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Mercado de frango no Brasil enfrenta pressão de oferta e preços seguem estáveis no atacado

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Preços da carne de frango permanecem estáveis no mercado brasileiro

O mercado brasileiro de carne de frango registrou estabilidade nas cotações ao longo da última semana, tanto no atacado quanto no preço do frango vivo. Apesar da aparente estabilidade, analistas apontam sinais de desequilíbrio entre oferta e demanda, o que mantém o setor sob pressão.

Segundo o analista Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o volume elevado de alojamento de pintos registrado entre dezembro e janeiro ampliou a oferta de aves disponíveis para abate neste início de ano.

Esse movimento tem dificultado uma recuperação mais consistente dos preços no mercado interno.

Ajuste de oferta pode ocorrer apenas no fim do primeiro trimestre

De acordo com Iglesias, o setor deve passar por um período de acomodação até que ocorra uma redução na oferta.

A expectativa é de que um ajuste no volume disponível para o mercado aconteça somente ao final do primeiro trimestre, o que pode contribuir para restabelecer o equilíbrio entre produção e consumo.

Até lá, a tendência é de manutenção de preços pressionados em diferentes regiões do país.

Atacado enfrenta excesso de oferta em várias regiões

O mercado atacadista também apresenta sinais de acomodação nas cotações. Mesmo com a manutenção de bons níveis de exportação, a grande disponibilidade de produto no mercado interno continua sendo um fator de preocupação para agentes da cadeia produtiva.

Outro ponto que tem gerado cautela é a instabilidade geopolítica internacional, especialmente os desdobramentos de conflitos no Oriente Médio, que podem afetar fluxos comerciais e a dinâmica das exportações brasileiras.

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Atenção ao avanço da gripe aviária na América do Sul

O setor avícola também acompanha com atenção a situação sanitária na região. Casos de Influenza Aviária voltaram a ser registrados em granjas comerciais na Argentina e no Uruguai.

No Brasil, os registros continuam restritos a animais silvestres, mas o cenário mantém a necessidade de vigilância sanitária constante e da manutenção dos planos de contingência adotados nos últimos anos.

Preços dos cortes de frango no atacado de São Paulo

Levantamento realizado pela Safras & Mercado indica que os preços dos principais cortes congelados permaneceram estáveis no atacado da cidade de São Paulo.

  • Cortes congelados – Atacado
    • Peito: R$ 9,30/kg
    • Coxa: R$ 6,35/kg
    • Asa: R$ 10,00/kg
  • Distribuição
    • Peito: R$ 9,50/kg
    • Coxa: R$ 6,50/kg
    • Asa: R$ 10,50/kg
Cortes resfriados também mantêm estabilidade de preços

O cenário foi semelhante para os cortes resfriados comercializados no atacado.

  • Atacado
    • Peito: R$ 9,40/kg
    • Coxa: R$ 6,45/kg
    • Asa: R$ 10,10/kg
  • Distribuição
    • Peito: R$ 9,60/kg
    • Coxa: R$ 6,60/kg
    • Asa: R$ 10,60/kg
Preço do frango vivo nas principais regiões produtoras

O levantamento mensal da Safras & Mercado nas principais regiões produtoras também apontou estabilidade na maioria das praças.

Em São Paulo, o preço do frango vivo registrou leve queda, passando de R$ 4,70 para R$ 4,50 por quilo.

Outras regiões apresentaram as seguintes cotações:

  • Integração no Rio Grande do Sul: R$ 4,65/kg
  • Integração em Santa Catarina: R$ 4,65/kg
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg
  • Mato Grosso do Sul: R$ 4,40/kg
  • Goiás: R$ 4,45/kg
  • Minas Gerais: R$ 4,50/kg
  • Distrito Federal: R$ 4,45/kg
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No Nordeste e Norte, os valores são mais elevados:

  • Ceará: R$ 5,50/kg
  • Pernambuco: R$ 5,40/kg
  • Pará: R$ 5,80/kg
Exportações brasileiras de frango avançam em fevereiro

Apesar da pressão no mercado interno, o desempenho das exportações segue positivo.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil exportou 460,6 mil toneladas de carne de aves e miudezas comestíveis — frescas, refrigeradas ou congeladas — em fevereiro, considerando 18 dias úteis.

Os embarques geraram receita de US$ 855,9 milhões, com média diária de US$ 47,5 milhões.

O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 1.858,20.

Na comparação com fevereiro de 2025, houve:

  • crescimento de 9,8% no valor médio diário exportado
  • aumento de 5,5% no volume médio diário
  • valorização de 4,1% no preço médio da tonelada
Cenário econômico também influencia o consumo de proteínas

O comportamento do consumo interno de proteínas animais também está ligado ao ambiente macroeconômico. O Banco Central do Brasil mantém acompanhamento constante das projeções de inflação, atividade econômica e taxa de juros, fatores que impactam diretamente o poder de compra da população e a demanda por alimentos.

Com inflação ainda em processo de acomodação e expectativas monitoradas pelo mercado, o consumo doméstico de carnes continua sendo um elemento decisivo para o equilíbrio do setor avícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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