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Banco do Brasil anuncia medidas emergenciais e apoio financeiro a produtores atingidos pelas chuvas em Minas Gerais

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BB lança pacote emergencial para auxiliar produtores rurais afetados

O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta quinta-feira (26) um conjunto de medidas de apoio a produtores rurais e famílias atingidas pelas fortes chuvas em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata mineira.

As ações fazem parte do Programa Ajuda Humanitária, criado para garantir fôlego financeiro e continuidade das atividades no campo, com foco em crédito emergencial, renegociação de dívidas e agilidade nos atendimentos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

Segundo o banco, o objetivo é minimizar os impactos econômicos e sociais das enchentes que afetaram propriedades rurais, infraestrutura e moradias nas últimas semanas.

Crédito rural e prorrogação de operações simplificada

Entre as principais medidas voltadas ao setor agropecuário, o Banco do Brasil vai:

  • Destinar recursos emergenciais para linhas de custeio e investimento rural, incluindo financiamentos para construção e reforma de moradias pelo Pronaf;
  • Implementar um processo simplificado de prorrogação de operações de crédito, utilizando alertas técnicos de safra por cultura e região;
  • Mobilizar correspondentes e parceiros locais para prestar assistência direta aos produtores nas negociações e regularização de contratos;
  • Agilizar o processamento de comunicados de perdas do Proagro, garantindo maior rapidez na análise e liberação de indenizações.

Essas medidas, segundo o banco, buscam assegurar liquidez imediata ao produtor e reduzir o risco de interrupção das atividades agrícolas.

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Apoio a pessoas físicas: carência e renegociação de parcelas

Para clientes pessoas físicas, o Banco do Brasil oferecerá carência de até seis meses para o pagamento da primeira parcela em novas contratações ou renovações de:

  • BB Crédito Consignado;
  • BB Crédito Salário.

Também será possível repactuar até quatro parcelas de financiamentos imobiliários e empréstimos com garantia de imóvel, transferindo essas parcelas para o final do cronograma de pagamento.

Apoio a empresas: prorrogação de dívidas e novo perfil de pagamento

Para clientes pessoa jurídica, o BB anunciou medidas específicas, entre elas:

  • O Pula Parcela Emergencial PJ, que permite adiar até seis parcelas nas linhas de capital de giro e financiamento empresarial;
  • A linha de Reperfilamento PJ, que oferece repactuação de dívidas em até 60 meses, com carência de seis meses para início dos pagamentos.

Essas ações visam dar flexibilidade financeira às empresas locais, especialmente as de pequeno e médio porte, afetadas pelas enchentes e perdas de receita.

Facilidades em meios de pagamento e atendimento bancário

O Banco do Brasil também adotou medidas operacionais excepcionais nas regiões atingidas:

  • Estorno de juros, encargos, IOF e tarifas em operações de crédito e faturas de pagamento;
  • Flexibilização para abertura e manutenção de contas;
  • Ampliação temporária dos limites de transações via Pix;
  • Aplicação de exceções sistêmicas para clientes com restrições cadastrais geradas pelos danos climáticos.

A instituição reforçou que a comunicação com os clientes está sendo feita de forma ativa pelos canais oficiais do banco, com prioridade de atendimento para as áreas afetadas.

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BB Seguros prioriza sinistros e amplia capacidade de atendimento

A BB Seguros iniciou o contato direto com segurados via WhatsApp, orientando sobre o acionamento de coberturas e abertura de sinistros.

Há prioridade na análise dos pedidos vindos dos municípios da Zona da Mata, com reforço na equipe de atendimento telefônico para garantir agilidade nas respostas.

Doações e ajuda humanitária na Zona da Mata

Além das medidas financeiras, o Banco do Brasil, por meio da Fundação BB, destinou R$ 200 mil a organizações sem fins lucrativos que irão adquirir e distribuir alimentos, roupas, kits de higiene e materiais de limpeza nas áreas mais atingidas.

As unidades da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) em Minas Gerais também estão recebendo doações físicas, como água mineral, cobertores e roupas em bom estado, para apoio imediato às famílias desabrigadas.

Continuidade do apoio e monitoramento das regiões

O Banco do Brasil informou que segue monitorando os impactos das chuvas e poderá ampliar as medidas de apoio conforme o avanço das ações de reconstrução. O atendimento prioritário aos clientes atingidos continuará ativo enquanto persistirem as condições emergenciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

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A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

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O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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