Neste sábado (7.3), 34 escolas da rede estadual de Mato Grosso estarão de portas abertas, das 8h às 17h, para mais uma edição do projeto Escola da Família. A proposta coloca o lazer, a convivência e a participação comunitária no centro das ações, ao transformar o espaço escolar em um ambiente acolhedor para estudantes, pais e moradores da região.
A programação reúne atividades esportivas, recreativas, culturais e oficinas diversas, criando oportunidades para que crianças, jovens e adultos compartilhem o mesmo espaço em uma rotina diferente da vivida durante a semana.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), mais do que ocupar a escola aos sábados, o projeto busca fortalecer vínculos, estimular a convivência e ampliar o sentimento de pertencimento da comunidade em relação à unidade escolar.
Entre as ações previstas estão partidas de vôlei, basquete e futsal, jogos de tênis de mesa e tabuleiro, além de oficinas de judô, capoeira, tricô e design de unhas. Em algumas escolas, a programação inclui ainda hidroginástica e recreação em piscina, ampliando as opções de lazer e bem-estar para as famílias.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a iniciativa mostra que a escola pode cumprir um papel ainda mais amplo na vida das pessoas.
“Quando a escola abre as portas para o lazer, para o esporte e para a convivência, ela se aproxima ainda mais da realidade das famílias. O Escola da Família valoriza esse encontro, cria oportunidades de integração e faz da unidade escolar um espaço vivo, alegre e presente no cotidiano da comunidade”, afirma ele.
Criado em 2024, o projeto vem ganhando força como uma política pública voltada à inclusão social e ao fortalecimento dos laços comunitários. A presença das famílias no ambiente escolar, em momentos de descontração e troca de experiências, também contribui para aproximar pais, estudantes e equipes escolares.
Alan Porto destaca que o ambiente de convivência gerado aos sábados produz reflexos positivos também no dia a dia da escola.
“Acreditamos em uma educação que também passa pelo acolhimento e pela construção de relações. Quando estudantes, familiares e comunidade convivem no espaço escolar de forma leve e participativa, todos passam a enxergar a escola como um lugar de oportunidades, cuidado e desenvolvimento humano”, pontua.
Além de atender os estudantes, o Escola da Família beneficia diretamente moradores dos bairros onde as unidades estão inseridas, sobretudo em localidades com poucas alternativas públicas de lazer e convivência. Com isso, a escola passa a ser também um espaço de encontro comunitário, acessível e próximo da população.
Após começar como projeto-piloto em 10 escolas, em 2024, a iniciativa foi ampliada e hoje alcança 34 unidades em diferentes municípios mato-grossenses. A expectativa da Secretaria de Estado de Educação é expandir o projeto em 2026, levando a proposta para mais escolas distribuídas nos 13 polos regionais de educação.
Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.
Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.
Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.
“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.
Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.
Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.
Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.
A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.
Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.
A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).
Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.
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