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Safra de oliva avança no Rio Grande do Sul com expectativa de aumento na produção

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A colheita de oliva no Rio Grande do Sul está ganhando ritmo em diferentes regiões do estado, com perspectivas positivas para o volume de produção em alguns municípios. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, atualizado recentemente.

Bagé e São Gabriel registram produtividade acima do esperado

Na região administrativa de Bagé, a colheita se intensifica nos pomares localizados em São Gabriel. De acordo com a Emater/RS-Ascar, os produtores têm se surpreendido com a produtividade das cultivares em colheita, especialmente da Koroneiki, que apresenta carga elevada e deve ser colhida nas próximas semanas.

Após duas safras consecutivas com resultados negativos — em que parte da produção chegou a ser abandonada devido à inviabilidade econômica —, a expectativa é que a produção de azeitonas supere os níveis registrados na safra 2022/2023. O bom desempenho é atribuído às condições climáticas favoráveis e ao início da produção em pomares jovens. Até o momento, o rendimento das frutas processadas em lagar local atinge 12% na extração de azeite.

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Santa Maria e Cachoeira do Sul enfrentam desafios hídricos

Na região administrativa de Santa Maria, em Cachoeira do Sul, a falta de chuvas regulares no último mês aumentou a demanda por irrigação nos pomares de oliva e de noz-pecã. Produtores que utilizam sistemas de irrigação têm compensado a ausência de umidade, embora os níveis dos reservatórios apresentem redução gradual, segundo o informativo da Emater/RS-Ascar.

Soledade e Encruzilhada do Sul: expectativas de produção elevada

Em Soledade, a colheita das oliveiras está em fase inicial, com expectativa de produção elevada para a safra atual. Já em Encruzilhada do Sul, existem cerca de mil hectares cultivados com oliveiras, embora parte ainda não esteja em fase produtiva.

Pelotas mantém boas perspectivas para a safra

Na região administrativa de Pelotas, os trabalhos de colheita continuam e os produtores seguem otimistas em relação ao volume da safra, reforçando as perspectivas de recuperação da produção de olivas no estado.

Contexto econômico e mercado de azeite

O avanço da colheita e o aumento na produtividade têm potencial para impactar o mercado local e nacional de azeite, considerando que a produção gaúcha tem ganhado relevância no setor. Além disso, o Banco Central, por meio de seus indicadores de inflação e câmbio, acompanha o comportamento de commodities e insumos agrícolas, que influenciam diretamente os preços e custos de produção do agronegócio.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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