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Em bilateral com Equador, ministro Fávaro destaca parceria comercial e cooperação técnica

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quarta-feira (4) de reunião bilateral com o ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Equador, Juan Carlos Vega. O encontro sucede a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39).

“É determinação do presidente Lula melhorar as relações comerciais, e as negociações devem ser uma via de mão dupla. Estamos prontos para continuar avançando juntos. Vamos transformar essa relação em resultados concretos para os nossos produtores e consumidores”, destacou o ministro Fávaro.

O ministro também destacou a continuidade dos entendimentos alcançados durante a visita do presidente Daniel Noboa Azín ao Brasil, em julho de 2025. Segundo ele, a agenda reforça o compromisso de ambos os países em consolidar resultados e ampliar as oportunidades de cooperação e comércio bilateral no setor agropecuário.

Em fevereiro deste ano, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, realizou missão oficial ao Equador. Na ocasião, foi autorizada a ampliação de oportunidades para a indústria brasileira de insumos destinados à alimentação animal, agregando valor aos produtos das cadeias de aves e de bovinos. Também foi aberto o mercado brasileiro para pimentões, limões e peles de animais bovinos do país equatoriano.

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Os avanços refletem o compromisso mútuo com a integração comercial e o fortalecimento das cadeias agroindustriais. Em 2025, o Brasil exportou para o Equador mais de US$ 346 milhões em produtos agropecuários, com destaque para papel, cereais e café.

Durante a bilateral, também foram destacados os avanços para ampliar o comércio agropecuário entre os dois países. Também foi manifestado o interesse conjunto em aprofundar a cooperação entre o Instituto Nacional de Investigaciones Agropecuarias (INIAP) e a Embrapa.

Está prevista a assinatura de um Memorando de Entendimento entre as duas instituições, visando impulsionar a troca de boas práticas em governança e avaliação de impacto na pesquisa agropecuária.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Produção de milho para silagem recua no Rio Grande do Sul após impactos climáticos na safra 2025/26

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A safra de milho destinada à produção de silagem no Rio Grande do Sul encerra o ciclo 2025/26 com redução na produtividade e no volume colhido. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada no estado, consolidando um cenário marcado pelos impactos das adversidades climáticas ao longo da temporada.

De acordo com a entidade, as geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram parte das lavouras implantadas mais tardiamente. Muitas dessas áreas, inicialmente planejadas para a produção de grãos, foram redirecionadas para a ensilagem diante da perda de potencial produtivo e da inviabilidade de completar adequadamente o ciclo para colheita de grãos.

Geadas alteraram o destino das lavouras

A mudança de estratégia permitiu aos produtores aproveitar a biomassa disponível e reduzir parte dos prejuízos causados pelas baixas temperaturas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o redirecionamento das áreas para a produção de silagem foi uma alternativa para preservar valor econômico das lavouras afetadas, garantindo o abastecimento de alimento para os rebanhos e minimizando perdas na atividade pecuária.

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Produtividade fica abaixo da estimativa inicial

A produtividade média estadual foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado que representa queda de 3,8% em relação à projeção inicial de 38.338 quilos por hectare, divulgada no período de plantio.

O desempenho reflete os efeitos das condições climáticas adversas registradas ao longo da safra, que impactaram diretamente o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo das lavouras.

Área cultivada também apresenta redução

A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul totalizou 349.085 hectares, segundo dados do IBGE.

O número representa retração de 2% em comparação à safra 2024/25, quando foram cultivados 356.300 hectares.

A redução da área, somada à menor produtividade observada durante o ciclo, contribuiu para a diminuição do volume final produzido no estado.

Produção estadual recua em relação à safra anterior

Com os ajustes realizados ao longo do acompanhamento da safra, a produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas.

O resultado é 0,7% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a colheita alcançou 12,96 milhões de toneladas.

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Na comparação com a previsão inicial para a safra 2025/26, que indicava potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%.

Clima foi principal fator de impacto

A revisão das estimativas confirma que os eventos climáticos tiveram influência decisiva sobre o desempenho da cultura no estado. Além das geadas, as oscilações climáticas observadas ao longo do ciclo limitaram o rendimento das lavouras e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.

Mesmo diante dos desafios, a rápida adaptação dos produtores permitiu o aproveitamento de parte das áreas afetadas, garantindo oferta de silagem para a pecuária gaúcha e reduzindo os impactos econômicos da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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