Educação

MEC discute abordagens intersetoriais do CadÚnico no Pé-de-Meia

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O Ministério da Educação (MEC) participa, de 2 a 6 de março, em Brasília (DF), do 17º Encontro das Coordenações Estaduais do Cadastro Único, da Vigilância Socioassistencial e do Programa Bolsa Família, realizado pela Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). 

Os encontros fazem parte do apoio técnico prestado pelo MDS às coordenações estaduais e ao Distrito Federal, reunindo representantes das gestões estaduais, metrópoles e capitais em atividades simultâneas, organizadas em torno de temas relacionados à gestão do Cadastro Único e da Vigilância Socioassistencial, bem como à gestão do Bolsa Família e do Pé-de-Meia. Além de representantes do MEC, participam do evento equipes técnicas de diferentes secretarias do MDS e dos ministérios das Mulheres, da Saúde e dos Direitos Humanos. 

No primeiro dia, a diretora de Incentivos a Estudantes da Educação Básica na Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Marisa Costa, participou do painel “Abordagens intersetoriais sobre o Cadastro Único”. Na ocasião, ela lembrou o contexto de criação do Programa Pé-de-Meia, destacando dados e a importância do CadÚnico para a abrangência do programa: “Em 2023, os dados mostravam que cerca de 42% dos jovens abandonavam a escola por necessidade de trabalhar ou assumir responsabilidades domésticas. O Programa Pé-de-Meia nasce como resposta educacional a essa realidade, atuando desde os primeiros sinais de infrequência, antes que a evasão se consolide. Ao utilizar o Cadastro Único, garantimos que o apoio chegue a quem mais precisa, com foco nas juventudes mais vulnerabilizadas. Sabemos que a evasão é multicausal — atravessada por renda, gênero, raça e território — e, por isso, a gestão é intersetorial. Nosso compromisso é assegurar permanência, conclusão do ensino médio e mobilidade social para milhões de estudantes”, disse a diretora. 

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Após três anos da reconstrução do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o encontro é uma oportunidade para celebrar com as coordenações dos estados e das grandes cidades as entregas realizadas até o final de 2025. Também é um espaço para refletir sobre os desafios e prioridades de cada área, e de se programar para o avanço na consolidação do SUAS. Estão sendo debatidos os maiores desafios e o que precisa ser realizado em 2026.  

Entre os principais destaques dos cinco dias de programação está o anúncio da celebração dos 25 anos do Cadastro Único, com ênfase no Dia Nacional de Mobilização do Cadastro Único – Cadastro em Ação. A atividade inclui oficinas, rodas de conversa e mesas redondas voltadas a estratégias de cadastro em domicílio, cadastramento diferenciado, além do Monitoramento e Avaliação do Plano de Apoio Técnico, proposta de monitoramento dos indicadores, Interface do Cadastro Único com serviços socioassistenciais e fortalecimento da atuação intersetorial.  

Estão presentes no encontro mais de 60 representantes estaduais do Cadastro Único, da Vigilância Socioassistencial e do Programa Bolsa Família, além de 74 coordenadores municipais do Cadastro Único, da Vigilância Socioassistencial e do Programa Bolsa Família das metrópoles e capitais.  

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura. 

A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. 

A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes. 

“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes. 

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Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade. 

Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades. 

As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde. 

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Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior. 

Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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