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Fórum mantém terminal da Ferrovia Senador Vuolo em Cuiabá após debate na ALMT

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A mudança na localização do terminal da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo foi descartada durante reunião do Fórum Pró-Ferrovia, realizada nesta segunda-feira (2), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A discussão surgiu após alterações na legislação que redefiniu os limites municipais no estado, fazendo com que a área inicialmente prevista para o terminal, em Cuiabá, passasse a integrar o município de Santo Antônio de Leverger.

O deputado Wilson Santos (PSD) chegou a defender que a estrutura ferroviária ficasse em Santo Antônio, “como forma de compensação financeira para o município, que, nos últimos anos, vem perdendo muitas áreas para os municípios vizinhos”.

“Enquanto Cuiabá está entre os 100 melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) do Brasil, Santo Antônio ocupa a 4.000ª posição no ranking nacional. Na capital está havendo muito desenvolvimento, enquanto municípios que compõem a região metropolitana estão completamente esquecidos”, argumentou.

No entanto, segundo ele, após diálogo com o presidente do Fórum e secretário de Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Francisco Vuolo, e com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), a hipótese foi afastada. O parlamentar ponderou, contudo, que o trecho atualmente está sob jurisdição de Santo Antônio de Leverger e que qualquer alteração depende de alteração na lei que define os limites municipais.

Francisco Vuolo afirmou que a definição da área escolhida para a ferrovia atende a critérios técnicos e estratégicos e irá beneficiar os municípios da Baixada Cuiabana, como Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande.

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Segundo ele, os estudos apontam que a implantação do terminal vai fortalecer o desenvolvimento regional. “A chegada dos trilhos deve impulsionar o crescimento econômico da Capital e das cidades vizinhas, ao reduzir custos logísticos e atrair novos investimentos para as empresas já instaladas na região. A expectativa é de que o empreendimento estimule a geração de empregos e fortaleça a Baixada Cuiabana como polo intermodal de alta competitividade no cenário global”, diz trecho da apresentação.

Conforme Vuolo, o projeto do terminal ferroviário está na fase de consolidação dos licenciamentos e trâmites técnicos, com previsão de avanços ainda em 2026. Nesta segunda-feira (2), a concessionária Rumo Logística, responsável pela execução das obras, protocolou a documentação complementar necessária para dar sequência à primeira fase da ferrovia até Cuiabá.

“A inauguração do terminal no município de Dom Aquino está prevista para o segundo semestre de 2026”, acrescentou Vuolo.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, José Afonso Botura Portocarrero, afirmou que o projeto da ferrovia na capital é uma pauta histórica e ressaltou os investimentos já realizados ao longo dos anos. “A ferrovia faz parte do ideário cuiabano desde que o senador Vuolo iniciou esse movimento, e estamos muito próximos de concretizar essa iniciativa. Este não é o momento de discutir mudanças na localização da estrutura prevista”, declarou.

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Os representantes da concessionária Rumo, da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) também defenderam a manutenção do traçado original da ferrovia até o ponto já definido na região do Distrito Industrial de Cuiabá.

“O Distrito Industrial já dispõe de infraestrutura, como o gás natural, que vai favorecer a industrialização e criar condições para o avanço do setor em Cuiabá. É preciso respeitar as vocações naturais de cada município. A de Santo Antônio é o desenvolvimento sustentável e o turismo, e é nisso que devemos investir”, frisou o presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnam.

O engenheiro civil e ferroviário Silvio Tupinambá, integrante do Fórum Pró-Ferrovia, afirmou que a alteração do local do terminal não encontra justificativa técnica. “Participei dos estudos de traçado e posso assegurar que, do ponto de vista logístico e locacional, essa hipótese é inviável”, pontuou.

A reunião contou com a participação de representantes de entidades de classe, lideranças empresariais e integrantes da sociedade civil organizada que compõem o Fórum Pró-Ferrovia, entre eles membros da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) e da Federação Mato-grossense das Associações de Moradores de Bairros (Femab).

Fonte: ALMT – MT

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CST avança na construção de fluxo para atendimento a emergências em saúde mental

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A Câmara Setorial Temática da Saúde Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), realizou, nesta segunda-feira (27), reunião ordinária para discutir a proposta de fluxo de atendimento às emergências e crises em saúde mental na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), contemplando os públicos adulto e infanto-juvenil.

O objetivo foi avançar na construção de protocolos que orientem o atendimento de pacientes em situação de crise, especialmente nos casos que envolvem urgência e emergência, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), unidades hospitalares e demais pontos da rede.

Durante a reunião, foram apresentados dados sobre a estrutura existente e a atuação das UPAs, destacando a necessidade de integração entre os serviços e a importância de protocolos para dar mais segurança aos profissionais e garantir atendimento adequado aos pacientes. Também foram detalhadas informações sobre a oferta de leitos em UPAs 24 horas em Mato Grosso.

Ao todo, o estado conta com 166 leitos de observação e 45 leitos de urgência distribuídos nas unidades. Cuiabá, por exemplo, possui quatro UPAs de porte III, somando 60 leitos de observação e 16 de urgência, enquanto Várzea Grande conta com uma UPA III, no Ipase, e uma UPA I, totalizando 26 leitos de observação e sete de urgência. As informações constam na Portaria nº 0646/2025/SES.

Os participantes destacaram que a quantidade de unidades e leitos ainda é considerada baixa diante da dimensão territorial de Mato Grosso e do tamanho da população atendida, o que reforça a necessidade de ampliar a estrutura e melhorar a organização da rede de atendimento.

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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Segundo o deputado Carlos Avallone, a Câmara tem acompanhado relatos de ambulâncias circulando com pacientes em crise sem conseguir atendimento imediato. Ele destacou que a intenção não é apontar culpados, mas identificar os problemas e construir soluções com apoio técnico.

“Na realidade, nós estamos falando do fluxo de urgência e emergência. Temos acompanhado muitos casos de ambulâncias rodando com pessoas em crise, sem ter quem receba. Existe lugar para ser recebido, que são as UPAs, mas, às vezes, isso não acontece porque estão lotadas, porque falta qualificação ou porque falta capacitação. Então, nós precisamos criar um fluxo”, afirmou.

Avallone também ressaltou que já existem propostas em andamento pela Prefeitura de Cuiabá e pelo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que poderão ser analisadas e validadas pela Câmara Setorial.

O coordenador de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Matheus Ricardo Souza, explicou que a proposta busca organizar o percurso do paciente dentro da rede, considerando os diferentes níveis de atendimento.

“O principal objetivo dessa reunião é articular o percurso desse paciente quando ele estiver em situação de crise e precisar de uma atenção especializada e de uma resposta rápida. A ideia é facilitar a assistência e o acesso à saúde nessas condições, tanto para o público infantil e juvenil quanto para o público adulto”, afirmou.

O parlamentar reforçou que a presença de diferentes instituições na Câmara Setorial fortalece a construção de uma proposta conjunta. “Quando se tem um fluxo aprovado por psicólogos, psiquiatras, Ministério Público, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, Estado e municípios, fica muito mais fácil fazer com que ele seja cumprido”, disse.

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Para Avallone, a Câmara Setorial tem o papel de reunir especialistas, apoiar tecnicamente os municípios e viabilizar recursos quando necessário. “Criticar é fácil. O mais difícil é estudar, conhecer o caminho, chamar as pessoas para ajudar e colocar o recurso no lugar certo. É isso que estamos fazendo. A Câmara está aqui para ajudar a saúde mental a atender a população que mais precisa, porque ela está sofrendo muito”, concluiu.

Como encaminhamento, ficou acordada a formação de um grupo técnico para acompanhar a construção de fluxos e protocolos. O trabalho deverá orientar a atuação das unidades envolvidas e melhorar a articulação entre os serviços.

A reunião contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), de profissionais de saúde e da equipe técnica da ALMT.

Dasos UPAS 24h em MT: ofertas de leitos

Município | Porte | Leitos de Observação | Leitos de Urgência

Cuiabá | 4 UPAs – Porte III | 60 | 16

Várzea Grande | 1 UPA – III (IPASE) e 1 UPA I | 26 | 7

Poconé | 1 UPA – Porte I | 7 | 2

Barra do Garças | 1 UPA – Porte II | 11 | 3

Juína | 1 UPA I | 7 | 2

Cáceres | 1 UPA – Porte II | 11 | 3

Rondonópolis | 1 UPA III | 15 | 4

Primavera do Leste | 1 UPA II | 11 | 3

Sorriso | 1 UPA | 7 | 2

Sinop | 1 UPA II | 11 | 3

Total de 166 leitos de observação e 45 leitos de urgência (Fonte: Portaria 065/2025/GBSES/MT. Posição de setembro de 2025).

Fonte: ALMT – MT

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