente na próxima reunião um informe sobre todas as normas estabelecidas.

ECA Digital e liberdade de imprensa

O CCS agendou para 6 de abril, às 9h30, mais um debate sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), agora com ênfase nos representantes da sociedade civil.

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Para 4 de maio, estão agendadas duas audiências públicas: na parte da manhã, os conselheiros vão analisar a regulamentação da atividade de profissional multimídia (Lei 15.325, de 2026); à tarde, o conselho vai comemorar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Em junho, também está previsto um debate sobre os mercados digitais.

Streaming

Durante a discussão sobre o projeto de lei que regulamenta os serviços de streaming audiovisual (PL 2.331/2022), a conselheira Sonia Santana destacou que a produção audiovisual do Brasil “está muito bem no mercado” e que o país tem qualidade técnica e trabalhadores especializados. Ela defendeu a valorização e a qualificação de todo o sistema.

— Os nossos técnicos, eles são muito bem vistos quando a gente filma fora do país. Quando equipes [estrangeiras] vêm para cá, elas saem encantadas com a nossa qualidade técnica, com a nossa inventividade e a nossa criatividade — declarou Sonia Santana. 

A conselheira acrescentou que os trabalhadores das produtoras de audiovisual brasileiras chegam a trabalhar até 12 horas por dia e que muitos estão desistindo da profissão.

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— Eu comecei fazendo longa-metragem. A gente tinha uma única equipe de cinema para rodar. Hoje, nos projetos dos sets de streaming, há até três equipes e, mesmo assim, não conseguem reduzir a jornada. Eu não sei o que acontece com esses projetos, porque você trabalha 12 horas, sem contar o tempo de deslocamento. (…) os técnicos estão sofrendo demais, com burnout, com afastamento de família, mesmo trabalhando 5 para 2. Se fosse 6 para 1, então, nós estaríamos todos mortos — acrescentou Sonia.

Crianças e adolescentes

O CCS também aprovou a criação de uma comissão temática — no âmbito do conselho — para analisar os projetos de lei cujas temáticas envolvam crianças e adolescentes na comunicação social e apresentar sugestões ao Congresso.

As conselheiras Camila Leite Contri, Ramênia Vieira e Patrícia Blanco estarão à frente dessa comissão temática.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Projeto amplia porte de arma de fogo para guardas civis municipais e vigilantes

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O Projeto de Lei 302/26, do deputado Gilvan da Federal (PL-ES), amplia o direito ao porte de arma de fogo para guardas civis municipais e vigilantes. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

O texto reconhece o risco permanente da atividade de guardas civis municipais e vigilantes. Em razão disso, prevê a necessidade de porte de arma como instrumento de defesa pessoal e coletiva.

“Não há segurança pública possível quando o Estado dificulta o acesso aos meios legítimos de defesa por parte de seus próprios agentes”, afirma Gilvan.

Regras
Segundo o projeto, o porte será válido em todo o Brasil, independentemente do número de habitantes do município.

Os guardas municipais poderão portar arma de fogo em serviço e fora dele. O porte fora do horário de trabalho decorrerá automaticamente do exercício do cargo e só poderá ser suspenso por decisão administrativa ou judicial.

Já o porte de arma para vigilantes fica permitido durante o serviço e no deslocamento entre a residência e o local de trabalho.

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A proposta dispensa a comprovação individual de efetiva necessidade para a concessão do porte, por considerar que o risco faz parte da atividade.

Armas permitidas
Pela proposta, as guardas civis municipais e os vigilantes poderão utilizar:

  • armas de fogo de uso permitido e restrito;
  • munições compatíveis; e
  • equipamentos de menor potencial ofensivo.

As armas poderão ser da instituição ou de propriedade particular, desde que estejam regularmente registradas.

Capacitação
O projeto determina que a capacitação dos guardas e vigilantes para usar arma de fogo siga critérios objetivos e periódicos.

Essas exigências não poderão ser usadas para restringir o direito ao porte.

Sistema de Segurança Pública
O texto também prevê que guardas civis municipais e vigilantes passem a integrar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), como auxiliares de prevenção e proteção.

Próximos passos
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado por deputados e senadores.

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Reportagem – Raquel Keoui
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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