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MMA e MDIC lançam projeto para impulsionar economia circular na indústria

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O Ministério Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), lançou, na última quinta-feira (26/2), em São Paulo (SP), o Projeto “Ação climática e de biodiversidade por meio de soluções de economia circular” (CB-ACES). A iniciativa busca impulsionar a economia circular no Brasil, com foco no fortalecimento de políticas públicas, na capacitação técnica, no desenvolvimento de projetos-piloto e na promoção de investimentos em pequenas e médias empresas. 

O evento marcou a apresentação oficial do projeto aos parceiros institucionais brasileiros e constituiu um espaço de diálogo e engajamento na fase preparatória da iniciativa. A atividade reuniu representantes do governo federal, de associações industriais, do setor empresarial, do sistema financeiro, da academia e da sociedade civil.  

A estratégia será implementada no Brasil, no México e na África do Sul. O projeto contempla temas transversais como mitigação da mudança do clima, conservação da biodiversidade, promoção da igualdade de gênero, transformação digital e fortalecimento de cadeias globais de suprimentos em conformidade com normas ambientais. 

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O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, ressaltou que o projeto busca transformar o conceito de economia circular em ações concretas que promovam produtividade, inovação e descarbonização. “Vamos amplia a circularidade em setores e cadeias de valor estratégicos da indústria e estimular a expansão de investimentos nesse segmento”, pontuou. 

“Economia circular é produtividade, inovação e descarbonização ao mesmo tempo. A nossa prioridade é transformar esse conceito em instrumentos e oportunidades concretas para as cadeias produtivas brasileiras”, enfatizou a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz. 

Para o representante da Unido no Brasil, Clovis Zapata, o CB-ACES foi concebido para apoiar a transição verde, indo do planejamento à execução. “O projeto combina fortalecimento de políticas públicas, capacitação e cooperação técnica com empresas, além de mecanismos para estimular investimentos. Nosso objetivo é acelerar soluções circulares com impacto, inclusive ampliando oportunidades para pequenas e médias empresas”, afirmou. 

A ação é implementada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), financiada pela Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e conta com o apoio técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do grupo Adelphi. 

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Espírito Santo testa secagem de café com gás natural e aposta em inovação para elevar qualidade do conilon

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O Espírito Santo iniciou um projeto inédito que pode transformar a secagem do café conilon no Brasil. A partir da safra de maio, produtores capixabas começam a testar o uso de gás natural no processo de secagem dos grãos, em uma iniciativa voltada ao aumento da qualidade, eficiência operacional e sustentabilidade da produção cafeeira.

Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte do Espírito Santo, durante a colheita do conilon. O projeto faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás e conta com aprovação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).

A iniciativa reúne representantes da cadeia cafeeira, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia em uma estratégia que busca modernizar uma das etapas mais críticas da produção de café.

Secagem do café entra em nova fase tecnológica

Tradicionalmente, a secagem do café utiliza lenha e outras biomassas como fonte de energia térmica. O novo projeto avalia o gás natural como alternativa capaz de proporcionar maior controle de temperatura, uniformidade no processo e redução das emissões ambientais.

A expectativa do setor é que a tecnologia contribua diretamente para ganhos de qualidade do café capixaba, especialmente no segmento de cafés especiais e de exportação.

Segundo Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Espírito Santo já ocupa posição de destaque mundial na produção de café conilon e agora busca avançar também em qualidade e valor agregado.

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De acordo com ele, a etapa da secagem ainda representava um dos principais gargalos para ganhos mais expressivos na padronização e valorização do produto nos mercados internacionais.

Projeto busca ampliar competitividade do café capixaba

A iniciativa acompanha o movimento de modernização da cafeicultura brasileira, marcado pelo avanço tecnológico no campo, maior rastreabilidade e exigências crescentes dos compradores internacionais.

Para a ES Gás, o uso do gás natural na secagem pode abrir novas oportunidades para o agronegócio capixaba, além de estimular investimentos e ampliar o acesso do café brasileiro a mercados premium.

O diretor-presidente da companhia, Raphael Pereira, destacou que o gás natural já possui participação relevante em etapas industriais da cadeia do café, como torrefação e descafeinação, e agora passa a atuar também como ferramenta de inovação na produção rural.

Safra de conilon servirá como laboratório em ambiente real

Os testes ocorrerão em condições reais de safra, com monitoramento técnico e coleta de dados diretamente no campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia em diferentes aspectos:

  • Técnico-operacional
  • Econômico-financeiro
  • Socioambiental
  • Regulatório
  • Qualidade final do café

Os resultados servirão de base para analisar a possibilidade de expansão do modelo para outros polos produtores nos próximos ciclos agrícolas.

Projeto reúne universidades, setor produtivo e empresas de tecnologia

Além do CCCV e da ES Gás, o projeto conta com participação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Base 27 e de empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação dos equipamentos utilizados no sistema de secagem.

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O professor Aldemar Polonini Moreli, coordenador do Coffee Design no Ifes, destacou que a busca por cafés conilon especiais vem acelerando o desenvolvimento de novas técnicas de pós-colheita, especialmente na secagem.

Segundo ele, a inovação pode ampliar a sustentabilidade da cafeicultura e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade superior no mercado.

Sandbox regulatório permitirá testes inéditos no meio rural

Por envolver o uso de gás canalizado em ambiente rural, o projeto será conduzido dentro de um modelo de sandbox regulatório, com acompanhamento da ARSP.

A proposta permitirá avaliar novas aplicações do gás natural no agronegócio dentro de um ambiente controlado de inovação regulatória.

Para a diretora de Gás Canalizado da ARSP, Débora Niero, o projeto representa uma convergência entre inovação tecnológica, desenvolvimento regional e descarbonização da economia capixaba.

Investimento supera R$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento

Com aporte aproximado de R$ 1,1 milhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, a iniciativa busca consolidar um modelo mais eficiente e sustentável para a cafeicultura do Espírito Santo.

A expectativa do setor é que os resultados fortaleçam ainda mais o protagonismo capixaba na produção nacional de café conilon, elevando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliando as oportunidades de exportação para os produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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